Sigmund Freud – O mal-estar na civilização


Opa, desculpem! A tradução certa é O mal-estar na cultura… Aquilo que o homem comum entende por sua religião (…) [é] um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado, lhe esclarece os enigmas deste mundo com invejável completude e, por outro, lhe assegura que uma Providência cuidadosa zelará por sua vida e, numa existência […]

Aprendendo a partir de uma carta de Einstein a Freud (e a carta-resposta)


Até pouco tempo atrás eu nem imaginava que ambos sequer tinham travado conhecimento um do outro (desinformada eu, né! *rs*). Claro, foi uma iniciativa da Liga das Nações (= a ONU antiga), ou seja, não foi uma troca “real” de correspondências, mas mesmo assim, tá valendo! Leiam e aprendam com dois dos tios mais importantes da história moderna 😉

POR QUE A GUERRA? (EINSTEIN E FREUD – 1933 [1932]

A presente tradução inglesa da carta de Freud é uma versão corrigida publicada em 1950. A carta de Einstein é incluída aqui com autorização de seus testamenteiros e, por solicitação destes, é apresentada na versão original inglesa de Stuart Gilbert. Parte do texto alemão da carta de Freud foi publicada em Psychoanal. Bewegung, 5 (1933), 207-16. Parte da tradução inglesa de 1933 foi incluída na obra de Rickman, Civilization, War and Death: Selections from Three Works by Sigmund Freud (1939), 82-97.

Foi em 1931 que o Instituto Internacional para a Cooperação Intelectual foi instruído pelo Comitê Permanente para a Literatura e as Artes da Liga das Nações a promover trocas de correspondência entre intelectuais de renome ‘a respeito de assuntos destinados a servir aos interesses comuns à Liga das Nações e à vida intelectual’, e a publicar essas cartas periodicamente. Entre os primeiros que o Instituto abordou estava Einstein, e foi ele quem sugeriu o nome de Freud. Assim sendo, em junho de 1932, o secretário do Instituto escreveu a Freud, convidando-o a participar, ao que ele prontamente acedeu. A carta de Einstein chegou-lhe no início de agosto, e sua resposta estava concluída um mês depois. A correspondência foi publicada em Paris, pelo Instituto, em março de 1933, em alemão, francês e inglês, simultaneamente. No entanto, sua circulação foi proibida na Alemanha.

Freud não ficou propriamente entusiasmado com o trabalho e qualificou-o como discussão enfadonha e estéril (Jones, 1957, 187). Einstein e Freud absolutamente nunca foram íntimos um do outro e apenas tiveram um encontro no início de 1927, na casa do filho mais novo de Freud, em Berlim. Em carta a Ferenczi, dando conta do ocorrido, Freud escreveu: ‘Ele entende tanto de psicologia quanto eu entendo de física, de modo que tivemos uma conversa muito agradável.’(Ibid., 139). Algumas cartas muito amistosas foram trocadas entre os dois, em 1936 e 1939. (Ibid., 217-18 e 259.)

Já anteriormente Freud escrevera sobre o tema da guerra: na primeira seção (‘The Disillusionment of War’) de seu artigo ‘Reflexões para os Tempos de Guerra e Morte’ (1915b), escrito logo após o início da primeira guerra mundial. Embora algumas das idéias expressas no presente artigo apareçam no anterior, elas estão mais estreitamente relacionadas às idéias contidas em seus escritos recentes sobre temas sociológicos — O Futuro de uma Ilusão (1927c) e O Mal-Estar na Civilização (1930a). Um interesse especial surge aqui em relação a um desenvolvimento maior de pontos de vista de Freud sobre civilização como ‘processo’, que tinham sido apresentados por ele em diversos tópicos do último desses trabalhos mencionados (por exemplo, no final do Capítulo III, Edição Standard Brasileira, Vol. XXI, págs. 117-18, IMAGO Editora, 1974, e na última parte do Capítulo VIII, ibid., pág. 164 e segs.). Também retoma, uma vez mais, o tema do instinto destrutivo, sobre o qual discorrera extensamente nos Capítulos V e VI do mesmo livro, e ao qual haveria de retornar em escritos posteriores. (Cf. a Introdução do Editor Inglês a O Mal-Estar na Civilização, ibid., págs. 78-80.)

CARTA DE EINSTEIN

Caputh junto a Potsdam, 30 de julho de 1932

Prezado Professor Freud,

A proposta da Liga das Nações e de seu Instituto Internacional para a Cooperação Intelectual, em Paris, de que eu convidasse uma pessoa, de minha própria escolha, para um franco intercâmbio de pontos de vista sobre algum problema que eu poderia selecionar, oferece-me excelente oportunidade de conferenciar com o senhor a respeito de uma questão que, da maneira como as coisas estão, parece ser o mais urgente de todos os problemas que a civilização tem de enfrentar. Este é o problema: Existe alguma forma de livrar a humanidade da ameaça de guerra? É do conhecimento geral que, com o progresso da ciência de nossos dias, esse tema adquiriu significação de assunto de vida ou morte para a civilização, tal como a conhecemos; não obstante, apesar de todo o empenho demonstrado, todas as tentativas de solucioná-lo terminaram em lamentável fracasso.

Ademais, acredito que aqueles cuja atribuição é atacar o problema de forma profissional e prática, estão apenas adquirindo crescente consciência de sua impotência para abordá-lo, e agora possuem um vivo desejo de conhecer os pontos de vistas de homens que, absorvidos na busca da ciência, podem mirar os problemas do mundo na perspectiva que a distância permite. Quanto a mim, o objetivo habitual de meu pensamento não me permite uma compreensão interna das obscuras regiões da vontade e do sentimento humano. Assim, na indagação ora proposta, posso fazer pouco mais do que procurar esclarecer a questão em referência e, preparando o terreno das soluções mais óbvias, possibilitar que o senhor proporcione a elucidação do problema mediante o auxílio do seu profundo conhecimento da vida instintiva do homem. Existem determinados obstáculos psicológicos cuja existência um leigo em ciências mentais pode obscuramente entrever, cujas inter-relações e filigranas ele, contudo, é incompetente para compreender; estou convencido de que o senhor será capaz de sugerir métodos educacionais situados mais ou menos fora dos objetivos da política, os quais eliminarão esses obstáculos.

