My heart will go on :P

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Trilha sonora para ouvir enquanto vêem as figuras do post (brega, claro!): Soundtrack to listen to while you check this post (very kitschy, of course!):

Guru da autoajuda financeira conta como chegou ao primeiro milhão aos 31 anos


Um MILHÃO de reais ACUMULADOS Aos 31 anos; um milhão e meio de livros vendidos aos 38. Uma vida acadêmica trocada pelo conforto das listas de autoajuda. nadador, professor, administrador, palestrante, pai, marido e, agora, figurante de cinema. Para quem começou a carreira pensando em não trabalhar (e gosta de lembrar que não precisa mais trabalhar), até que Gustavo Cerbasi tem estado bastante ocupado

Depois de atravessar a portaria mais intimidadora com que já travei contato (com direito a muros da altura de locomotivas, saleta sem janelas e documentos enviados por uma gavetinha de aço cravada no concreto), vaguei lépido por corredores, vagas de estacionamento e elevadores do condomínio de prédios de luxo no bairro da Aclimação, região central de São Paulo, para ter a inédita experiência de ver ao vivo um milionário da mesma idade que eu. Tarde recheada de novidades, vou dizer.

O apartamento de 280 metros quadrados, decorado com esperteza e bom gosto, foi meio que invadido pelos Cerbasi depois de uma suspeita de sequestro que alterou a rotina da família – Gustavo, 38 anos, escritor e palestrante, sua esposa, Adriana, 37, ex-vendedora de implantes dentários, e seus três filhos, Guilherme, Gabrielle e Ana Carolina. Com 1,41 milhão de livros vendidos dos nove títulos que lançou desde 2003, Cerbasi precisava do que ele define como “cuidados que toda pessoa pública no Brasil precisa tomar”: carros blindados, protocolos de segurança ensinados por policiais. “Eu perco, todo mundo perde. Quanto eu poderia investir se não gastasse tanto com segurança?” Cerbasi conta que o apartamento foi escolhido e preparado para que pudesse juntar os familiares. “Já que São Paulo não é tão segura, o jeito é trazer São Paulo para dentro de casa.”

Os ascendentes de Gustavo vieram da Itália no início da década de 1950, depois que a região em que viviam foi destruída pela guerra. Seus avós, seu pai e seus tios se instalaram em Americana, interior de São Paulo, para trabalhar na lavoura. Ganharam e perderam muito dinheiro. O pai do escritor, Tommaso, deixou a casa muito jovem, para tentar a sorte na capital. Casou-se com a paulistana descendente de lituanos Elza e, durante um curto período como representante comercial em Caxias do Sul, interior do Rio Grande Sul, nasceu Gustavo. “Minha memória é de uma infância sem abundância, mas sem falta”, recorda. “Se eu quisesse uma bicicleta, por exemplo, lembro de todo o esforço da família para que eu tivesse aquilo, e depois de como aproveitávamos o presente. Fizemos natação, inglês, mas, quando chegou a época de entrarmos em colégios de primeira linha, meu pai teve de sair de casa para trabalhar a 300 quilômetros, em Porto Ferreira.” Desde então, Gustavo e a irmã Kátia só encontravam com o pai aos finais de semana. Cresceram com a sensação de que o velho Tommaso “trabalhava demais”.

Durante nossa conversa, Cerbasi concluiu que vem da falta que sentia do pai sua busca obstinada por uma carreira que não lhe consumisse a vida pessoal e que, ao mesmo tempo, lhe rendesse R$ 1 milhão até os 41 anos. Cerbasi fez seu milhão aos 31, com uma ajudazinha do período de incertezas que se seguiu à eleição de Lula à presidência, mais ou menos ao mesmo tempo que publicava seu livro mais famoso,Casais inteligentes enriquecem juntos. Até o fechamento desta Trip, o livro já havia vendido 950 mil exemplares e sua adaptação para o cinema (Até que a sorte nos separe, de Roberto Santucci) estava em fase de pós-produção.

Gustavo Cerbasi formou-se em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas, especializou-se em finanças pela Stern School of Business de Nova York e fez mestrado em administração e finanças pela Universidade de São Paulo. Quando ainda era um professor em MBAs, leu o livro Pai rico pai pobre, do americano Robert Kiyosaki, donde tirou a ideia de estabelecer 50 fontes de renda passivas – ou seja, 50 fontes de renda que não dependessem de seu trabalho imediato. Em 2012, entre seus livros, audiobooks, os direitos pela coordenação da coleção de livros Expo Money e a participação no filme, Gustavo tem mais de 60. Isso sem contar as palestras por todo o Brasil, pelas quais cobra o cachê de R$ 14 mil. Guilherme, Gabrielle e Ana Carolina não vão poder se queixar da ausência do pai.

Embora brilhe nas listas de autoajuda há anos, Cerbasi está milhas distante dos livros tipo “cinco passos para enriquecer”. Não só pela bagagem teórica, mas pela visão humana da prosperidade. Uma visão que pode, eventualmente, frustrar uma geração massacrada pela cultura do consumo e pela ciranda financeira do crédito fácil. “O dinheiro é uma ilusão”, disse o escritor durante nossa entrevista. “Para que dinheiro, se você não sabe desfrutar?”

Cerbasi me recebe no mesmo escritório onde, 24 horas antes, havia concluído a última versão de seu décimo livro, O segredo dos casais inteligentes, cujo lançamento está previsto para o início de maio. O escritor aperta minha mão com o vigor de quem já foi um dos quatro melhores nadadores paulistas nos 100 metros costas. Senta-se em sua mesa irritantemente bem arrumada, atrás de uma pequena pilha de papéis, diante de uma estante com dezenas de livros de economia – e de um módulo com vários modelos de carrinhos sem aparente rigor de colecionador –, e começa a contar uma história cheia de números altos.

“Riqueza não é volume patrimonial, é equilíbrio. Tem gente rica com salário mínimo, tem gente em dificuldades com 50 mil reais”

Todo mundo pode ser rico? Ou melhor: todo mundo precisa querer ficar rico?
Se você entende “riqueza” como volume patrimonial, a resposta é não. Mas todo mundo precisa ter equilíbrio. Quem optou por morar em uma cabana em Jericoacoara, vai ter de vender seu peixinho e é bom que acumule uma parte do dinheiro para ter alguma qualidade de vida para quando não tiver mais forças para pescar. Há quem seja rico com um salário mínimo, há quem passe necessidade com R$ 50 mil por mês. Outro dia um cara me perguntou depois de uma palestra: “Gustavo, falando sério, em uma cidade como São Paulo dá para viver com menos de 50 mil?” [Risos.] “Cê tá louco, cara? Você vive em Mônaco?” [Mais risos.] Mas é o custo de viver cercado de segurança, em condomínio fechado, piscina, escola bilíngue, videogame, helicóptero… São escolhas. Eu não convido meus leitores à acumulação, eu os convido ao equilíbrio. Eu acumulei rápido porque não gostava do que fazia, mas o mundo está cheio de gente que ama sua profissão.

