Hobbitses :)


Far Over the Misty Mountains Cold,

To Dungeons Deep and Caverns Old,

The Pines were Roaring on The Heights,

The Winds were Moaning in the Night,

The Fire was Red, it Flaming Spread,

The Trees Like Torches Blazed with Light.

a música está aqui: http://www.mediafire.com/?77kz5gm8uzisuqi

…mas se só quiser ouvi-la no Youtube:

Peter Jackson é sempre muito atencioso com seus curiosos fãs. Prova disso são os ‘videoblogs’ que o diretor realizou (e está realizando) durante as filmagens de “O HOBBIT”, longa adaptado da popular obra-prima de J.R.R. Tolkien que será dividido em duas partes, “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” e “O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez”. Os dois esperados longas integram a ‘prequel’das histórias já adaptadas para as grandes telas e são ambientados na Terra-Média 60 anos antes de “O Senhor dos Anéis”, obra que Jackson e sua equipe de filmagem transformaram na bem-sucedida trilogia que rendeu o Oscar de melhor filme para “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”.

O primeiro vídeo nos mostra a sensação da equipe ao voltar à Nova Zelândia, com a chegada de novos integrantes à ‘família’ e o retorno aos cenários de “O Senhor dos Anéis”.

‘Sir’ Ian McKellen retorna como Gandalf, o Cinzento, mesmo personagem que interpretou na trilogia “O Senhor dos Anéis” e Martin Freeman fará o protagonista Bilbo Bolseiro.
Também repetindo seus papéis nos filmes “O Senhor dos Anéis” estão: Cate Blanchett como Galadriel; Ian Holm como o ancião Bilbo; Christopher Lee como Saruman; Hugo Weaving como Elrond; Elijah Wood como Frodo; Orlando Bloom como Legolas e Andy Serkis como Gollum.
Completando o elenco estão (em ordem alfabética pelo sobrenome) Richard Armitage, John Bell, Jed Brophy, Adam Brown, John Callen, Luke Evans, Stephen Fry, Ryan Gage, Mark Hadlow, Peter Hambleton, Barry Humphries, Stephen Hunter, William Kircher, Evangeline Lilly, Sylvester McCoy, Bret McKenzie, Graham McTavish, Mike Mizrahi, James Nesbitt, Dean O’Gorman, Lee Pace, Mikael Persbrandt, Conan Stevens, Ken Stott, Jeffrey Thomas e Aidan Turner.

Os roteiros de “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” e “O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez” são assinados por Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro e Peter Jackson. Jackson também trabalha como produtor, junto com Fran Walsh e Carolynne Cunningham. Os produtores executivos são Ken Kamins e Zane Weiner, com Boyens como coprodutora. Sob a direção de Jackson, ambos os filmes estão sendo filmados consecutivamente em 3D digital, utilizando a mais recente tecnologia de câmera e som. As filmagens estão acontecendo no Stone Street Studios, Wellington, e em locações da Nova Zelândia.

Nos bastidores, retornando à equipe criativa de Jackson estão o diretor de fotografia Andrew Lesnie, o desenhista de produção Dan Hennah, os designers conceituais Alan Lee e John Howe, o compositor Howard Shore e o maquiador e cabeleireiro Peter King. Os figurinos são desenhados por Ann Maskrey e Richard Taylor.

Taylor também está supervisionando o projeto e a produção de armamentos, armaduras e próteses, que estão, mais uma vez, sob a responsabilidade da premiada Weta Workshop. A Weta Digital assume os efeitos visuais dos dois filmes, conduzidos pelo supervisor de efeitos visuais Joe Letteri. A pós-produção será na Park Road Post Production, em Wellington.

“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” tem previsão de estreia em 14 de dezembro de 2012. O segundo filme, “O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez”, está previsto para ser lançado no ano seguinte, a partir de 13 de dezembro de 2013.