Como pessoa isenta de preconceitos nacionalistas, pessoalmente vejo uma forma simples de abordar o aspecto superficial (isto é, administrativo) do problema: a instituição, por meio de acordo internacional, de um organismo legislativo e judiciário para arbitrar todo conflito que surja entre nações. Cada nação submeter-se-ia à obediência às ordens emanadas desse organismo legislativo, a recorrer às suas decisões em todos os litígios, a aceitar irrestritamente suas decisões e a pôr em prática todas as medidas que o tribunal considerasse necessárias para a execução de seus decretos. Já de início, todavia, defronto-me com uma dificuldade; um tribunal é uma instituição humana que, em relação ao poder de que dispõe, é inadequada para fazer cumprir seus veredictos, está muito sujeito a ver suas decisões anuladas por pressões extrajudiciais. Este é um fato com que temos de contar; a lei e o poder inevitavelmente andam de mãos dadas, e as decisões jurídicas se aproximam mais da justiça ideal exigida pela comunidade (em cujo nome e em cujos interesses esses veredictos são pronunciados), na medida em que a comunidade tem efetivamente o poder de impor o respeito ao seu ideal jurídico. Atualmente, porém, estamos longe de possuir qualquer organização supranacional competente para emitir julgamentos de autoridade incontestável e garantir absoluto acatamento à execução de seus veredictos. Assim, sou levado ao meu primeiro princípio; a busca da segurança internacional envolve a renúncia incondicional, por todas as nações, em determinada medida, à sua liberdade de ação, ou seja, à sua soberania, e é absolutamente evidente que nenhum outro caminho pode conduzir a essa segurança.

O insucesso, malgrado sua evidente sinceridade, de todos os esforços, durante a última década, no sentido de alcançar essa meta, não deixa lugar à dúvida de que estão em jogo fatores psicológicos de peso que paralisam tais esforços. Alguns desses fatores são mais fáceis de detectar. O intenso desejo de poder, que caracteriza a classe governante em cada nação, é hostil a qualquer limitação de sua soberania nacional. Essa fome de poder político está acostumada a medrar nas atividades, de um outro grupo, cujas aspirações são de caráter econômico, puramente mercenário. Refiro-me especialmente a esse grupo reduzido, porém decidido, existente em cada nação, composto de indivíduos que, indiferentes às condições e aos controles sociais, consideram a guerra, a fabricação e venda de armas simplesmente como uma oportunidade de expandir seus interesses pessoais e ampliar a sua autoridade pessoal.

O reconhecimento desse fato, no entanto, é simplesmente o primeiro passo para uma avaliação da situação atual. Logo surge uma outra questão: como é possível a essa pequena súcia dobrar a vontade da maioria, que se resigna a perder e a sofrer com uma situação de guerra, a serviço da ambição de poucos? (Ao falar em maioria, não excluo os soldados, de todas as graduações, que escolheram a guerra como profissão, na crença de que estejam servindo à defesa dos mais altos interesses de sua raça e de que o ataque seja, muitas vezes, o melhor meio de defesa.) Parece que uma resposta óbvia a essa pergunta seria que a minoria, a classe dominante atual, possui as escolas, a imprensa e, geralmente, também a Igreja, sob seu poderio. Isto possibilita organizar e dominar as emoções das massas e torná-las instrumento da mesma minoria.

Ainda assim, nem sequer essa resposta proporciona uma solução completa. Daí surge uma nova questão: como esses mecanismos conseguem tão bem despertar nos homens um entusiasmo extremado, a ponto de estes sacrificarem suas vidas? Pode haver apenas uma resposta. É porque o homem encerra dentro de si um desejo de ódio e destruição. Em tempos normais, essa paixão existe em estado latente, emerge apenas em circunstâncias anormais; é, contudo, relativamente fácil despertá-la e elevá-la à potência de psicose coletiva. Talvez aí esteja o ponto crucial de todo o complexo de fatores que estamos considerando, um enigma que só um especialista na ciência dos instintos humanos pode resolver.

Com isso, chegamos à nossa última questão. É possível controlar a evolução da mente do homem, de modo a torná-lo à prova das psicoses do ódio e da destrutividade? Aqui não me estou referindo tão-somente às chamadas massas incultas. A experiência prova que é, antes, a chamada ‘Intelligentzia’ a mais inclinada a ceder a essas desastrosas sugestões coletivas, de vez que o intelectual não tem contato direto com o lado rude da vida, mas a encontra em sua forma sintética mais fácil — na página impressa.

Para concluir: Até aqui somente falei das guerras entre nações, aquelas que se conhecem como conflitos internacionais. Estou, porém, bem consciente de que o instinto agressivo opera sob outras formas e em outras circunstâncias. (Penso nas guerras civis, por exemplo, devidas à intolerância religiosa, em tempos precedentes, hoje em dia, contudo, devidas a fatores sociais; ademais, também nas perseguições a minorias raciais.) Foi deliberada a minha insistência naquilo que é a mais típica, mais cruel e extravagante forma de conflito entre homem e homem, pois aqui temos a melhor ocasião de descobrir maneiras e meios de tornar impossíveis qualquer conflito armado.

Sei que nos escritos do senhor podemos encontrar respostas, explícitas ou implícitas, a todos os aspectos desse problema urgente e absorvente. Mas seria da maior utilidade para nós todos que o senhor apresentasse o problema da paz mundial sob o enfoque das suas mais recentes descobertas, pois uma tal apresentação bem poderia demarcar o caminho para novos e frutíferos métodos de ação.

Muito cordialmente,

A. EINSTEIN. Viena, setembro de 1932.

 

CARTA DE FREUD

Prezado Professor Einstein,

Quando soube que o senhor intencionava convidar-me para um intercâmbio de pontos de vista sobre um assunto que lhe interessava e que parecia merecer o interesse de outros além do senhor, aceitei prontamente. Esperava que o senhor escolhesse um problema situado nas fronteiras daquilo que é atualmente cognoscível, um problema em relação ao qual cada um de nós, físico e psicólogo, pudesse ter o seu ângulo de abordagem especial, e no qual pudéssemos nos encontrar, sobre o mesmo terreno, embora partindo de direções diferentes. O senhor apanhou-me de surpresa, no entanto, ao perguntar o que pode ser feito para proteger a humanidade da maldição da guerra. Inicialmente me assustei com o pensamento de minha — quase escrevi ‘nossa’ — incapacidade de lidar com o que parecia ser um problema prático, um assunto para estadistas. Depois, no entanto, percebi que o senhor havia proposto a questão, não na condição de cientista da natureza e físico, mas como filantropo: o senhor estava seguindo a sugestão da Liga das Nações, assim como Fridtjof Nansen, o explorador polar, assumiu a tarefa de auxiliar as vítimas famintas e sem teto da guerra mundial. Além do mais, considerei que não me pediam para propor medidas práticas, mas sim apenas que eu delimitasse o problema da evitação da guerra tal como ele se configura aos olhos de um cientista da psicologia. Também nesse ponto, o senhor disse quase tudo o que há a dizer sobre o assunto. Embora o senhor se tenha antecipado a mim, ficarei satisfeito em seguir no seu rasto e me contentarei com confirmar tudo o que o senhor disse, ampliando-o com o melhor do meu conhecimento — ou das minhas conjecturas.