Antes de se tornar um escritor, você era professor, mas o que te fez milionário foram investimentos. E você ainda não gostava do que fazia…
Investimentos patrimoniais, ações, imóveis, mas também muitos investimentos na carreira. Na verdade, eu não me preparei para ser professor. Em 1995, eu fazia engenharia mecânica na USP. Tentava conciliar as semanas de provas com as competições e bombei. Perdi a motivação, então fui fazer administração pública na Getúlio Vargas, pensando em ter um segundo currículo e virar um engenheiro vitaminado. Me encantei com marketing, RH, sociologia, psicologia e comecei a achar que faria carreira nessa área mais humana dentro da administração. Depois de formado, um ex-colega de classe me pediu ajuda para um relatório que ele precisava entregar para o Itaú. Ele estava trabalhando numa consultoria de avaliação de empresas e aquele era um negócio gigante. Eu escrevo bem, e na faculdade sempre ficava com a montagem, a redação final dos trabalhos. Passei a semana inteira cuidando daquele trabalho, que era totalmente técnico. Enviei o relatório na noite de sexta-feira e no sábado embarquei para Curitiba para participar de um concurso para a Receita Federal. Não me preparei como deveria por causa do relatório. Precisava acertar 200 questões e acertei 198. Me senti o maior idiota da face da terra por não ter dito não a meu amigo. Mas aconteceu que ele mesmo me ligou naquela semana: “Gustavo, o relatório foi louvado, incensado, admirado, a empresa quer te contratar”. Aceitei, e me dedicava a fazer laudos. Passou um tempo, eu já estava cuidando também da análise. Passou mais tempo e a USP me chamou para uma análise conjunta… Até que a USP me identificou, entendeu que eu tinha jeito para falar com não financeiros, coordenar projetos, conduzir reuniões. Depois de certo tempo, comecei a cobrir aula de um, de outro, a ouvir que “a aula substitutiva foi melhor que a oficial” e em dois anos já havia assumido quatro ou cinco turmas de MBA, em cursos financeiros para gente de marketing ou advogados. Eu falava de finanças em empresas usando ferramentas das finanças pessoais. Imagine: o cara tem aula de contabilidade para o MBA em marketing, sábado à tarde, depois de um jogo do Brasil… Em vez de analisar um balanço da Petrobras, eu pedia para os alunos trazerem as declarações de imposto de renda. Aos poucos, todo mundo percebia a isca: eu só fingia falar de finanças pessoais, mas, na verdade, estava falando de negócios. Eu queria adotar uns livros para minha aula. Era a época em que o Mauro Halfeld estava na lista dos mais vendidos, o Robert Kiyosaki havia lançado o Pai rico pai pobre. Os do Halfed eram muito avançados, falavam de investimentos; o Kiyosaki era ruim porque invertia uns conceitos importantes de contabilidade que podiam confundir meus alunos. Então comecei a preparar minha própria apostila. Quando eu estava com a apostila pronta, dei aula para uma turma da qual fazia parte o Roberto Shinyashiki [psiquiatra e palestrante, um dos papas brasileiros dos livros de autoajuda], sócio da editora Gente. Ele me ajudou a transformar a apostila em livro, e assim saiu Dinheiro: Os segredos de quem tem. Meu objetivo era vender só entre os alunos.

Àquela altura você já tinha feito seu primeiro milhão?
Ainda não. Lancei o livro no início de 2003, havia acabado de me casar. Tínhamos uma grana de um apartamento que havíamos comprado num leilão. Um patrimônio de uns R$ 300, 400 mil e crescendo rápido.

Do seu primeiro milhão, quanto você credita ao investimento financeiro e quanto à remuneração do seu trabalho direto?
Bem, tenho de tomar cuidado com essa resposta, porque quando comprei ações a bolsa estava por volta dos 10 mil pontos, eu sabia que ela estava barata, e não fazia ideia de que fosse valorizar tanto em tão pouco tempo. A minha ambição era acumular R$ 1 milhão até os 41 anos – esse era o exemplo que eu usava em sala de aula. Dizia: “Pessoal, imagina um professor que ganhe R$ 3 mil e more com os pais, ele pode poupar metade do que ganha; se conseguir um pouquinho a mais que a renda fixa, aos 41 anos ele estará milionário!”. Esse era eu. Naquela época, comecei a sacar que todos os meus alunos estavam ganhando dinheiro a partir do que aprendiam sobre análise de balanço. Eles abriam a Gazeta Mercantil às oito da manhã, acompanhavam os indicadores das empresas, comparavam o valor delas com o quanto o mercado pagava no balanço das 8h30 e concluíam o que as corretoras publicariam às duas da tarde. Às 10h30 já havia aluno chispando da aula para comprar ações [risos]. Na época havia uma informação muito evidente, que era o humor do mercado depois da vitória do Lula em 2002. “Eles vão comer criancinhas!”, “quem tem dinheiro é melhor fugir para o Uruguai!” etc. Eu estava quietinho, com meu dinheiro do imóvel, quando comecei a reparar no Abílio Diniz, no Antonio Ermírio, no Michel Klein indo à mídia para defender Lula, dizer que estavam juntos, apoiando, que o Palocci iria falar com o FMI e tal. No dia em que Henrique Meirelles foi anunciado como presidente do Banco Central coloquei todo o meu dinheiro na bolsa, sem pensar. Eu, que imaginava ter R$ 1 milhão aos 41, vi o mercado de capitais quadruplicando. Quando apareci na capa da Você S/A [dezembro de 2005] eu estava virando a marca do milhão. Não foi fruto do investimento em si, mas da combinação de uma escolha sensata, pensando a longo prazo, com a situação atípica da conjuntura.

“Eu dizia: ‘imagina um professor que ganhe 3 mil reais, more com os pais e poupe metade do salário. Se conseguir um pouquinho mais do que a renda fixa, aos 41 ele estará milionário’. Esse era eu”

E por que você queria ter R$1 milhão até os 41 anos?
Pra parar de trabalhar. Quando comecei a correr atrás desse milhão, eu estava muito incomodado com o meu trabalho. Era gratificante estar em sala de aula, mas para mim só sobravam as piores aulas, as substitutivas, curso no interior do Ceará, cinco horas de avião e quatro de carro… Eu já não era um bom namorado, passava os finais de semana me arrastando. Queria acumular R$ 1 milhão que rendesse R$ 4 mil por mês para tirar um ano sabático, fazer algum curso, montar uma franquia, ser sócio de alguma coisa.

Eu assisti a uma palestra do Reverendo Ricardo Agreste na qual ele dizia algo como “se você decidir priorizar a sua família, garanto que todos os seus amigos workaholics vão enriquecer mais do que você, e é bom que você se acostume com essa ideia”. Você concorda com isso?
Eles vão crescer patrimonialmente. É que “enriquecer” é um conceito relativo. Porque essa pessoa talvez se satisfaça com menos, por estar mais preocupada com o convívio do que com aquilo que ele pode acumular. Isso tá bem claro no conceito de riqueza que está em meus livros: não preciso ter muito mais. Entretanto, pessoas que têm um argumento forte para não estar com a família, querem recompensá-la. E quanto mais trabalho, mais recompensa, daí há um jogo perigoso que se autoalimenta.