Acesse o site OFICIAL do filme em: http://www.ohobbitfilme.com.br

Para MAIS CONTEÚDO:
(+) http://www.cinesplendor.com.br
(+) http://www.facebook.com/CineSplendor


Que absurdo!!!! Tanto a questão da violência que parte da classe média, quanto da polícia, que não apenas não faz seu serviço, como ainda acha que é “normal”, caso “rotineiro” e, como se não bastasse, culpa as vítimas…!!!! Essa é a cidade que vai abrigar a copa e as olímpiadas 😉 Seria piada pronta, se não custasse vidas humanas…

Marginal vai ‘ganhar’ 50 mil novos carros


LUÍSA ALCALDE

Nos próximos anos, a capital terá 12 novos empreendimentos na Marginal do Pinheiros que vão gerar quase 50 mil vagas de estacionamento ao longo de uma das principais vias da cidade, já bastante congestionada. A maior parte desses mega complexos – que vão abrigar torres comerciais, residenciais, hotéis e shoppings centers – concentra-se nas regiões de Santo Amaro, Chácara Santo Antônio, Morumbi, Vila Olímpia e Itaim-Bibi, na zona sul.

Esses projetos constam de uma lista de 200 empreendimentos de grande porte – levando em conta o metro quadrado construído e o número de vagas criadas – considerados polos geradores de tráfego, elaborada pela Secretaria Municipal de Habitação e enviada ao Ministério Público (MP).

Com base nessa listagem, o MP quer saber quais as contrapartidas exigidas pela Prefeitura para aprovar os projetos e que tipo de obras viárias serão cobradas da iniciativa privada para que o trânsito nos entornos não se torne um caos e um transtorno a moradores dessas regiões.

“Este ano, nossa prioridade é investigar como a mobilidade urbana vem sendo tratada pelo poder público”, afirma o promotor José Carlos de Freitas, da Habitação e Urbanismo. “Os reflexos não são sentidos apenas no trânsito, mas também afeta outras áreas como a permeabilidade do solo da cidade”, explica ele.

O maior empreendimento – em tamanho e número de vagas – da capital fica na região da Chácara Santo Antônio, nos terrenos das antigas fábricas Monark e Tinken, entre as ruas Engenheiro Mesquita Sampaio, José Vicente Cavalheiro, João Peixoto dos Santos e Antônio de Oliveira. O terreno tem 585 mil metros quadrados e vai gerar 10.483 vagas.

Terá hotel, torres comerciais e residenciais e também um shopping center. As obras ainda nem começaram, mas moradores do entorno já se mostram preocupados com o futuro do bairro. É o caso da professora aposentada Sueli Labônia, de 60 anos, que mora no local há 36 anos. “Está todo mundo preocupado com as desapropriações que devem ocorrer para que as obras viárias sejam realizadas”, diz Sueli.

O marido dela, o advogado Nelson Labônia, de 68 anos, vislumbra uma grande revolução no bairro quando o megaempreendimento abrir. “Vai transformar totalmente a região e o trânsito, que de alguns anos para cá já ficou complicado entre as 20 horas e as 21h30”, afirma.

Na Marginal do Pinheiros, esquina com a Rua Luis Correia de Melo, na região de Santo Amaro, zona sul, no terreno onde durante anos funcionaram quadras de tênis para aluguel, outro empreendimento começa a tomar forma. No local, haverá 396 unidades residenciais, 204 salas comerciais e 20 espaços corporativos com 1.364 vagas. As movimentações de caminhões já preocupam moradores, como a aposentada Hiromi Kondo, de 68 anos, que vive há 40 anos no bairro.

“No ano passado começou a funcionar um condomínio residencial e há outros dois sendo erguidos. O trânsito já é difícil pois essa rua virou rota de fuga da Marginal”, conta.

Na Marginal do Pinheiros esquina com as ruas Doutor Rubens Gomes e Acari, também na região de Santo Amaro, um terreno de 201 mil metros quadrados vai abrigar o Brookfield Towers, com duas torres e um shopping center. O local teria o prédio mais alto do País, com 200 metros, mas a altura foi rebaixada para 135 metros. Serão 3.809 vagas de estacionamento. “Ninguém vai sair do lugar de carro”, diz o metalúrgico Antonio Andrade, de 61 anos, que trabalha em uma empresa ao lado.

Sem obras, empreendimento não pode abrir

Grandes empreendimentos comerciais, residenciais, shopping centers, hipermercados, faculdades, entre outros, são obrigados, por lei, a promover e custear melhorias no sistema viário do entorno dos bairros onde serão instalados.

Entre as contrapartidas exigidas constam mudanças viárias como alargamento de ruas, instalação de semáforos, pintura de vias, construção de passarelas e até viadutos. O objetivo é diminuir o impacto que empreendimentos de grande porte causam sobre o tráfego das vias que lhes dão acesso.