O senhor começou com a relação entre o direito e o poder. Não se pode duvidar de que seja este o ponto de partida correto de nossa investigação. Mas, permita-me substituir a palavra ‘poder’ pela palavra mais nua e crua violência’? Atualmente, direito e violência se nos afiguram como antíteses. No entanto, é fácil mostrar que uma se desenvolveu da outra e, se nos reportarmos às origens primeiras e examinarmos como essas coisas se passaram, resolve-se o problema facilmente. Perdoe-me se, nessas considerações que se seguem, eu trilhar chão familiar e comumente aceito, como se isto fosse novidade; o fio de minhas argumentações o exige.

É, pois, um princípio geral que os conflitos de interesses entre os homens são resolvidos pelo uso da violência. É isto o que se passa em todo o reino animal, do qual o homem não tem motivo por que se excluir. No caso do homem, sem dúvida ocorrem também conflitos de opinião que podem chegar a atingir a mais raras nuanças da abstração e que parecem exigir alguma outra técnica para sua solução. Esta é, contudo, uma complicação a mais. No início, numa pequena horda humana, era a superioridade da força muscular que decidia quem tinha a posse das coisas ou quem fazia prevalecer sua vontade. A força muscular logo foi suplementada e substituída pelo uso de instrumentos: o vencedor era aquele que tinha as melhores armas ou aquele que tinha a maior habilidade no seu manejo. A partir do momento em que as armas foram introduzidas, a superioridade intelectual já começou a substituir a força muscular bruta; mas o objetivo final da luta permanecia o mesmo — uma ou outra facção tinha de ser compelida a abandonar suas pretensões ou suas objeções, por causa do dano que lhe havia sido infligido e pelo desmantelamento de sua força. Conseguia-se esse objetivo de modo mais completo se a violência do vencedor eliminasse para sempre o adversário, ou seja, se o matasse. Isto tinha duas vantagens: o vencido não podia restabelecer sua oposição, e o seu destino dissuadiria outros de seguirem seu exemplo. Ademais disso, matar um inimigo satisfazia uma inclinação instintual, que mencionarei posteriormente. À intenção de matar opor-se-ia a reflexão de que o inimigo podia ser utilizado na realização de serviços úteis, se fosse deixado vivo e num estado de intimidação. Nesse caso, a violência do vencedor contentava-se com subjugar, em vez de matar, o vencido. Foi este o início da idéia de poupar a vida de um inimigo, mas a partir daí o vencedor teve de contar com a oculta sede de vingança do adversário vencido e sacrificou uma parte de sua própria segurança.

Esta foi, por conseguinte, a situação inicial dos fatos: a dominação por parte de qualquer um que tivesse poder maior — a dominação pela violência bruta ou pela violência apoiada no intelecto. Como sabemos, esse regime foi modificado no transcurso da evolução. Havia um caminho que se estendia da violência ao direito ou à lei. Que caminho era este? Penso ter sido apenas um: o caminho que levava ao reconhecimento do fato de que à força superior de um único indivíduo, podia-se contrapor a união de diversos indivíduos fracos. ‘L’union fait la force.’ A violência podia ser derrotada pela união, e o poder daqueles que se uniam representava, agora, a lei, em contraposição à violência do indivíduo só. Vemos, assim, que a lei é a força de uma comunidade. Ainda é violência, pronta a se voltar contra qualquer indivíduo que se lhe oponha; funciona pelos mesmos métodos e persegue os mesmos objetivos. A única diferença real reside no fato de que aquilo que prevalece não é mais a violência de um indivíduo, mas a violência da comunidade. A fim de que a transição da violência a esse novo direito ou justiça pudesse ser efetuada, contudo, uma condição psicológica teve de ser preenchida. A união da maioria devia ser estável e duradoura. Se apenas fosse posta em prática com o propósito de combater um indivíduo isolado e dominante, e fosse dissolvida depois da derrota deste, nada se teria realizado. A pessoa, a seguir, que se julgasse superior em força, haveria de mais uma vez tentar estabelecer o domínio através da violência, e o jogo se repetiria ad infinitum. A comunidade deve manter-se permanentemente, deve organizar-se, deve estabelecer regulamentos para antecipar-se ao risco de rebelião e deve instituir autoridades para fazer com que esses regulamentos — as leis — sejam respeitadas, e para superintender a execução dos atos legais de violência. O reconhecimento de uma entidade de interesses como estes levou ao surgimento de vínculos emocionais entre os membros de um grupo de pessoas unidas — sentimentos comuns, que são a verdadeira fonte de sua força.

Acredito que, com isso, já tenhamos todos os elementos essenciais: a violência suplantada pela transferência do poder a uma unidade maior, que se mantém unida por laços emocionais entre os seus membros. O que resta dizer não é senão uma ampliação e uma repetição desse fato.