E o dinheiro acaba por destruir a família.
Aí é que está, é uma ilusão. Já vi histórias de pessoas que queriam acumular dinheiro para aos 50 anos fazer o caminho de Santiago de Compostela. O cara chega aos 50 anos e descobre que tem medo de avião porque nunca viajou! Então não é só a família, você destrói toda sua vida quando só ambiciona o futuro e não aprende a desfrutar. E para que dinheiro se você não sabe desfrutar?

Como o seu primeiro livro mexeu com sua carreira de professor?
Cara, esse livro foi supermal recebido na academia… Eu tinha meus superiores na Fundação Instituto de Administração, a FIA, que na época era ligada à USP. Escrevi o livro na maior das boas intenções, separei o primeiro exemplar para mim e o segundo levei pessoalmente para o meu superior. “Ah, é seu, Gustavo? Que legal!” [Faz gestos como se folheasse um livro.] Ele olhava, olhava, ia, voltava, lia uns trechos, folheava de novo… ficou uns dez minutos em silêncio, de repente fechou o livro. “Mas o que é isso?”, ele perguntou, nervoso. “Isso é autoajuda! Você acabou um mestrado agora, tá convidado para fazer doutorado e está jogando seu currículo no lixo pra vender autoajuda por R$ 30? Você não pode fazer isso! Manda recolher!” Me sentia como se tivessem me flagrado na cama com outra. Não imaginava que esse passo em minha carreira seria tão ruim. Na verdade, tudo o que eu queria era avisar as pessoas que, em vez de entrar em financiamentos de 18% ao ano, elas deveriam era poupar um dinheiro que em três anos dobraria de valor. Acho que era movido mais pela indignação do que por qualquer sonho de ser escritor.

Você assume o rótulo de autoajuda?
Eu sou tão autoajuda quanto um guia de ruas é autoajuda. É literatura para quem quer buscar soluções sem recorrer diretamente a um profissional. Era o mesmo conteúdo que eu dava em seis ou sete MBAs, mas o livro saiu com historinhas, ilustrações, uma linguagem autoajuda. Tinha o propósito de ser acessível, de ser comprado pelo grande público, tinha uma linguagem vendedora.

Então deve incomodar você ser desvalorizado pela crítica como literatura barata.
É sempre desconfortável estar em situações em que já se chega rotulado e se está sempre contra a parede. Incomoda, como me incomodou ir aoPrograma do Jô. Você sabe que quando o Jô não se sente à vontade sobre o assunto passa o tempo desafiando o entrevistado. Na verdade, autoajuda é quase um sinônimo de literatura barata, ruim, sem embasamento, sabedoria copiada de Powerpoints baixados da internet. E, puxa, eu comecei dando aula em MBA… O que eu posso fazer em relação a isso é tentar não ser popularesco. Tive convites para ter colunas em programas de variedades na TV, mas declinei, porque entendi que não iria levar educação financeira para muito mais longe. Não gosto desse mundo de Caras. Apareço quando entendo que posso validar minha teoria.

Como foi que você deixou as aulas?
Logo depois de Dinheiro: Os segredos de quem tem, começaram a surgir convites para palestras não remuneradas. E eu não conseguia atender os pedidos porque tinha uma agenda de aulas muito cheia. Aí aconteceu a grande ruptura em minha carreira porque eu me vi numa crise existencial. Eu havia pedido três meses para o meu mentor, o que me obrigaria a abrir mão do doutorado, e ele não se conformava. “Ficou louco? Tá fumando o quê?” [Risos.] Não me olhava mais nos corredores, eu estava me sentindo muito mal. Daí eu decidi largar tudo e aceitei o convite de um amigo para ser sócio em uma empresa no Canadá. Vendemos tudo e embarcamos sem saber se voltaríamos. Era uma importadora de produtos brasileiros. Era tudo bem amador. Vendemos o suficiente para passar oito meses. Os convites para palestras remuneradas começaram a surgir, o que me despertou para a possibilidade de, finalmente, viver fazendo algo interessante. Foi uma situação muito chata com o meu sócio: “Eu achei que a gente fosse ralar juntos aqui no Canadá, mas você vai ficar rico sozinho no Brasil”, ele disse. Foi muito chato. Nos separamos e eu voltei certo de que havia um trabalho a fazer, e muito certo de que nunca teria um padrão de vida tão bom quanto o dos meus tempos de professor. Talvez aí eu estivesse movido pela primeira vez por um senso de vocação. No final de 2004 a Adriana sustentava a casa praticamente sozinha, tínhamos uma vida supersimples, enquanto eu fazia algumas poucas palestras e preparava meu segundo livro, o Casais inteligentes enriquecem juntos.

Que é seu grande best-seller.
Com 950 mil exemplares vendidos. Esse livro tomou um caminho que eu jamais imaginaria. Eu me sentia um tanto envergonhado porque não sou especialista em relacionamentos nem em discussão de casais. Entretanto, os leitores do Dinheiro criticaram muito dizendo que minha lógica era muito simplista e que não funcionaria na vida de alguém que tivesse um cônjuge perdulário. O foco era o relacionamento. Mas o leitor rapidamente percebe que, da mesma forma como eu disfarçava o assunto de contabilidade em uma roupa de finanças pessoais, dessa vez eu disfarcei o assunto de finanças em uma roupagem relacional.

Esse período sustentado pela esposa mexeu com seu casamento?
Não, não. Na verdade, ela ganhava mais do que eu desde que a gente namorava. Quando casamos, o salário dela era a âncora do nosso orçamento. O meu, de professor, entrava para compras eventuais. Chegamos a fazer terapia de casal, por um tempo, na época em que eu trabalhava demais, na FIA. Ajudou muito, até para o projeto do Casais inteligentes. Mas talvez o melhor que nos aconteceu foi termos passado aqueles oito meses no Canadá, juntos, com o mesmo objetivo. Fez muito bem para o casamento.

Como era a relação do Seu pai com o trabalho e o dinheiro? Algumas das suas decisões me parecem ter raízes muito profundas na forma com que você foi criado.
Uma coisa que eu tinha muito clara no começo da minha carreira é que jamais trabalharia tanto quanto meu pai, a ponto de perder a saúde. Em 2011 ele teve de transplantar o rim por causa de estresse e descuido. Agora ele está bem, rolando com os netos pelo chão. Mas cresci vendo que ele se sacrificava demais para oferecer à família algo que provavelmente não compensaria sua falta. Tive convites muito interessantes na minha carreira. Em um deles, da [empresa alemã de consultoria] Roland Berger, eu cheguei entre os quatro classificados. Assisti a uma minipalestra do vice-presidente na qual ele dizia coisas como: “Vocês vão trabalhar numa noite na Áustria, na seguinte na Bélgica ou em Hong Kong, talvez vejam a família nas férias, no Natal”. Nem esperei o cara terminar. O caminho que encontrei para fugir disso foi ralar e aproveitar ao máximo as oportunidades, poupar enquanto morasse com meus pais, manter hábitos simples, até que conquistasse a independência financeira. Meu objetivo não era ficar rico, era ser independente.

