Sistema Numérico dos Babilônicos


A civilização babilônia substituiu a civilização suméria por volta do ano 2000 a.C.

Os babilônicos eram um povo semita que invadiu a Mesopotâmia, derrotando os sumérios, estabelecendo sua capital na Babilônia.

As civilizações antigas da Mesopotâmia são comumente chamadas de babilônicas, apesar da cidade de Babilônia não ter sido o centro de cultura do vale Mesopotâmico.


Aos babilônios se deve a invenção do sistema posicional. Com apenas dois símbolos (um para a unidade e um para a dezena dezenas)podiam representar qualquer número, por maior que fosse, por repetição e mudança de posição. Este é o mesmo princípio de nosso sistema numeral.

Assim a numeração dos babilônios era escrita da seguinte forma:

A civilização babilônica substituir a suméria e a Acádia, e como se pode notar,  os babilônios herdaram idéias dos sumérios e dos acádios para formas o seu próprio sistema numérico.

Até então, nem o sistema numérico dos Sumérios e nem o dos acádios era posicional. Já o sistema criado pelos babilônios era um sistema posicional, o que se tornou uma grande realização. O estabelecimento da ordem posicional para os símbolos numéricos foi a maior realização matemática dos babilônios.

Embora o sistema babilônico fosse um sistema posicional de base 60, teve alguns vestígios do sistema de base 10 dentro dele. Isto porque os 59 números que compõem esse sistema são formados por um símbolo para a unidade e um para a dezena.

Soluções mágicas e ônibus superlotados


São Paulo deve adotar o pedágio urbano?

NÃO

Sobre a proposta, três pontos:

1) É uma medida equivocada.

De tempos em tempos, a possibilidade de adoção do pedágio urbano reaparece como solução mágica para a solução dos crescentes congestionamentos em São Paulo e outras cidades brasileiras. A medida visa restringir o acesso (não a circulação) de automóveis aos centros urbanos. Os exemplos são Londres, Milão e outras cidades europeias.

O que se omite é que essas cidades possuem amplos e eficientes sistemas de transporte público. Isto é, existem alternativas para o cidadão.

Não é nosso caso, em que as carências e deficiências do transporte público fizeram o carro representar metade dos deslocamentos diários.

Defensores do pedágio urbano reduzem a mobilidade urbana (e o planejamento) a uma questão de “mercado”: como o espaço no sistema viário é exíguo e não acomoda todos os veículos, a possibilidade de sua utilização tem algum “valor”. Assim, para usar o sistema viário da área central, o condutor terá de pagar. Mas quanto? (Em Londres, são R$ 25,00 por dia).

Atualmente, a atividade econômica predominante na cidade é a de comércio e serviços. Dada a complexidade territorial de metrópole, centenas de milhares de pessoas, por falta de alternativas, são levadas a empreender diversos deslocamentos diários por automóvel para viabilizar sua atividade profissional.

A liberação da circulação mediante pagamento, nas condições atuais, poderá, ao contrário do pretendido, estimular o uso do automóvel.

2) O pedágio urbano é uma medida preguiçosa e imediatista.

Antes de propor uma medida que pune o cidadão e alivia a pressão sobre o administrador público incompetente, é preciso percorrer um caminho longo e árduo, mas viável.

Por um lado, implantar um sistema de transporte público de qualidade e sustentável: novas linhas de metrô, modernização dos trens metropolitanos e mais corredores de ônibus, integrados operacional e tarifariamente numa grande rede.

Por outro lado, melhorar a gestão da circulação urbana, que abrange inúmeras políticas públicas. Por exemplo: a circulação segura de pedestres, ciclistas e motociclistas; a restrição ao uso do automóvel via restrição ou cobrança de estacionamento; e a restrição à circulação de veículos de carga, a partir de centros logísticos nas intersecções do Rodoanel com as rodovias e ferrovias.

Além disso, como convencer o contribuinte, asfixiado por impostos e taxas, a pagar o pedágio urbano?

Isso numa cidade onde, nos últimos seis anos, não se implantou um único metro linear de corredor de ônibus. Ou onde a implantação de uma linha de metrô demora de 15 a 20 anos, da concepção à operação.

Ou, ainda, num país onde se estimula a utilização do automóvel com a manipulação dos preços dos combustíveis, a pretexto de combater a inflação. E onde se concede, continuamente, benesses fiscais a uma indústria automobilística altamente lucrativa -e se estimula a aquisição de veículos com crédito abundante.

3) O pedágio urbano é uma medida elitista e excludente.

Imaginemos que o pedágio urbano começasse na próxima segunda ou em um ano. O que aconteceria?

Aqueles que pudessem e quisessem pagar circulariam sem restrições (não haveria rodízio), entupindo as vias, exatamente como agora. E contribuiriam, ainda, para abarrotar os cofres municipais ou os de um provável concessionário privado.

E quem não quisesse ou não pudesse pagar? Esses seriam remetidos, de imediato, a um sistema de transporte superlotado e lento (no caso dos ônibus). E como acomodar esses novos usuários involuntários do transporte público? Provavelmente, ficarão pendurados nas janelas e portas dos ônibus, como nas cidades africanas. Ou, então, no teto dos trens, como ocorre na Índia.