A situação é simples enquanto a comunidade consiste em apenas poucos indivíduos igualmente fortes. As leis de uma tal associação irão determinar o grau em que, se a segurança da vida comunal deve ser garantida, cada indivíduo deve abrir mão de sua liberdade pessoal de utilizar a sua força para fins violentos. Um estado de equilíbrio dessa espécie, porém, só é concebível teoricamente. Na realidade, a situação complica-se pelo fato de que, desde os seus primórdios, a comunidade abrange elementos de força desigual — homens e mulheres, pais e filhos — e logo, como conseqüência da guerra e da conquista, também passa a incluir vencedores e vencidos, que se transformam em senhores e escravos. A justiça da comunidade então passa a exprimir graus desiguais de poder nela vigentes. As leis são feitas por e para os membros governantes e deixa pouco espaço para os direitos daqueles que se encontram em estado de sujeição. Dessa época em diante, existem na comunidade dois fatores em atividade que são fonte de inquietação relativamente a assuntos da lei, mas que tendem, ao mesmo tempo, a um maior crescimento da lei. Primeiramente, são feitas, por certos detentores do poder, tentativas, no sentido de se colocarem acima das proibições que se aplicam a todos — isto é, procuram escapar do domínio pela lei para o domínio pela violência. Em segundo lugar, os membros oprimidos do grupo fazem constantes esforços para obter mais poder e ver reconhecidas na lei algumas modificações efetuadas nesse sentido — isto é, fazem pressão para passar da justiça desigual para a justiça igual para todos. Essa segunda tendência torna-se especialmente importante se uma mudança real de poder ocorre dentro da comunidade, como pode ocorrer em conseqüência de diversos fatores históricos. Nesse caso, o direito pode gradualmente adaptar-se à nova distribuição do poder; ou, como sucede com maior freqüência, a classe dominante se recusa a admitir a mudança e a rebelião e a guerra civil se seguem, com uma suspensão temporária da lei e com novas tentativas de solução mediante a violência, terminando pelo estabelecimento de um novo sistema de leis. Ainda há uma terceira fonte da qual podem surgir modificações da lei, e que invariavelmente se exprime por meios pacíficos: consiste na transformação cultural dos membros da comunidade. Isto, porém, propriamente faz parte de uma outra correlação e deve ser considerado posteriormente.Ver em [[1]].

Vemos, pois, que a solução violenta de conflitos de interesses não é evitada sequer dentro de uma comunidade. As necessidades cotidianas e os interesses comuns, inevitáveis ali onde pessoas vivem juntas num lugar, tendem, contudo, a proporcionar a essas lutas uma conclusão rápida, e, sob tais condições, existe uma crescente probabilidade de se encontrar uma solução pacífica. Outrossim, um rápido olhar pela história da raça humana revela uma série infindável de conflitos entre uma comunidade e outra, ou diversas outras, entre unidades maiores e menores — entre cidades, províncias, raças, nações, impérios —, que quase sempre se formaram pela força das armas. Guerras dessa espécie terminam ou pelo saque ou pelo completo aniquilamento e conquista de uma das partes. É impossível estabelecer qualquer julgamento geral das guerras de conquista. Algumas, como as empreendidas pelos mongóis e pelos turcos, não trouxeram senão malefícios. Outras, pelo contrário, contribuíram para a transformação da violência em lei, ao estabelecerem unidades maiores, dentro das quais o uso da violência se tornou impossível e nas quais um novo sistema de leis solucionou os conflitos. Desse modo, as conquistas dos romanos deram aos países próximos ao Mediterrâneo a inestimável pax romana, e a ambição dos reis franceses de ampliar os seus domínios criou uma França pacificamente unida e florescente. Por paradoxal que possa parecer, deve-se admitir que a guerra poderia ser um meio nada inadequado de estabelecer o reino ansiosamente desejado de paz ‘perene’, pois está em condições de criar as grandes unidades dentro das quais um poderoso governo central torna impossíveis outras guerras. Contudo, ela falha quanto a esse propósito, pois os resultados da conquista são geralmente de curta duração: as unidades recentemente criadas esfacelam-se novamente, no mais das vezes devido a uma falta de coesão entre as partes que foram unidas pela violência. Ademais, até hoje as unificações criadas pela conquista, embora de extensão considerável, foram apenas parciais, e os conflitos entre elas ensejaram, mais do que nunca, soluções violentas. O resultado de todos esses esforços bélicos consistiu, assim, apenas em a raça humana haver trocado as numerosas e realmente infindáveis guerras menores por guerras em grande escala, que são raras, contudo muito mais destrutivas.

Se nos voltamos para os nossos próprios tempos, chegamos a mesma conclusão a que o senhor chegou por um caminho mais curto. As guerras somente serão evitadas com certeza, se a humanidade se unir para estabelecer uma autoridade central a que será conferido o direito de arbitrar todos os conflitos de interesses. Nisto estão envolvidos claramente dois requisitos distintos: criar uma instância suprema e dotá-la do necessário poder. Uma sem a outra seria inútil. A Liga das Nações é destinada a ser uma instância dessa espécie, mas a segunda condição não foi preenchida: a Liga das Nações não possui poder próprio, e só pode adquiri-lo se os membros da nova união, os diferentes estados, se dispuserem a cedê-lo. E, no momento, parecem escassas as perspectivas nesse sentido. A instituição da Liga das Nações seria totalmente ininteligível se se ignorasse o fato de que houve uma tentativa corajosa, como raramente (talvez jamais em tal escala) se fez antes. Ela é uma tentativa de fundamentar a autoridade sobre um apelo a determinadas atitudes idealistas da mente (isto é, a influência coercitiva), que de outro modo se baseia na posse da força. Já vimos [[1]] que uma comunidade se mantém unida por duas coisas: a força coercitiva da violência e os vínculos emocionais (identificações é o nome técnico) entre seus membros. Se estiver ausente um dos fatores, é possível que a comunidade se mantenha ainda pelo outro fator. As idéias a que se faz o apelo só podem, naturalmente, ter importância se exprimirem afinidades importantes entre os membros, e pode-se perguntar quanta força essas idéias podem exercer. A história nos ensina que, em certa medida, elas foram eficazes. Por exemplo, a idéia do pan-helenismo, o sentido de ser superior aos bárbaros de além-fronteiras — idéia que foi expressa com tanto vigor no conselho anfictiônico, nos oráculos e nos jogos —, foi forte a ponto de mitigar os costumes guerreiros entre os gregos, embora, é claro, não suficientemente forte para evitar dissensões bélicas entre as diferentes partes da nação grega, ou mesmo para impedir uma cidade ou confederação de cidades de se aliar com o inimigo persa, a fim de obter vantagem contra algum rival. A identidade de sentimentos entre os cristãos, embora fosse poderosa, não conseguiu, à época do Renascimento, impedir os Estados Cristãos, tanto os grandes como os pequenos, de buscar o auxílio do sultão em suas guerras de uns contra os outros. E atualmente não existe idéia alguma que, espera-se, venha a exercer uma autoridade unificadora dessa espécie. Na realidade, é por demais evidente que os ideais nacionais, pelos quais as nações se regem nos dias de hoje, atuam em sentido oposto. Algumas pessoas tendem a profetizar que não será possível pôr um fim à guerra, enquanto a forma comunista de pensar não tenha encontrado aceitação universal. Mas esse objetivo, em todo caso, está muito remoto, atualmente, e talvez só pudesse ser alcançado após as mais terríveis guerras civis. Assim sendo, presentemente, parece estar condenada ao fracasso a tentativa de substituir a força real pela força das idéias. Estaremos fazendo um cálculo errado se desprezarmos o fato de que a lei, originalmente, era força bruta e que, mesmo hoje, não pode prescindir do apoio da violência.