Você tem três filhos pequenos e tem muito dinheiro. Como você lida com o consumismo?
O consumo no Brasil é muito impulsivo. As pessoas estão conquistando espaço na pirâmide social e vivem correndo atrás dessa conquista. Estão trabalhando mais do que deveriam, se dedicando cada vez menos à família, a seus relacionamentos e amizades. Para elas, a aquisição, a compra, é um motivador de felicidade. Mas a felicidade é um estado de espírito, não é um instante. E, como desfrutar é cada vez mais raro, consumimos mais e mais para tentar ter momentos de mais e mais felicidade. Mas acredito no inverso também: quem desfruta mais precisa comprar menos. Se as crianças tivessem menos presentes e os presentes fossem mais desejados e aguardados, talvez fossem desfrutados com mais zelo e por mais tempo. Gostaria que elas entendessem que o trabalho serve não para comprar coisas, mas para proporcionar situações.

“Cresci vendo meu pai sacrificar a saúde para nos dar algo que provavelmente não compensaria a sua falta”

Qual a sua participação no filme Até que a sorte nos separe?
Ele é adaptado do Casais inteligentes. A história é a de um casal que ganha R$ 100 milhões na Mega-Sena da Virada e, dez anos depois, descobre que está quebrado. Parte da graça do filme é explicar por que eles quebraram – porque cada passeio da esposa ao shopping custa R$ 30 mil, por exemplo. A expectativa não era vender muito, mas de repente entrou o melhor produtor, o melhor roteirista, o melhor distribuidor, os melhores atores. Sai dia 12 de outubro, mas o povo está brindando o sucesso desde já.

O que você já viu do filme?
A gravação. O filme está sendo montado ainda. Eu participei de algumas cenas, sem falas, mas pedi para o [diretor] Roberto Santucci para ver na telinha como ficaria no cinema. Tive de cobrir a boca com uma toalha para não atrapalhar o set, de tanto que eu gargalhava.

Um amigo propôs a seguinte questão: se o seu filho pedir 150 mil reais para montar o primeiro negócio ou comprar o primeiro apartamento, em qual situação você teria mais facilidade em dar? Nessa hora eu percebi que eu não tinha tanta cultura empreendedora quanto supunha. O que faria?
Eu não só daria muito facilmente para o primeiro negócio como, se eu tivesse condições de dar os dois, eu o convenceria a não comprar a casa. Sou totalmente contra o fato de que alguém que está construindo a vida, que pode ter vontade de trabalhar no exterior ou em outra cidade, alguém que esteja começando a vida, fique engessado geograficamente. Casa própria é uma grande realização pessoal, mas é uma punição também. O jovem fica medroso. O que eu recomendo aos jovens é que evitem a casa própria, trabalhem muito, que aluguem algo barato, próximo ao trabalho, não comprem carro, viajem, façam cursos, ousem, criem, façam arte. Fiquem soltos, estejam propensos a mudanças. Quanto mais propenso a mudar, mais a gente cresce.

O seu próximo livro já está pronto?
Sim, o título é O segredo dos casais inteligentes. A referência ao livro de 2004 não é acaso nem oportunismo [risos]. É que estamos no ano em que provavelmente ele chegará a 1 milhão de exemplares e ainda tem o filme. O novo livro responde a muitos questionamentos que surgiram no primeiro, como, por exemplo, no caso de casais formados por pessoas que vieram de outros relacionamentos.

Qual foi a maior extravagância que você já fez?
Foram duas situações envolvendo viagens. A primeira foi uma viagem a Daytona, nos Estados Unidos, na qual levei meu pai para assistir a uma corrida de Nascar. Caríssima, decidimos de última hora, foi mesmo algo extravagante. Mas houve outra viagem, uma celebração em 2010, no primeiro aniversário da minha filha do meio. Era uma semana muito especial porque eu faço aniversário no mesmo dia em que eu e a Adriana fazemos aniversário de namoro e dois dias antes do nosso aniversário de casamento. Estávamos com um casal de compadres na Flórida, iríamos à Disney, mas eu queria marcar aquela data com minha esposa. Procurei um motorista que conheci nos Estados Unidos, ele me ajudou a preparar uma celebração inesquecível na Flórida. Aluguei duas limusines, uma branca para levar minha filha ao jantar de aniversário dela, cheia de bichinhos, com minha família e os compadres dentro. Dois dias depois, de surpresa, outra limusine, preta, cheia de flores, veio nos buscar para um jantar num restaurante superexclusivo e lá dei o anel, que comprei nos Estados Unidos. E tudo junto custou menos do que o anel custaria no Brasil. Quer dizer, foi extravagante, mas foi muito inteligente do ponto de vista financeiro.

E seu último gesto de generosidade?
Ajudo as pessoas próximas, não gosto de propagandear. Mas assumi o ano escolar dos quatro filhos de uma pessoa próxima à nossa família cujo negócio faliu, por exemplo. Paguei a reforma da casa de um familiar. Banquei uma parte da cirurgia da filhinha de uma amiga da prima da minha esposa. Dei uma palestra para arrecadar fundos para crianças com câncer em Curitiba. Prefiro ter a gratidão de alguém com quem eu divido um guaraná a usar a generosidade como forma de marketing.

http://revistatrip.uol.com.br/revista/209/paginas-negras/gustavo-cerbasi.html#20

Money, get away.
Get a good job with good pay and you’re okay.
Money, it’s a gas.
Grab that cash with both hands and make a stash.
New car, caviar, four star daydream,
Think I’ll buy me a football team.

Money, get back.
I’m all right Jack keep your hands off of my stack.
Money, it’s a hit.
Don’t give me that do goody good bullshit.
I’m in the high-fidelity first class traveling set
And I think I need a Lear jet.

Money, it’s a crime.
Share it fairly but don’t take a slice of my pie.
Money, so they say
Is the root of all evil today.
But if you ask for a raise it’s no surprise that they’re
giving none away.

“HuHuh! I was in the right!”
“Yes, absolutely in the right!”
“I certainly was in the right!”
“You was definitely in the right. That geezer was cruising for a
bruising!”
“Yeah!”
“Why does anyone do anything?”
“I don’t know, I was really drunk at the time!”
“I was just telling him, he couldn’t get into number 2. He was asking
why he wasn’t coming up on freely, after I was yelling and
screaming and telling him why he wasn’t coming up on freely.
It came as a heavy blow, but we sorted the matter out”

Dio


It’s been 2 years since he’s gone…and it also turns out to be 1 year of the death of a very beloved aunt of mine, and my grandpa’s birthday (he died 20 years ago), so, what better song to celebrate life and death!

Faz 2 anos que ele morreu…e também faz 1 ano que uma prima minha muito querida morreu, e a data também coincide com o aniversário natalício do meu avô paterno, que morreu há 20 anos. Nada melhor para celebrar vida e morte do que essa música!

This Is Your Life

Who cares what came before
We were only starlight
One day, then nevermore
Because we’re whispers in the wind
Once upon a time
The world was never blind
Like we are
Right now it seems
You’re only dreams and shadows
If wishes could be eagles how you’d fly
This is your life
This is your time
What if the flame won’t last forever
This is your here
This is your now
Let it be magical
Who cares what came before
We’re only starlight
Once upon the time
All the world was blind
Like we are
This is your life
This is your time
Look at your world
This is your life

So long farewell auf wiedersehen goodbye (à bientôt até!)