Cabe à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) decidir que tipo de intervenções deverão ser feitas. Somente depois de cumprirem todas as exigências é que a Prefeitura concede o alvará, conhecido como “habite-se”, para que os empreendimentos comecem a funcionar.

Alguns polos geradores de tráfego: edifícios residenciais com 500 vagas de estacionamento ou mais; não residenciais com 120 vagas ou mais em áreas especiais de tráfego; não residenciais com 280 vagas ou mais nas demais áreas da capital; serviços socioculturais, de lazer e de educação com mais de 2,5 mil metros quadrados de área construídos; locais de reunião ou eventos com capacidade para 500 pessoas ou mais.

Projetos são aprovados sem avaliação de impacto

O engenheiro de tráfego Roberto Scaringella, ex-diretor da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), diz que as políticas de uso do solo e de mobilidade urbana precisam com urgência serem harmonizadas na capital. “Devem ser duas legislações harmônicas e não divorciadas”, disse.

De forma semelhante pensa a arquiteta e urbanista Lucila Lacreta, da ONG Defenda São Paulo. “A Prefeitura, nos últimos anos, tem aprovado grandes empreendimentos sem levar em conta os impactos cumulativos que eles vão causar nas regiões em que estão sendo instalados” afirma.

“A Secretaria de Habitação aprova alguns projetos e a CET outros, sem que eles estejam conectados uns com os outros. Dessa forma, não se sabe a correta dimensão dos impactos para a cidade. E, o pior, ao longo desses novos empreendimentos não há previsão de instalação de transporte público para desafogar o trânsito. Lá na frente isso vai dar muito errado. É um crime o que vem sendo feito ”, afirma ela.

O professor João Sette Whitaker, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e do Mackenzie, também vê com enorme preocupação como a cidade vem sendo urbanizada nos últimos anos. “É o total liberalismo do capital. São os interesses imobiliários que estão prevalecendo. As grandes empresas fazem o que bem entendem”, diz.

“É só ver exemplos recentes: a Ponte Octavio Frias de Oliveira, da Marginal do Pinheiros, não foi feita para ônibus e as vias da Marginal do Tietê foram alargadas sem que mais quilômetros de metrô fossem abertos. Estão matando a cidade”, analisa Whitaker.

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/marginal-vai-ganhar-50-mil-novos-carros/

Atendendo a pedidos (2)

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Editado: IMPERDOÁVEL eu ter que esquecido do Viggo Mortensen…!!!! Corrigindo meu engano: Sei bem aceitar críticas 😉 Ainda mais se elas forem construtivas! hahahahah Realmente, ando postando fotos demais de mulheres (sejam elas fictícias ou reais) e poucas de homens gostosos (se bem que tem fotos de strip masculino e vídeos de pole dance de […]

…sobre a enquete mais recente (2)

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Bom, o resultado novamente foi surpreendente: pedidos de fotos de Javier Bardem! Jura, Clara, jura??? *rs* “Passado” demais pro meu gosto hahahahahah 😛 (sem contar essa fixação oral dele…) Mas tuuudo bem, a gente até te homenageia 😉 Quer dizer, de novo, acho que é vc. que vai homenagear, errr…*rs* Coloquei as mais engraçadas (essa […]

Aprendendo de graça com os tops


Mais ágil, segunda onda da educação gratuita online amplia oferta de videoaulas; Brasil ganha portal com legendas para quem não sabe inglês

Por que, na sociedade do conhecimento, os superastros estão na indústria do entretenimento? Professores podem ser superastros? Falando de professores, faz sentido gastarem o tempo em sala de aula entregando conteúdo, em vez de elaborar sobre ele? Se cai na conta da “ignorância” a culpa por boa parte dos males de um país (e do mundo), por que tão poucos têm acesso à educação?

A resposta para tudo isso pode estar na educação de graça online, acessível para todos. É esse espírito que une projetos da segunda onda da coalizão informal que se propõe a revolucionar o ensino em escala global. Para falar sobre esse processo, o Estadão.edu ouviu representantes de dois portais, o americano Coursera e o brasileiro Veduca, e da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) – que ganhará autonomia se a Assembleia aprovar um projeto enviado pelo governo paulista no dia 18.