JAIME WAISMAN, 67, doutor em engenharia de transportes pela USP, é professor da Escola Politécnica da USP e consultor na área de transportes e mobilidade urbana

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/46301-solucoes-magicas-e-onibus-superlotados.shtml

Fotos do meu irmão (4) – My brother’s photos (4)


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Londres – London

Vistas aéreas do Reino Unido:


Glenfinnan, Scotland/Escócia:

Buckingham, Inglaterra/England:

Praça Trafalgar Square:

Stonehenge:

Farol em Devon/Lighthouse in Devon:

A colina de Glastonbury Tor em Somerset:

Labirinto na propriedade Longleat:

Mais: http://www.telegraph.co.uk/earth/earthpicturegalleries/9233382/Britain-From-Above-Month-by-Month-by-Jason-Hawkes.html?frame=2205719

Mais do fotógrafo Jason Hawkes: http://www.jasonhawkes.com/blog/2008/07/britain_from_above_bbc/

Fotos diversas: http://www.telegraph.co.uk/earth/earthpicturegalleries/

Glenfinnan Viaduct (and church)


E para encerrar…a igreja de Glenfinnan:

Pelos salões e lendas do Castelo de Chillon


Pra quando eu for pra Suíça (kkkkk!!):
Bruna Tiussu/ MONTREUX – O Estado de S.Paulo

O clima sombrio, com pouca iluminação, e as prateleiras empoeiradas ajudam a transportar o turista para o cenário das histórias descritas por Lord Byron, Victor Hugo e Jean-Jacques Rousseau. Afinal, foi ali nos salões do Castelo de Chillon, que os célebres autores buscaram inspiração para ambientar seus famosos escritos.

Do século 12, é o palácio mais bem conservado do país - Bruna Tiussu/ AE
Bruna Tiussu/ AE
Do século 12, é o palácio mais bem conservado do país

Construído no século 12 em uma pequena ilha do Lago Genebra, é considerado o mais bem conservado palácio suíço, que já esteve nas mãos de três famílias da nobreza. As amplas salas mantêm bela mobília, lustres impressionantes e os mais variados utensílios de cozinha. Já os quartos, com poucos móveis, todos de madeira escura, contribuem para a atmosfera misteriosa do local. Assim como o subsolo, que conserva umidade exagerada, ainda guarda sacos de mantimentos e, lá no passado, chegou a ser usado como prisão.

Para visitar todos os cômodos, o sobe e desce de escadas ora de madeira, ora de concreto parece não ter fim – mas é essencial. A sugestão é visitar a construção com a ajuda de um audioguia, pois não há placas informativas espalhadas pelo local. Seguindo a numeração indicada, o tour será completo, com todos os detalhes, histórias e lendas que cercam o castelo.

A entrada custa 12 francos suíços (R$ 25) e o aluguel do audioguia sai por 4. Visitantes munidos de um iPhone podem optar pelo aplicativo, disponível para download no site chillon.ch, por 5 francos suíços (R$ 10).

Montreux e o Castelo de Chillon

Construção do século 12 é povoado por lendas e inspirou alguns dos maiores escritores de todos os tempos

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ILHA – Da fortaleza, a vista privilegiada do Lago Genebra
Literatura. Erguido numa pequena ilha no Lago Genebra, este castelo do século 12 é povoado por lendas e inspirou alguns dos maiores escritores de todos os tempos. Com um pouco de imaginação, é possível ver Bonivard – o herói descrito por Lord Byron no famoso poema O Prisioneiro de Chillon – amarrado a um pilar, no escuro. O clima que você vai encontrar por lá facilita: a iluminação é bem fraca, com apenas algumas velas espalhadas. E prateleiras empoeiradas guardam antigos sacos de mantimentos. Viaje um pouco mais e lembre-se das histórias de Victor Hugo ou Jean-Jacques Rousseau, que também usaram o castelo suíço para ambientar seus escritos.

Por dentro. Os salões da fortaleza chegaram a servir de prisão. No subsolo, os ambientes são escuros, úmidos, com janelas pequenas e chão irregular. Você passa de uns a outros usando escadas de todos os jeitos, num sobe e desce sem precedentes. De madeira, de concreto e também aquelas pequeninas em formato caracol. São tantos os espaços – e alguns tão semelhantes – que em certos momentos você terá a impressão de que já passou por ali.

Ajuda. Para facilitar a visita e conhecer cada aposento em detalhes, vale fazer o tour com o auxílio de um audioguia, disponível por 4. Como não há placas explicativas nos salões, os aparelhinhos também são de grande valia para indicar a ordem correta da visitação. As informações estão disponíveis em seis línguas. Fique com o inglês ou o espanhol.

Puro luxo. Você vai ficar sabendo que o castelo passou pelas mãos de três famílias de nobres e os ambientes buscam reproduzir o dia-a-dia da corte medieval. As quatro salas de jantar têm grandes lustres e janelões enormes. Era nesses espaços que a corte se esbaldava em ricos banquetes, aproveitando a linda vista para o Lago Genebra e os Alpes. Os quartos decepcionam um pouco: pouca mobília. Tudo é de madeira escura, deixando os ambiente um pouco sombrios. Não vá embora antes de ver o detalhe final. O banheiro da suíte conta com água corrente.

Como ir. Graças a uma ponte que liga a ilhota à terra firme, é possível chegar ao castelo de carro ou de ônibus. Só que você vai perder parte do passeio. O melhor é ir até lá de barco, que duas vezes por dia leva turistas de Montreux até a fortaleza. O trajeto demora cerca de 20 minutos. Mas bem que poderia durar mais…

Lindo. É puro prazer contemplar as águas verdes do lago, com os Alpes suíços ao fundo. Não deixe de reparar também nas casinhas nórdicas que enfeitam os morros de Montreux. E, quando se der conta, o castelo já estará à sua frente. A visita custa 8 (crianças pagam € 4).

Fotografias do meu irmão (3) – My brother’s photos (3)


França – France