Essa semana minha agenda está lotada hahahahahhhahah Hoje vou para Assis, e no fim de semana, Ribeirão Preto. Então vos deixo com a minha música favorita da Kate Bush (já havia postado, mas era uma versão diferente…):

PS – ops, metade da letra tá diferente, sorry!!! Depois procuro a letra dessa versão

Performed in 1979 on Kate’s Tour of Life, Violin would be featured on her next album, Never For Ever.

Four strings across the bridge,
Ready to carry me over,
Over the quavers, drunk in the bars,
Out of the realm of the orchestra,
Out of the realm of the orchestra.

Filling me up with shivers.
Filling me up with the shivers and quivers.
Filling me up with the shivers.

Get the bow going!
Let it scream to me:
Violin! Violin! Violin!

Get the bow going!
Let it scream to me:
Violin! Violin! Violin!

Paganini up on the chimney,
Lord of the dance,
With Nero and old Nicky.
Whack that devil
Into my fiddlestick!
Give me the Banshees for B.V.s,
Give me the Banshees for B.V.s.

Jigging along with the fiddle, oh, Johnny.
Jigging along with the fiddle-dee-dee.
Jigging along with the fiddle, oh, Johnny.
Jigging along with the fiddle-dee-diddle-dee-dee!

Get the bow going!
Let it scream to me:
Violin! Violin! Violin!

Get the bow going!
Let it scream to me:
Violin! Violin! Violin!

Get the bow going!
Let it scream to me:
Violin! Violin! Violin!

Get the bow going!
Let it scream to me:
Violin! Violin! Violin!

Ah, acho essa MUITO legal também e bem divertida!!!

Rolling the ball, rolling the ball, rolling the ball to me.
Rolling the ball, rolling the ball, rolling the ball to me.

They arrived at an inconvenient time.
I was hiding in a room in my mind.
They made me look at myself. I saw it well.
I’d shut the people out of my life.

So now I take the opportunities:
Wonderful teachers ready to teach me.
I must work on my mind. For now I realise:
Everyone of us has a heaven inside.

Them heavy people hit me in a soft spot.
Them heavy people help me.
Them heavy people hit me in a soft spot.
Rolling the ball, rolling the ball, rolling the ball to me.

They open doorways that I thought were shut for good.
They read me Gurdjieff and Jesu.
They build up my body, break me emotionally.
It’s nearly killing me, but what a lovely feeling!

I love the whirling of the dervishes.
I love the beauty of rare innocence.
You don’t need no crystal ball,
Don’t fall for a magic wand.
We humans got it all, we perform the miracles.

Them heavy people hit me in a soft spot.
Them heavy people help me.
Them heavy people hit me in a soft spot.
Rolling the ball, rolling the ball, rolling the ball to me.
Rolling the ball, rolling the ball, rolling the ball to me.
Rolling the ball, rolling the ball…

Boas-novas europeias expressas em músicas:


– Juventus = campeonissimo!!!

 

– François Hollande = champion en France!!!!

Et pour célébrer le résultat des élections françaises, il n’y a pas de musique meilleure que…les chansons de Carla Bruni, bien sûrrrrr!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=Me7wlASiKUg

Il semble que quelqu’un ait convoqué l’espoir
Les rues sont des jardins, je danse sur les trottoirs
Il semble que mes bras soient devenus des ailes
Qu’à chaque instant qui vole je puisse toucher le ciel
Qu’à chaque instant qui passe je puisse manger le ciel
Le clochers sont penchés les arbres déraisonnent
Ils croulent sous les fleurs au plus roux de l’automne
La niege ne fond plus la pluie chante doucement
Et même les réverbères ont un air impatient
Et même les cailloux se donnent l’air important
Car je suis l’amoureuse, oui je suis l’amoureuse
Et je tiens dans me mains la seule de toutes les choses
Je suis l’amoureuse, je suis ton amoureuse
Et je chante pour toi la seule de toutes les choses
Qui vaille d’être là, qui vaille d’être là
Le temps s’est arrêté, les heures sont volages
Les minutes frissonnent et l’ennui fait naufrage
tout paraît inconnu tout croque sous la dent
Et le bruit du chagrin s’éloigne lentement
Et le bruit du passé se tait tout simplement
Oh, les murs chagent de pierres,
Le ciel change de nuages,
La vie change de manières et dansent les mirages
On a vu m’a-t-on dit le destin se montrer
Il avait mine de rien l’air de tout emporter
Il avait ton allure, ta façon de parler

Car je suis l’amoureuse, oui je suis l’amoureuse

Et je tiens dans me mains la seule de toutes les choses
Je suis l’amoureuse, je suis ton amoureuse
Et je chante pour toi la seule de toutes les choses
Qui vaille d’être là, qui vaille d’être là
Dans ma jeunesse, il y a des rues dangereuses
Dans ma jeunesse, il y a des villes moroses
Des fugues au creux d’ la nuit silencieuseDans ma jeunesse, quand tombe le soir
C’est la course a tous les espoirs
Je danse toute seule devant mon miroirMais ma jeunesse me regarde serieuse, elle me dit
“Qu’as-tu fait de nos heures ?
Qu’as-tu fait de nos heures precieuses ?
Maintenant, souffle le vent d’hiver”Dans ma jeunesse, il y a de beaux departs
Mon coeur qui tremble au moindre regard
L’incertitude au bout du couloir

Dans ma jeunesse, il y a des interstices
Des vols planes en etat d’ivresse
Des atterrissages de detresse

Mais ma jeunesse me regarde severe, elle me dit
“Qu’as-tu fait de nos nuits ?
Qu’as tu fait de nos aventures ?
Maintenant, le temps reprend son pli”

Dans ma jeunesse, il y a une priere
Une prouesse a dire ou a faire
Une promesse, un genre de mystere
Dans ma jeunesse, il y a une fleur
Que j’ai cueillie en pleine douceur
Que j’ai saisie en pleine frayeur

Mais ma jeunesse me regarde, cruelle,
Elle me dit “C’est l’heure du depart”
Je retourne a d’autres etoiles
Et je te laisse la fin de l’histoire.