Passo agora, a acrescentar algumas observações aos seus comentários. O senhor expressa surpresa ante o fato de ser tão fácil inflamar nos homens o entusiasmo pela guerra, e insere a suspeita, ver em[[1]], de que neles exige em atividade alguma coisa — um instinto de ódio e de destruição — que coopera com os esforços dos mercadores da guerra. Também nisto apenas posso exprimir meu inteiro acordo. Acreditamos na existência de um instinto dessa natureza, e durante os últimos anos temo-nos ocupado realmente em estudar suas manifestações. Permita-me que me sirva dessa oportunidade para apresentar-lhe uma parte da teoria dos instintos que, depois de muitas tentativas hesitantes e muitas vacilações de opinião, foi formulada pelos que trabalham na área da psicanálise?

De acordo com nossa hipótese, os instintos humanos são de apenas dois tipos: aqueles que tendem a preservar e a unir — que denominamos ‘eróticos’, exatamente no mesmo sentido em que Platão usa a palavra ‘Eros’ em seu Symposium, ou ‘sexuais’, com uma deliberada ampliação da concepção popular de ‘sexualidade’ —; e aqueles que tendem a destruir e matar, os quais agrupamos como instinto agressivo ou destrutivo. Como o senhor vê, isto não é senão uma formulação teórica da universalmente conhecida oposição entre amor e ódio, que talvez possa ter alguma relação básica com a polaridade entre atração e repulsão, que desempenha um papel na sua área de conhecimentos. Entretanto, não devemos ser demasiado apressados em introduzir juízos éticos de bem e de mal. Nenhum desses dois instintos é menos essencial do que o outro; os fenômenos da vida surgem da ação confluente ou mutuamente contrária de ambos. Ora, é como se um instinto de um tipo dificilmente pudesse operar isolado; está sempre acompanhado — ou, como dizemos, amalgamado — por determinada quantidade do outro lado, que modifica o seu objetivo, ou, em determinados casos, possibilita a consecução desse objetivo. Assim, por exemplo, o instinto de autopreservação certamente é de natureza erótica; não obstante, deve ter à sua disposição a agressividade, para atingir seu propósito. Dessa forma, também o instinto de amor, quando dirigido a um objeto, necessita de alguma contribuição do instinto de domínio, para que obtenha a posse desse objeto. A dificuldade de isolar as duas espécies de instinto em suas manifestações reais, é, na verdade, o que até agora nos impedia de reconhecê-los.

Se o senhor quiser acompanhar-me um pouco mais, verá que as ações humanas estão sujeitas a uma outra complicação de natureza diferente. Muito raramente uma ação é obra de um impulso instintual único (que deve estar composto de Eros e destrutividade). A fim de tornar possível uma ação, há que haver, via de regra, uma combinação desses motivos compostos. Isto, há muito tempo, havia sido percebido por um especialista na sua matéria, o professor G. C. Lichtenberg, que ensinava física em Göttingen, durante o nosso classicismo, embora, talvez, ele fosse ainda mais notável como psicólogo do que como físico. Ele inventou uma ‘bússola de motivos’, pois escreveu: ‘Os motivos que nos levam a fazer algo poderiam ser dispostos à maneira da rosa-dos-ventos e receber nomes de uma forma parecida: por exemplo, “pão — pão — fama” ou “fama — fama — pão”.’ De forma que, quando os seres humanos são incitados à guerra, podem ter toda uma gama de motivos para se deixarem levar — uns nobres, outros vis, alguns francamente declarados, outros jamais mencionados. Não há por que enumerá-los todos. Entre eles está certamente o desejo da agressão e destruição: as incontáveis crueldades que encontramos na história e em nossa vida de todos os dias atestam a sua existência e a sua força. A satisfação desses impulsos destrutivos naturalmente é facilitada por sua mistura com outros motivos de natureza erótica e idealista. Quando lemos sobre as atrocidades do passado, amiúde é como se os motivos idealistas servissem apenas de escusa para os desejos destrutivos; e, às vezes — por exemplo, no caso das crueldades da Inquisição — é como se os motivos idealistas tivessem assomado a um primeiro plano na consciência, enquanto os destrutivos lhes emprestassem um reforço inconsciente. Ambos podem ser verdadeiros.

Receio que eu possa estar abusando do seu interesse, que, afinal, se volta para a prevenção da guerra e não para nossas teorias. Gostaria, não obstante, de deter-me um pouco mais em nosso instinto destrutivo, cuja popularidade não é de modo algum igual à sua importância. Como conseqüência de um pouco de especulação, pudemos supor que esse instinto está em atividade em toda criatura viva e procura levá-la ao aniquilamento, reduzir a vida à condição original de matéria inanimada. Portanto, merece, com toda seriedade, ser denominado instinto de morte, ao passo que os instintos eróticos representam o esforço de viver. O instinto de morte torna-se instinto destrutivo quando, com o auxílio de órgãos especiais, é dirigido para fora, para objetos. O organismo preserva sua própria vida, por assim dizer, destruindo uma vida alheia. Uma parte do instinto de morte, contudo, continua atuante dentro do organismo, e temos procurado atribuir numerosos fenômenos normais e patológicos a essa internalização do instinto de destruição. Foi-nos até mesmo imputada a culpa pela heresia de atribuir a origem da consciência a esse desvio da agressividade para dentro. O senhor perceberá que não é absolutamente irrelevante se esse processo vai longe demais: é positivamente insano. Por outro lado, se essas forças se voltam para a destruição no mundo externo, o organismo se aliviará e o efeito deve ser benéfico. Isto serviria de justificação biológica para todos os impulsos condenáveis e perigosos contra os quais lutamos. Deve-se admitir que eles se situam mais perto da Natureza do que a nossa resistência, para a qual também é necessário encontrar uma explicação. Talvez ao senhor possa parecer serem nossas teorias uma espécie de mitologia e, no presente caso, mitologia nada agradável. Todas as ciências, porém, não chegam, afinal, a uma espécie de mitologia como esta? Não se pode dizer o mesmo, atualmente, a respeito da sua física?