Também no dia 18, o Coursera anunciou que recebeu de investidores US$ 16 milhões para produzir videoaulas, além do fechamento de parcerias com as Universidades de Stanford, Berkeley, Michigan, Princeton e da Pensilvânia. Em vez das pesadas estruturas criadas por consórcios de universidades para oferecer educação a distância que naufragaram nos anos 90, tanto o Coursera quanto seu antecessor imediato, o Udacity, nasceram de iniciativas individuais. Foram criados por professores que deixaram cargos cobiçados em Stanford na esteira do sucesso de três cursos presenciais transpostos para a web. Cada um deles atraiu no ano passado mais de 100 mil alunos de todo o mundo.

A ideia é oferecer cursos (na verdade disciplinas), normalmente divididos em módulos de uma dezena de aulas. “Nossa estratégia tem sido buscar parcerias com universidades top”, diz um dos criadores do Coursera, Andrew Ng, que dava aulas de Ciência da Computação em Stanford (leia entrevista neste link). “Estamos colocando o conteúdo dos cursos online, seja de Finanças ou de Ciência da Computação. Embora pertençam ao universo do ensino superior, muitos cobrem tópicos de interesse geral: poesia, sociologia, história da internet ou efeitos das vacinas na saúde humana.”

Na semana passada, o Coursera adicionou seis cursos aos sete que já estavam disponíveis. Nos próximos meses, serão mais 30, dados por professores-celebridades, como Charles Severance, da Universidade de Michigan, que vai contar em seis semanas, a partir de 23 de julho, a história da criação da web e de como ela funciona no curso História da Internet, Tecnologia e Segurança. “Para operar num mundo centrado na informação, precisamos entender como funciona a tecnologia em rede”, explica, no portal.

O trunfo de Severance, além da qualificação acadêmica em programação e design na web, é ter testemunhado o nascimento da rede e convivido com seus pais. Todos foram habitués do programa sobre tecnologia que o professor apresentou na TV americana na década passada.

Para a maioria do público brasileiro, porém, projetos como o Coursera não funcionam. Aliás, a onipresente barreira do idioma limita o acesso a toda a produção disponível desde 2002, quando o Massachusetts Institute of Technology (MIT) começou o programa OpenCourseWare, colocando aulas de seus professores na web.

Foi pensando nisso que o engenheiro aeronáutico Carlos Souza e três sócios lançaram, em março, o portal Veduca, que já oferece 70 aulas de professores de grandes universidades com legendas em português. Isso é apenas uma pequena parte do total de 4.712 videoaulas que serão traduzidas. Todas estão hospedadas no portal, organizadas por temas. “Queremos democratizar a educação de alta qualidade no Brasil”, diz Souza, ex-executivo da área de marketing da Procter&Gamble.

Graças ao portal, quem não fala inglês pode assistir ao curso sobre compaixão dado pelo dalai-lama em Stanford, um dos hits do Veduca. Souza ainda procura patrocinadores, mas acha que fez a coisa certa ao apostar na educação gratuita. Um dos termômetros são e-mails enviados de todos os cantos do País, como este: “Olá, tenho 13 anos, meu sonho é ser astrofísico, com esses vídeos estou aprendendo muito. Obrigado aos organizadores do site e a quem colocou a legenda para facilitar o aprendizado.”

Parte da comunidade que assiste ao Veduca participa até da legendagem do material, de forma colaborativa. Depois, a equipe do portal, de dez tradutores, confere o conteúdo e publica. “É como uma Wikipedia.”

A médio prazo, o Veduca quer produzir conteúdo com universidades daqui. O portal chamou a atenção do pró-reitor de Graduação da Unicamp, Marcelo Knobel, que procurou Souza para conhecer o modelo do negócio. “Nosso interesse é divulgar o que produzimos na Unicamp. É preciso pensar numa parceria adequada; não é correto uma empresa ter lucro a partir da iniciativa de uma universidade pública.”

Na esfera pública, uma das experiências mais interessantes hoje no País é a da Univesp, criada em 2009, que tanto oferece programas formais a distância quanto cursos livres, por meio da Univesp TV. Os primeiros têm processos seletivo e dão diploma: a universidade virtual tem duas licenciaturas (em Ciências, em parceria com a USP; e em Pedagogia, com a Unesp) e duas especializações (em Ética, Valores e Saúde na Escola; e em Ética, Valores e Cidadania na Escola, ambas em convênio com a USP).