Tu es ma came,
Mon toxique, ma volupté suprême,
Mon rendez-vous chéri et mon abîme
Tu fleuris au plus doux de mon âme
Tu es ma came
Tu es mon genre de délice, de programme
Je t’aspire, je t’expire et je me pâme
Je t’attends comme on attend la manne
Tu es ma came
J’aime tes yeux, tes cheveux, ton arôme
Viens donc là que j’te goûte que j’te hume
Tu es mon bel amour, mon anagramme
Tu es ma came
Plus mortelle que l’héroïne afghane
Plus dangereux que la blanche colombienne
Tu es ma solution, mon doux problème
Tu es ma came
A toi tous mes soupirs, mes poèmes
Pour toi toutes mes prières sous la lune
A toi ma disgrâce et ma fortune
Tu es ma came
Quand tu pars c’est l’enfer et ses flammes
Toute ma vie, toute ma peau te réclament
on dirait que tu coules dans mes veines
Tu es ma came
Je me sens renaître sous ton charme
Je te veux jusqu’à en vendre l’âme
À tes pieds je dépose mes armes
Tu es ma came
Tu es ma came

Me homenagearam :)


Hoje entrei no Facebook e vi que uma amiga me homenageou colocando uma música do Léo Jaime no meu mural hihihi que bonitinho 🙂 Olha só, eu nem sabia que pertencia ao panteão musical do rock brasileiro, ao lado de outros grandes nomes femininos, como a Beth (não conhece?? a Bete Balanço, pô!) Camila (á, ô, Camiláaaaa), Ana (“seus lábios são labirintos Ana…”) e (ô) Ana Júlia 😛

Eu tinha tanto pra dizer
Metade eu tive que esquecer
E quando eu tento escrever
Seu nome vem me interromper
Eu tento me esparramar
E você quer me esconder
Eu já não posso nem cantar
Meus dentes rangem por você
Solange, Solange
É o fim Solange
Eu penso que vai tudo bem
E você vem me reprovar
E eu já não posso nem pensar
Que um dia ainda eu vou me vingar
Você é bem capaz de achar
Que o que eu mais gosto de fazer
Talvez só dê pra liberar
Com cortes pra depois do altar
Solange, Solange, Solange
É o fim, Solange
Solange, ah! Ah! Solange
Pára de me censolange
Ye ye ye
I feel so lonely
Ye ye ye
So so so, lan lan lan
Solange, Solange, Solange
É o fim Solange

A versão original da música:

Well someone told me yesterday
That when you throw your love away
You act as if you just don’t care
You look as if you’re going somewhere

But I just can’t convince myself

I couldn’t live with no one else
And I can only play that part
And sit and nurse my broken heart
So lonely, so lonely, so lonely, so lonely
So lonely, so lonely, so lonely
So lonely, so lonely, so lonely
So lonely, so lonely

Now no one’s knocked upon my door

For a thousand years or more
All made up and nowhere to go
Welcome to this one man show
Just take a seat they’re always free
No surprise no mystery
In this theatre that I call my soul
I always play the starring role

So lonely, so lonely, so lonely, so lonely

So lonely, so lonely, so lonely
So lonely, so lonely, so lonely
So lonely, so lonely
(guitar solo)

So lonely, so lonely, so lonely, so lonely

So lonely, so lonely, so lonely
Lonely, I’m so lonely
I feel so alone
I feel low
I feel so
Feel so low
I feel low, low
I feel low, low, low
I feel low, low, low
I feel low, low, low
I feel low, low, low
I feel low, low, low
Low, I feel low
I feel low
I feel low
I feel so lonely
I feel so lonely
I feel so lonely, lonely, lonely, lone
Lonely, lone
I feel so alone, yeah
So lonely, so lonely, so lonely, so lonely
So lonely, so lonely, so lonely
(I feel so alone, I feel so alone, I feel so lonely)
So lonely, so lonely, so lonely
(I feel so alone, I feel so alone, I feel so lonely)
So lonely, so lonely, so lonely
(I feel so alone, I feel so alone, I feel so lonely)
So lonely, so lonely, so lonely
(I feel so alone, I feel so alone, I feel so lonely)
So lonely, so lonely, so lonely
(I feel so alone, I feel so alone, I feel so lonely)
So lonely, so lonely, so lonely

Scotland the brave


Macbeth, King of Scotland

Mac Bethad mac Findlaích (Modern GaelicMacBheatha mac Fhionnlaigh,[1] anglicised as Macbeth, and nicknamed  Deircc, “the Red King”;[2] died 15 August 1057) was King of the Scots (also known as the King of Alba, and earlier as King of Moray and King of Fortriu) from 1040 until his death. He is best known as the subject of William Shakespeare‘s tragedy Macbeth and the many works it has inspired, although the play presents a highly inaccurate picture of his reign and personality.

Macbeth was the son of Findláech mac RuaidríMormaer of Moray. His mother, who is not mentioned in contemporary sources, is sometimes supposed to have been Donada, a daughter of the Scottish king Malcolm II (Máel Coluim mac Cináeda).[3]

Findláech was killed in 1020. According to the Annals of Ulster he was killed by his own people while the Annals of Tigernach say that the sons of his brother Máel Brigte were responsible. One of these sons, Máel Coluim mac Máel Brigte, died in 1029. A second son, Gille Coemgáin, was killed in 1032, burned in a house with fifty of his men. Gille Coemgáin had been married to Gruoch with whom he had a son, the future king Lulach. It has been proposed that Gille Coemgáin’s death was the doing of Mac Bethad in revenge for his father’s death, or of Máel Coluim mac Cináed to rid himself of a rival.

The origin myth of the kingdom of Alba traced its foundation to the supposed destruction of Pictland by Kenneth MacAlpin, and its kings were chosen from the male line descendants of Kenneth, with the possible exception of the shadowy Eochaid, said to be Kenneth’s daughter’s son. During the century in which the lists correspond well with the annals, the succession to the kingship of Alba was held in an alternating fashion by two branches of the descendants of Kenneth MacAlpin, one descended from Kenneth’s son Constantín, Clann Constantín mac Cináeda, and one from Constantín’s brother Áed, Clann Áeda mac Cináeda. Alternating succession is also seen in Ireland, where the High Kings of Ireland come from two branches of the Uí Néill, the northern Cenél nEógain and the southern Clann Cholmáin. Both systems have been compared with the concept of tanistry found in Early Irish Law, although the political reality appears to have been more complex.

Both systems of alternating succession coincidentally failed in the early 11th century. In Ireland, the failure of the northern Uí Néill to support their southern kinsman Máel Sechnaill mac Domnaill against Brian Bóruma, and the resulting end to the system of Uí Néill High Kingship appears to have been caused by political geography. In northern Britain, the violent struggle between the various candidates for power seems to have removed Clann Áeda mac Cináeda from the contest, leaving only Clann Constantín mac Cináeda, in the person of Máel Coluim son of Cináed, to claim the kingship. Máel Coluim appears to have had rivals from within Clann Constantín killed during his reign.

It has been proposed that the base of Clann Áeda mac Cináeda’s power lay in the north of the kingdom of Alba, beyond the Mounth (eastern Grampians) in what had once been Fortriu and which was now called Moray (in Irish annals of the period, MacBethad is occasionally referred to as King of Fortriu, as well as King/Mormaer of Moray, before his succession to the throne of Alba). It was in this region that Mac Bethad’s kin appear to have been based. Later in the eleventh century, from the time of Gille Coemgáin’s grandson Máel Snechtai, a genealogy was compiled which traced Máel Snechtai’s descent and Clann Ruadrí’s origins to the Cenél Loairn founder Loarn mac Eirc. Loarn was supposedly the brother of Fergus Mór, whom the descendants of Kenneth claimed as an ancestor. The genealogy as it survives is apparently constructed by combining two distinct genealogies which are found attached to the Senchus fer n-Alban, that of Ainbcellach mac Ferchair (died 719), to which has been appended that of Ainbcellach’s kinsman Mongán mac Domnaill.[4] It is likely that this conception of Clann Ruadrí’s origins predates Máel Snechtai and was prevalent in Mac Bethad’s time or even earlier.[5]

The extent to which Gaelic kingship rested on agnatic (male line) descent can be seen in the case of Kenneth MacAlpin’s daughter’s daughter’s son Congalach Cnogba. Congalach was the grandson of High King Flann Sinna of Clann Cholmáin and succeeded to the Uí Néill High Kingship in unusual circumstances on the death of his mother’s half-brother Donnchad Donn. Rather than proclaim his near kinship with recent kings—grandson of Flann, nephew of Donnchad and Niall Glúndub—Congalach’s propagandists preferred to advance his claim to rule as a male-line descendant in the tenth generation of Áed Sláine (died circa 604). Like Congalach, Clann Ruadrí may have had a claim to the kingship in the female line which legal tradition would have considered to be of little importance. It is possible that Ruaidrí, or his father Domnall if he existed, may have married into Clann Áeda mac Cináeda and so inherited the allegiance of that family’s supporters.