Para nosso propósito imediato, portanto, isto é tudo o que resulta daquilo que ficou dito: de nada vale tentar eliminar as inclinações agressivas dos homens. Segundo se nos conta, em determinadas regiões privilegiadas da Terra, onde a natureza provê em abundância tudo o que é necessário ao homem, existem povos cuja vida transcorre em meio à tranqüilidade, povos que não conhecem nem a coerção nem a agressão. Dificilmente posso acreditar nisso, e me agradaria saber mais a respeito de coisas tão afortunadas. Também os bolchevistas esperam ser capazes de fazer a agressividade humana desaparecer mediante a garantia de satisfação de todas as necessidades materiais e o estabelecimento da igualdade, em outros aspectos, entre todos os membros da comunidade. Isto, na minha opinião, é uma ilusão. Eles próprios, hoje em dia, estão armados da maneira mais cautelosa, e o método não menos importante que empregam para manter juntos os seus adeptos é o ódio contra qualquer pessoa além das suas fronteiras. Em todo caso, como o senhor mesmo observou, não há maneira de eliminar totalmente os impulsos agressivos do homem; pode-se tentar desviá-los num grau tal que não necessitem encontrar expressão na guerra.

Nossa teoria mitológica dos instintos facilita-nos encontrar a fórmula para métodos indiretos de combater a guerra. Se o desejo de aderir à guerra é um efeito do instinto destrutivo, a recomendação mais evidente será contrapor-lhe o seu antagonista, Eros. Tudo o que favorece o estreitamento dos vínculos emocionais entre os homens deve atuar contra a guerra. Esses vínculos podem ser de dois tipos. Em primeiro lugar, podem ser relações semelhantes àquelas relativas a um objeto amado, embora não tenham uma finalidade sexual. A psicanálise não tem motivo porque se envergonhar se nesse ponto fala de amor, pois a própria religião emprega as mesmas palavras: ‘Ama a teu próximo como a ti mesmo.’ Isto, todavia, é mais facilmente dito do que praticado. O segundo vínculo emocional é o que utiliza a identificação. Tudo o que leva os homens a compartilhar de interesses importantes produz essa comunhão de sentimento, essas identificações. E a estrutura da sociedade humana se baseia nelas, em grande escala.

Uma queixa que o senhor formulou acerca do abuso de autoridade,ver em [[1]] leva-me a uma outra sugestão para o combate indireto à propensão à guerra. Um exemplo da desigualdade inata e irremovível dos homens é sua tendência a se classificarem em dois tipos, o dos líderes e o dos seguidores. Esses últimos constituem a vasta maioria; têm necessidade de uma autoridade que tome decisões por eles e à qual, na sua maioria devotam uma submissão ilimitada. Isto sugere que se deva dar mais atenção, do que até hoje se tem dado, à educação da camada superior dos homens dotados de mentalidade independente, não passível de intimidação e desejosa de manter-se fiel à verdade, cuja preocupação seja a de dirigir as massas dependentes. É desnecessário dizer que as usurpações cometidas pelo poder executivo do Estado e a proibição estabelecida pela Igreja contra a liberdade de pensamento não são nada favoráveis à formação de uma classe desse tipo. A situação ideal, naturalmente, seria a comunidade humana que tivesse subordinado sua vida instintual ao domínio da razão. Nada mais poderia unir os homens de forma tão completa e firme, ainda que entre eles não houvesse vínculos emocionais. No entanto, com toda a probabilidade isto é uma expectativa utópica. Não há dúvida de que os outros métodos indiretos de evitar a guerra são mais exeqüíveis, embora não prometam êxito imediato. Vale lembrar aquela imagem inquietante do moinho que mói tão devagar, que as pessoas podem morrer de fome antes de ele poder fornecer sua farinha.

O resultado, como o senhor vê, não é muito frutífero quando um teórico desinteressado é chamado a opinar sobre um problema prático urgente. É melhor a pessoa, em qualquer caso especial, dedicar-se a enfrentar o perigo com todos os meios à mão. Eu gostaria, porém, de discutir mais uma questão que o senhor não menciona em sua carta, a qual me interessa em especial. Por que o senhor, eu e tantas outras pessoas nos revoltamos tão violentamente contra a guerra? Por que não a aceitamos como mais uma das muitas calamidades da vida? Afinal, parece ser coisa muito natural, parece ter uma base biológica e ser dificilmente evitável na prática. Não há motivo para se surpreender com o fato de eu levantar essa questão. Para o propósito de uma investigação como esta, poder-se-ia, talvez, permitir-se usar uma máscara de suposto alheamento. A resposta à minha pergunta será a de que reagimos à guerra dessa maneira, porque toda pessoa tem o direito à sua própria vida, porque a guerra põe um término a vidas plenas de esperanças, porque conduz os homens individualmente a situações humilhantes, porque os compele, contra a sua vontade, a matar outros homens e porque destrói objetos materiais preciosos, produzidos pelo trabalho da humanidade. Outras razões mais poderiam ser apresentadas, como a de que, na sua forma atual, a guerra já não é mais uma oportunidade de atingir os velhos ideais de heroísmo, e a de que, devido ao aperfeiçoamento dos instrumentos de destruição, uma guerra futura poderia envolver o extermínio de um dos antagonistas ou, quem sabe, de ambos. Tudo isso é verdadeiro, e tão incontestavelmente verdadeiro, que não se pode senão sentir perplexidade ante o fato de a guerra ainda não ter sido unanimemente repudiada. Sem dúvida, é possível o debate em torno de alguns desses pontos. Pode-se indagar se uma comunidade não deveria ter o direito de dispor da vida dos indivíduos; nem toda guerra é passível de condenação em igual medida; de vez que existem países e nações que estão preparados para a destruição impiedosa de outros, esses outros devem ser armados para a guerra. Mas não me deterei em nenhum desses aspectos; não constituem aquilo que o senhor deseja examinar comigo, e tenho em mente algo diverso. Penso que a principal razão por que nos rebelamos contra a guerra é que não podemos fazer outra coisa. Somos pacifistas porque somos obrigados a sê-lo, por motivos orgânicos, básicos. E sendo assim, temos dificuldade em encontrar argumentos que justifiquem nossa atitude.