A Univesp TV põe na web e no canal digital 2.2 da TV Cultura (acessível para quem tem TV com conversor) aulas, cursos e entrevistas. Embora a maioria do conteúdo produzido seja feita em parceria com a USP, Unesp e Unicamp, a TV fez a legendagem do fenômeno Justice, série de 12 aulas do filósofo político Michael Sandel (o Veduca também está fazendo sua própria versão do material em português). Gravado em 2009 em Harvard como uma série de TV, Justice migrou para a web e fez de Sandel uma celebridade em países como Japão e China.

Num auditório lotado em Harvard, o professor provoca alunos a refletir sobre temas espinhosos, muitos baseados em casos reais: existe justificativa moral para a tortura, o assassinato ou o canibalismo? Uma mãe de aluguel pode romper o contrato e ficar com o bebê? As reflexões servem para introduzir o pensamento de gigantes como Aristóteles, Kant e John Stuart Mills.

Nesta segunda-feira, 30, a Univesp TV estreia seu segundo curso legendado, de Introdução à História da Grécia Antiga, produzido por Yale. Dado pelo professor Donald Kagan, ganhador em 2002 da Medalha Nacional de Humanidades, uma das maiores distinções acadêmicas dos Estados Unidos, o programa tem 24 aulas.

“Nosso primeiro objetivo é oferecer programas que apoiam o aprendizado dos alunos de cursos certificados, são parte do material didático desses cursos”, diz a coordenadora geral da Univesp TV, Mônica Teixeira. “Mas também estamos, cada vez mais, acompanhando cursos regulares das universidades paulistas e colocando o registro na íntegra na TV.”

Em alguns casos, a própria Univesp TV chama professores e especialistas e sugere que desenvolvam cursos curtos. Um exemplo é a série de cinco aulas sobre mudanças climáticas dada pelo físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) e ex-reitor da Unicamp.

Outro destaque é o curso de extensão gravados no Centro Maria Antônia da USP em que o sociólogo Gabriel Cohn, ex-diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), fala da obra de Max Weber, tema no qual é referência no País. Nesse caso, a Univesp TV inverteu o processo do Veduca: fez a versão para o inglês das aulas de Cohn.

“As pessoas no mundo da TV e da imprensa acham que não se pode apostar no cidadão instruído ou que quer se instruir”, diz Mônica. “Mas dá para apostar, sim, tranquilamente. Não vai atingir a massa, 80% da população, claro, mas tem um público hoje totalmente desassistido nos meios de comunicação. Acompanhar um curso pode ser uma coisa genial, deliciosa.”

A coordenadora da Univesp TV faz o que prega. Já encarou tours de force, como assistir às 36 aulas do curso de Eletricidade e Magnetismo do MIT OpenCourseWare, dado por um dos professores-celebridade da universidade americana, Walter Lewin. “Ele é fantástico.”

Mônica não mostra o mesmo entusiasmo com a estética dos programas de universidades estrangeiras. “Ao contrário do MIT, por exemplo, a gente quer fazer direito. Lá eles só colocam uma câmera na sala. Se o professor mostra uma transparência, por exemplo, isso não aparece no quadro, porque não tem ninguém manejando a câmera”, diz. “Trabalhamos com outro padrão de qualidade, porque somos uma televisão.”

O campeão de acessos da Univesp TV pode parecer improvável. É Cálculo 1, do professor Renato Pedrosa, curso regular de graduação do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica. A primeira aula tinha na noite deste sábado, 28, 6.015 visualizações no canal da Univesp TV no Youtube (www.youtube.com/univesptv). No total, as 23 aulas de Pedrosa já tiveram mais de 15 mil visualizações.

Além de cursos como Cálculo 1 e Física 1, a Unicamp usou a parceria com a Univesp para criar uma grade mensal, com os programas Conversando sobre a Graduação e Aulas Magistrais, de grandes professores falando sobre temas como literatura, escravidão e aquecimento global.

Assistir a uma das Aulas Magistrais mais populares, Fisiologia do Amor, da Paixão e do Sexo, é uma experiência rica e desconcertante. Respeitado pesquisador do Instituto de Biologia, Miguel Arcanjo Areas usa e abusa do humor e de termos impublicáveis para falar de paixão, amor e sexo e sua relação com neurotransmissores.