It is not clear whether Gruoch’s father was a son of King Kenneth II (Cináed mac Maíl Coluim) (d. 995) or of King Kenneth III (Cináed mac Duib) (d. 1005), either is possible chronologically.[6] After Gille Coemgáin’s death, Macbeth married his widow and took Lulach as his stepson. Gruoch’s brother, or nephew (his name is not recorded), was killed in 1033 by Malcolm II.[7]

Mormaer and dux

When Cnut the Great came north in 1031 to accept the submission of King Malcolm II, Macbeth too submitted to him:

… Malcolm, king of the Scots, submitted to him, and became his man, with two other kings, Macbeth and Iehmarc …[8]

Some have seen this as a sign of Macbeth’s power, others have seen his presence, together with Iehmarc, who may be Echmarcach mac Ragnaill, as proof that Malcolm II was overlord of Moray and of the Kingdom of the Isles.[9] Whatever the true state of affairs in the early 1030s, it seems more probable that Macbeth was subject to the king of Alba, Malcolm II, who died at Glamis, on 25 November 1034. The Prophecy of Berchan is apparently alone in near contemporary sources in reporting a violent death, calling it a kinslaying.[10] Tigernach’s chronicle says only:

Máel Coluim son of Cináed, king of Alba, the honour of western Europe, died.[11]

Malcolm II’s grandson Duncan (Donnchad mac Crínáin), later King Duncan I, was acclaimed as king of Alba on 30 November 1034, apparently without opposition. Duncan appears to have been tánaise ríg, the king in waiting, so that far from being an abandonment of tanistry, as has sometimes been argued, his kingship was a vindication of the practice. Previous successions had involved strife between various rígdomna – men of royal blood.[12] Far from being the aged King Duncan of Shakespeare’s play, the real King Duncan was a young man in 1034, and even at his death in 1040 his youthfulness is remarked upon.[13]

Because of his youth, Duncan’s early reign was apparently uneventful. His later reign, in line with his description as “the man of many sorrows” in the Prophecy of Berchán, was not successful. In 1039, Strathclyde was attacked by the Northumbrians, and a retaliatory raid led by Duncan against Durham in 1040 turned into a disaster. Later that year Duncan led an army into Moray, where he was killed by Macbeth on 15 August 1040 at Pitgaveny (then called Bothnagowan) near Elgin.[14]

High King of Alba

On Duncan’s death, Macbeth became king. No resistance is known at that time, but it would have been entirely normal if his reign were not universally accepted. In 1045, Duncan’s father Crínán of Dunkeld (a scion of the Scottish branch of the Cenel Conaill and Hereditary Abbot of Iona) was killed in a battle between two Scottish armies.[15]

John of Fordun wrote that Duncan’s wife fled Scotland, taking her children, including the future kings Malcolm III (Máel Coluim mac Donnchada) and Donald III (Domnall Bán mac Donnchada, or Donalbane) with her. On the basis of the author’s beliefs as to whom Duncan married, various places of exile, Northumbria and Orkney among them, have been proposed. However, the simplest solution is that offered long ago by E. William Robertson: the safest place for Duncan’s widow and her children would be with her or Duncan’s kin and supporters in Atholl.[16]

After the defeat of Crínán, Macbeth was evidently unchallenged. Marianus Scotus tells how the king made a pilgrimage to Rome in 1050, where, Marianus says, he gave money to the poor as if it were seed.

(…)

In 1052, Macbeth was involved indirectly in the strife in the Kingdom of England between Godwin, Earl of Wessex and Edward the Confessor when he received a number of Norman exiles from England in his court, perhaps becoming the first king of Scots to introduce feudalism to Scotland. In 1054, Edward’s Earl of NorthumbriaSiward, led a very large invasion of Scotland. The campaign led to a bloody battle in which the Annals of Ulster report 3,000 Scots and 1,500 English dead, which can be taken as meaning very many on both sides, and one of Siward’s sons and a son-in-law were among the dead. The result of the invasion was that one Máel Coluim, “son of the king of the Cumbrians” (not to be confused with Máel Coluim mac Donnchada, the future Malcolm III of Scotland) was restored to his throne, i.e., as ruler of the kingdom of Strathclyde.[22] It may be that the events of 1054 are responsible for the idea, which appears in Shakespeare’s play, that Malcolm III was put in power by the English.

Macbeth did not survive the English invasion, for he was defeated and mortally wounded or killed by the future Malcolm III (“King Malcolm Ceann-mor“, son of Duncan I)[23] on the north side of the Mounth in 1057, after retreating with his men over the Cairnamounth Pass to take his last stand at the battle at Lumphanan.[24] The Prophecy of Berchán has it that he was wounded and died at Scone, sixty miles to the south, some days later.[25] Macbeth’s stepson Lulach mac Gille Coemgáin was installed as king soon after.

Unlike later writers, no near contemporary source remarks on Macbeth as a tyrant. The Duan Albanach, which survives in a form dating to the reign of Malcolm III, calls him “Mac Bethad the renowned”. The Prophecy of Berchán, a verse history which purports to be a prophecy, describes him as “the generous king of Fortriu“, and says:

The red, tall, golden-haired one, he will be pleasant to me among them; Scotland will be brimful west and east during the reign of the furious red one.[26

Fearing civil war between the Bruce and Balliol families and supporters, the Guardians of Scotland wrote to Edward I of England, asking him to come north and arbitrate between the claimants in order to avoid civil war.

Edward agreed to meet the guardians at Norham in 1291. Before the process got underway Edward insisted that he be recognised as Lord Paramount of Scotland. During the meeting, Edward had his army standing by, thus forcing the Scots to accept his terms. He gave the claimants three weeks to agree to his terms. With no King, with no army ready, and King Edward’s army at hand, the Scots had no choice. The claimants to the crown acknowledged Edward as their Lord Paramount and accepted his arbitration. Their decision was influenced in part by the fact that most of the claimants had large estates in England and, therefore, would have lost them if they had defied the English king. However, many involved were churchmen such as Bishop Wishart for whom such mitigation cannot be claimed.

On 11 June, acting as the Lord Paramount of Scotland, Edward I ordered that every Royal Scottish Castle be placed temporarily under his control and every Scottish official resign his office and be re-appointed by him. Two days later, in Upsettlington, the Guardians of the Realm and the leading Scottish nobles gathered to swear allegiance to King Edward I as Lord Paramount. All Scots were also required to pay homage to Edward I, either in person or at one of the designated centres by 27 July 1291.