Sem dúvida, isto exige alguma explicação. Creio que se trata do seguinte. Durante períodos de tempo incalculáveis, a humanidade tem passado por um processo de evolução cultural. (Sei que alguns preferem empregar o termo ‘civilização’). É a esse processo que devemos o melhor daquilo em que nos tornamos, bem como uma boa parte daquilo de que padecemos. Embora suas causas e seus começos sejam obscuros e incerto o seu resultado, algumas de suas características são de fácil percepção. Talvez esse processo esteja levando à extinção a raça humana, pois em mais de um sentido ele prejudica a função sexual; povos incultos e camadas atrasadas da população já se multiplicam mais rapidamente do que as camadas superiormente instruídas. Talvez se possa comparar o processo à domesticação de determinadas espécies animais, e ele se acompanha, indubitavelmente, de modificações físicas; mas ainda não nos familiarizamos com a idéia de que a evolução da civilização é um processo orgânico dessa ordem. As modificações psíquicas que acompanham o processo de civilização são notórias e inequívocas. Consistem num progressivo deslocamento dos fins instintuais e numa limitação imposta aos impulsos instintuais. Sensações que para os nossos ancestrais eram agradáveis, tornaram-se indiferentes ou até mesmo intoleráveis para nós; há motivos orgânicos para as modificações em nossos ideais éticos e estéticos. Dentre as características psicológicas da civilização, duas aparecem como as mais importantes: o fortalecimento do intelecto, que está começando a governar a vida instintual, e a internalização dos impulsos agressivos com todas as suas conseqüentes vantagens e perigos. Ora, a guerra se constitui na mais óbvia oposição à atitude psíquica que nos foi incutida pelo processo de civilização, e por esse motivo não podemos evitar de nos rebelar contra ela; simplesmente não podemos mais nos conformar com ela. Isto não é apenas um repúdio intelectual e emocional; nós, os pacifistas, temos uma intolerância constitucional à guerra, digamos, uma idiossincrasia exacerbada no mais alto grau. Realmente, parece que o rebaixamento dos padrões estéticos na guerra desempenha um papel dificilmente menor em nossa revolta do que as suas crueldades.

E quanto tempo teremos de esperar até que o restante da humanidade também se torne pacifista? Não há como dizê-lo. Mas pode não ser utópico esperar que esses dois fatores, a atitude cultural e o justificado medo das conseqüências de uma guerra futura, venham a resultar, dentro de um tempo previsível, em que se ponha um término à ameaça de guerra. Por quais caminhos ou por que atalhos isto se realizará, não podemos adivinhar. Mas uma coisa podemos dizer: tudo o que estimula o crescimento da civilização trabalha simultaneamente contra a guerra.

Espero que o senhor me perdoe se o que eu disse o desapontou, e com a expressão de toda estima, subscrevo-me,

Cordialmente,

SIGM. FREUD

Lidando com a perda


Não sei lidar com perdas (por isso tento evitá-las a todo custo, inclusive o de não-viver). Nem profissionais, nem de dinheiro, nem de bichinhos de estimação (como gatos!), muito menos de gente. Talvez por isso mesmo fico sempre observando como os outros lidam com ela, para saber se existe alguma técnica que me faça sentir menos impacto na perda, ou superá-la mais rapidamente, ou de maneira mais eficaz. Até agora, niente.

Tem gente que supera as perdas se distraindo – já tentei. Enquanto você está lá se distraindo (ex: vai a uma festa familiar, brinca com as crianças, etc.), beleza. Mas basta voltar pro seu mundinho e pronto…lá está ela, a maledetta! Tem gente que se afoga em leituras, filmes e no trabalho em geral – mas comigo essa técnica tampouco funciona…pelo contrário, fico imprestável. Meu trabalho não rende nada, tenho concentração zero…tanto para trabalho, quanto para leitura, quanto para filmes, enfim…não dá, sempre me pego devaneando sobre a perda novamente. Admiro quem consiga! (eu pessoalmente me distraio escrevendo aqui no blog *rs*)

Outras pessoas preferem fingir que a perda não aconteceu – afinal, você vivia antes mesmo de ter começado o que quer que tenha perdido, certo?? Você não tinha aquele emprego, não tinha aquele bichinho de estimação, não conhecia aquela pessoa, não tinha tido o seu filho que morreu num acidente, enfim…você independia completamente daquilo ou daquela pessoa, então agora não há muito o que lamentar, não aconteceu nada demais, nada que não tivesse acontecido antes…. (nem preciso dizer que comigo essa técnica é absolutamente risível!)

Aí tem aquelas que gritam, choram, enfim, chafurdam na perda até não poder mais, que aí ela passa mais rápido. Nah, nada feito. Já fiz isso também, e a dor da perda apenas se intensifica e quero morrer, sobretudo quando lembro detalhes – que quando estava fingindo que nada havia acontecido, ou quando estava tentando me distrair – que antes havia meio que apagado. Isso acontece geralmente quando tento me distrair ouvindo músicas….xiii, receita para o desastre…

Que mais? Aaaah…tem aqueles que, ao invés de enfrentarem a dor, ao invés de encararem de frente, preferem tentar esquecer a pessoa perdida utilizando uma outra pessoa como muleta física e/ou mental. Muito “ixxxpérrrrtuxxxx” esses, né? Adoro gente que faz isso…sobretudo quando não reconhece que faz!!! Lógico que mais cedo ou mais tarde o resultado é bem esperado: a “muleta” se estrepa. Bastou erguer o p*u ego do fulano que perdeu a fulana dele, agora ele está pronto pra outra…que não seja a muleta, dããã, claro, quem precisa de muleta quando está bem?!? Pior é que ele nem te vê como outra coisa que não muleta…pena. Foi outro que não te deu chance alguma.

Tem ainda quem rasgue fotos, cartas, apague emails, comentários em blogs (engraçado é quando o blog inteiro teria que ser apagado, já que foi feito com amor, carinho e dedicação pela pessoa indesejada *rs*), remova pessoas da lista de contatos – enfim, tente se livrar de tudo o que lembra aquela situação ou pessoa que perdeu. Essa eu já tentei também, em vão…uma amiga minha me obrigou a rasgar a foto do meu ex, dizendo que isso iria me fazer sentir melhor. Lógico que não fez! Ingenuidade *rs* E mais, se for para remover tudo o que lembra alguém importante para mim…terei que me livrar do meu guarda-roupa inteiro, dos meus anéis, pulseiras, livros, bichinhos de pelúcia, tudo, tudo!!!!