A impressão geral da aula é a de programa de auditório que mistura tiradas capazes de ferir almas mais sensíveis, educação sentimental e orientação sexual, na linha da Marta Suplicy pré-política. Temperado com um repertório brega ao qual não faltam sertanejos e Fábio Jr. – Areas canta e arrisca falsetes. No final, é aplaudido de pé.

Muitos podem torcer o nariz, mas Areas consegue fazer da Aula Magistral um programa palatável tanto para alunos da Unicamp quanto para fãs do Pânico. Algo a se pensar quando a intenção é usar tecnologia para democratizar a educação.

SERVIÇO

Coursera (www.coursera.org)
Cursos com duração de 4 a 12 semanas sobre assuntos como Algoritmos, Teoria dos Jogos e Mitologia. As aulas são dadas por professores de Princeton, Stanford e das Universidades da Califórnia, de Michigan e da Pensilvânia

Udacity (www.udacity.com)
Criado por experts em robótica, oferece seis cursos na área tecnológica. Introdução à Inteligência Artificial, por exemplo, teve 160 mil alunos

Youtube EDU (www.youtube.com/education)
O maior portal de vídeos da web tem página de conteúdo educacional dividido em categorias como Universidade, Ensino Fundamental e Médio, e Aprendizado Para Toda a Vida

Veduca (www.veduca.com.br)
Site tem 70 aulas de professores de grandes universidades do mundo com legenda em português, mas promete oferecer versão de um total de 4.714 videoaulas

Univesp (www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br)
O programa do governo de SP vai se tornar uma universidade. Por enquanto, oferece graduação e pós em parceria com USP e Unesp. Parte das aulas e cursos livres estão disponíveis no site univesp.tv.br

Unicamp (www.prg.unicamp.br/aulas)
Aulas Magistrais reúne videos de grandes professores

iTunes U (www.apple.com/education/itunes-u)

Este aplicativo gratuito para iPad, iPhone e iPod touch tem um catálogo de mais de 500 mil palestras em vídeo ou áudio, livros e outros recursos educacionais de instituições como Stanford, Yale e MIT

Acreditamos que estudantes aprendem melhor pensando, praticando e interagindo com materiais e pessoas em vez de apenas assistir passivamente a vídeos. Assim, a interação é um componente- chave da nossa proposta pedagógica, algo fortemente integrado à nossa plataforma online e à nossa experiência – seja nos quizzes embedados nos vídeos das aulas, nas opções para acelerar ou retardar o programa de acordo com o ritmo individual de aprendizado, ou no fórum que facilita a discussão entre os estudantes. Certamente é um dos nossos diferenciais quando comparados a outros websites, que ainda dependem fortemente (ou unicamente) do conteúdo em vídeo e estão menos dispostos a investir em tecnologia capaz de garantir um novo patamar de interação na educação, tanto na sala de aula quanto online. Outro diferencial é a parceria com grandes universidades, que permitem aos seus melhores professores dar cursos para qualquer pessoa no mundo.

A maioria das videoaulas é um mero registro de aulas presenciais. O que é preciso para atrair outros atores, como, por exemplo, a Pixar, para oferecer uma verdadeira experiência multimídia aos estudantes?

Há um potencial enorme para criar experiências online que vão além do registro em vídeo e mesmo do formato tradicional de salas de aula ou palestras. O Coursera está certamente caminhando nessa direção quando oferece possibilidades de aprendizado interativas. Outras companhias, inclusive a Pixar, podem certamente ajudar a desenvolver todo o potencial da educação online pela adaptação de sua tecnologia ou expertise específicos às necessidades do ensino via web – criando, digamos, um genoma humano animado para uma classe de biologia.

Até onde a tecnologia pode tirar espaço do ensino superior presencial? Seu ex-colega de Stanford Sebastian Thrun (criador de outro portal de educação online, o Udacity) disse numa entrevista recente à revista Wired que daqui a 50 anos haverá apenas dez instituições oferecendo ensino superior em escala mundial. Você concorda com ele?

Não. Apesar do valor da educação online para muitos estudantes, aqui no Coursera acreditamos que as melhores universidades oferecem uma experiência de aprendizado tremendamente rica a seus estudantes no câmpus, algo que simplesmente não pode ser replicado online. Eles interagem uns com os outros em atividades criativas e se tornam aprendizes das melhores cabeças na sua área. É uma experiência única.