Balliol was named king by a majority on 17 November 1292 and on 30 November. He was crowned King of Scots at Scone Abbey. On 26 December, at Newcastle upon Tyne, King John swore homage to Edward I for the Kingdom of Scotland. Edward soon made it clear that he regarded the country as a vassal state. Balliol, undermined by members of the Bruce faction, struggled to resist, and the Scots resented Edward’s demands. In 1294, Edward summoned John Balliol to appear before him, and then ordered that he had until 1 September 1294 to provide Scottish troops and funds for his invasion of France.

On his return to Scotland, John held a meeting with his council and after a few days of heated debate, plans were made to defy the orders of Edward I. A few weeks later a Scottish parliament was hastily convened and 12 members of a war council (four EarlsBarons, and Bishops, respectively) were selected to advise King John.

(…)

Beginning of the war: 1296–1306

The First War of Scottish Independence can be loosely divided into four phases: the initial English invasion and success in 1296; the campaigns led by William WallaceAndrew de Moray and various Scottish Guardians from 1297 until John Comyn negotiated for the general Scottish submission in February 1304; the renewed campaigns led by Robert the Bruce following his killing of The Red Comyn in Dumfries in 1306 to his and the Scottish victory at Bannockburn in 1314; and a final phase of Scottish diplomatic initiatives and military campaigns in Scotland, Ireland and Northern England from 1314 until the Treaty of Edinburgh-Northampton in 1328.

The war began in earnest with Edward I’s sack of Berwick in March 1296, followed by the Scottish defeat at the Battle of Dunbar and the abdication of John Balliol in July. The English invasion campaign had subdued most of the country by August and, after removing the Stone of Destiny from Scone Abbey and transporting it to Westminster Abbey, Edward convened a parliament at Berwick, where the Scottish nobles paid homage to him as King of England. Scotland had been all but conquered.

The revolts which broke out in early 1297, led by William WallaceAndrew de Moray and other Scottish nobles, forced Edward to send more forces to deal with the Scots, and although they managed to force the nobles to capitulate at Irvine, Wallace and de Moray’s continuing campaigns eventually led to the first key Scottish victory, at Stirling Bridge. Moray was fatally wounded in the fighting at Stirling, and died soon after the battle. This was followed by Scottish raids into northern England and the appointment of Wallace as Guardian of Scotland in March 1298. But in July, Edward invaded again, intending to crush Wallace and his followers, and defeated the Scots at Falkirk. Edward failed to subdue Scotland completely before returning to England.

There have been, however, several stories regarding Wallace and what he did after the Battle of Falkirk. It is said by some sources that Wallace travelled to France and fought for the French King against the English during their own ongoing war while Bishop Lamberton of St Andrews, who gave much support to the Scottish cause, went and spoke to the pope.

Wallace was succeeded by Robert Bruce and John Comyn as joint guardians, with William de Lamberton, Bishop of St Andrews being appointed in 1299 as a third, neutral Guardian to try and maintain order between them. During that year, diplomatic pressure from France and Rome persuaded Edward to release the imprisoned King John into the custody of the pope, and Wallace was sent to France to seek the aid of Philip IV; he possibly also travelled to Rome.

Further campaigns by Edward in 1300 and 1301 led to a truce between the Scots and the English in 1302. After another campaign in 1303/1304, Stirling Castle, the last major Scottish held stronghold, fell to the English, and in February 1304, negotiations led to most of the remaining nobles paying homage to Edward and to the Scots all but surrendering. At this point, Robert Bruce and William Lamberton may have made a secret bond of alliance, aiming to place Bruce on the Scottish throne and continue the struggle. However, Lamberton came from a family associated with the Balliol-Comyn faction and his ultimate allegiances are unknown.

After the capture and execution of Wallace in 1305, Scotland seemed to have been finally conquered and the revolt calmed for a period.

Primeiro Wallace foi enforcado até ficar quase inconsciente, e então, amarrado a uma mesa, foi castrado, estripado, e suas entranhas – ainda presas a ele – foram queimadas. E então, finalmente, foi libertado do seu sofrimento inimaginável pela decapitação. Seu corpo foi esquartejado, e os pedaços, enviados para Newcastle upon TyneBerwick,Perth e Stirling. Sua cabeça foi colocada em um pique na Ponte de Londres, de modo que todos a vissem, como advertência para outros possíveis “traidores”.

King Robert the Bruce: 1306–1328

On 10 February 1306, during a meeting between Bruce and Comyn, the two surviving claimants for the Scottish throne, Bruce quarrelled with and killed John Comyn at Greyfriars Kirk in Dumfries.[4] At this moment the rebellion was sparked again.

Comyn, it seems, had broken an agreement between the two, and informed King Edward of Bruce’s plans to be king. The agreement was that one of the two claimants would renounce his claim on the throne of Scotland, but receive lands from the other and support his claim. Comyn appears to have thought to get both the lands and the throne by betraying Bruce to the English. A messenger carrying documents from Comyn to Edward was captured by Bruce and his party, plainly implicating Comyn. Bruce then rallied the Scottish prelates and nobles behind him and had himself crowned King of Scots at Scone less than five weeks after the killing in Dumfries. He then began a new campaign to free his kingdom. After being defeated in battle he was driven from the Scottish mainland as an outlaw. Bruce later came out of hiding in 1307. The Scots thronged to him, and he defeated the English in a number of battles. His forces continued to grow in strength, encouraged in part by the death of Edward I in July 1307. The Battle of Bannockburn in 1314 was an especially important Scottish victory.

In 1320, the Declaration of Arbroath was sent by a group of Scottish nobles to the Pope affirming Scottish independence from England. Two similar declarations were also sent by the clergy and Robert I. In 1327, Edward II of England was deposed and killed. The invasion of the North of England by Robert the Bruce forced Edward III of England to sign the Treaty of Edinburgh-Northampton on 1 May 1328, which recognised the independence of Scotland with Bruce as King. To further seal the peace, Robert’s son and heir David married the sister of Edward III.

(…)

The Acts of Union of 1707 united Scotland with England into a new sovereign state called Great Britain, after 1801 known as the United Kingdom.

O Fhlu\ir na h-Albann,
cuin a chi\ sinn
an seo\rsa laoich
a sheas gu ba\s ‘son
am bileag feo\ir is fraoich,
a sheas an aghaidh
feachd uailleil Iomhair
‘s a ruaig e dhachaidh
air chaochladh smaoin?

Na cnuic tha lomnochd
‘s tha duilleach Foghair
mar bhrat air la\r,
am fearann caillte
dan tug na seo\id ud gra\dh,
a sheas an aghaidh
feachd uailleil Iomhair
‘s a ruaig e dhachaigh
air chaochladh smaoin.

Tha ‘n eachdraidh du\inte
ach air di\ochuimhne
chan fheum i bhith,
is faodaidh sinn e\irigh
gu bhith nar Ri\oghachd a-ri\s
a sheas an aghaidh
feachd uailleil Iomhair
‘s a ruaig e dhachaidh
air chaochladh smaoin.