Mas tudo bem, supondo que fosse factível. Supondo que eu apagasse todos os emails, chamadas de celular registradas, SMS enviados, e comentários em blog trocados com ele durante mais de um ano, doasse todas as roupas com as quais fui me encontrar com ele, rasgasse as fotos (nesse caso nem seria tão difícil assim, existem apenas 5 ;)) e jogasse fora a Beatriz, minha coelhinha de pelúcia recentemente comprada por ele num dia feliz (assim achava eu…para ele pelo jeito não foi nada) de verão. E daí?? Daí nada. Daí que eu continuaria me lembrando de cor o número de telefone dele, o email dele, o sorriso dele, o rosto dele, a voz, os dias que a gente saiu, as bobagens que falamos, as músicas do Youtube, as palavras doces e as ásperas…e os meus sonhos…é, eu sonhei. Sonhei alto (adoro fantasia, se bobear, muito mais do que você!). Sou tonta. Fui uma anta, e você me machucou demais, muito mais do que imagina, e disso tudo não vou me esquecer nem que todos os meios materiais – virtuais e reais – venham a se acabar.

Não tem como…só rasgando meu cérebro e meu coração. E jogando na lata do lixo parte da minha história, do meu passado, minhas horas de vida vividas ao lado dele – e mesmo sem ele fisicamente presente.

Alguém aí tem método mais eficaz que esse para superar a perda? Se tiver, me avise. Enquanto isso…

PS – Ah, esqueci de um método crucial, bastante empregado por mim: a raiva. Essa aí é a que chega mais perto de ser eficaz. Você tenta se concentrar em tudo de ruim que aconteceu, em tudo que deixou de possivelmente acontecer por causa do orelhudo destino *rs*, em todas as características negativas observadas – e nas outras tantas que você deixou de observar porque estava cega e retardada amando, mas que eventualmente iam acabar vindo à tona, não se engane!!!! -, em todas as horas que você perdeu porque estava devaneando – ou estava de fato – com o dito-cujo, ou então nas horas de estudo perdidas, em tudo de ruim que foi dito (e que na hora você teve que se controlar, mas agora foda-se o que vão pensar), enfim…tem várias coisas bem legais que dá para pensar, focalizando só no “lado negro da força”, entendeu?? Ficar pensando nas coisas boas não leva a lugar algum nessa hora – too late, Marlene!

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada

Esta galeria contém 45 imagens.


Minha mãe está cansada do corte de cabelo dela, e queria mudar…tendo ela ficado insatisfeita com os resultados das mudanças virtuais de corte de cabelo, resolvi colocar essa minha fotinho e brincar de corte novo também! *rs* Vejam os resultados (detalhe que os de cabelo curto não dá para visualizar direito pelo fato de o […]

My self


Horóscopo de hoje: “Experiente e consistente, você transmite segurança no que faz e fala – porém, tem de ser menos desconfiado das pessoas. Estão aí, se aproximando, porque querem um pouco do seu calor, do seu humor, sabedoria. Porque não testar?”

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Solange – Significado:

La consagrada solemnemente.
De origen latino.

Caracteristicas:
Es ingeniosa, abierta e independiente.
Es hábil para manejarse con los demás,
sabe escuchar y es de buenos
sentimientos. También es confiable
y leal a sus afectos.

Amor:
Es romántica y necesita encontrar a su
verdadero amor para ser feliz.

Le 10 mai, c’est la Sainte Solange ! Pensez à souhaitez la fête de toutes les Solange, Solene, Solenne, … de votre entourage !

Le prénom Solange vient du nom commun solemnia qui signifie « fête ».

Les Solange aiment les autres et leur donnent de bons conseils, elles ont un besoin constant de s’exprimer.

Pensez à offrir un petit cadeau à Solange pour sa fête 😉

ORIGEM DO NOME SOLANGE

LATIM

SIGNIFICADO DE SOLANGE

RELIGIOSA.

ANÁLISE DA PRIMEIRA LETRA DO NOME: S

Sabe o que quer da vida, e também como chegar lá. Tem grande habilidade para envolver as pessoas que podem ajudá-lo a tocar e realizar seus projetos, não se importa em ter que usar um teatrinho quando necessário. Possui uma sensualidade que não passa despercebida por ninguém, e aprendeu a se valer desta arma. Principalmente entre quatro paredes. Mas tome cuidado pois é um grande perigo se tornar dominador demais.

OUSADIA, ESPÍRITO COMPETITIVO, INDEPENDÊNCIA, FORÇA DE VONTADE, ORIGINALIDADE

Independente e dinâmico são características de um líder, e é desta forma que é visto. É necessário à pessoa desta personalidade agir com tato, diplomacia e paciência, evitando de ser vista como egoísta ou autoritária. Com frequência é procurada para assumir projetos e empreendimentos pois sua autoconfiança e facilidade em enfrentar os obstáculos são qualidades notórias, e as pessoas acreditam na sua eficiência em tomar conta das situações. É o tipo de pessoa que não se deixa afetar quando existe oposição à suas idéias ou ações. Por agir com equilibrio sempre tem o apoio dos que o seguem e acreditam na sua liderança. Para alcançar a vibração positiva que emana do número 1 é preciso concentrar-se em atingir seu objetivo, coisa que costuma fazer com muita originalidade. Personalidades deste número são rapidamente notadas pois conquistam facilmente a todos e costumam ser o centro das atenções.

NUMEROLOGIA – EXPRESSÃO 1

COMO O MUNDO TE VÊ?

O número da Expressão revela a missão que tem, o que deve fazer ou ser nesta vida, para que atinja sucesso e alcance suas metas e objetivos. Descreve como você se expressa no mundo. O seu “eu” completo – personalidade, caráter, disposição, identidade, temperamento.

Extremamente originais, pessoas de número 1 na Expressão são criativas, inventivas e independentes. Preferem trabalhar sozinhas e conseguem preogredir melhor pela sua própria capacidade. Correm em suas veias a coragem e a ousadia, e por isso dificilmente abandonam seus projetos, mas covém lembrar que devem controlar o egoísmo e ser menos preguiçosas. Profissões em que melhor se adptam são aquelas nas quais podem usar a imaginação e a liberdade de atuar, como advogado, arquiteto, publicitário, estilista, escritor, editor, inventor, programador de computador, etc.

NUMEROLOGIA – IMPRESSÕES 7

COMO VOCÊ VÊ O MUNDO?

Mostra a pessoa como é interiormente. Revela como pensa, sente e age. Seu o desejo íntimo da alma, o seu “eu interior”, suas esperanças, sonhos, ideais, motivações. Às vezes é possível que percebamos essa manifestação, mas talvez não a expressamos como deveríamos ou mesmo não vivemos de acordo com ela; assim, estamos reprimindo os nossos sentimentos e impulsos, o que gostaríamos de ser ou fazer, estamos adormecendo nossos objetivos secretos, as ambições, os ideais mais íntimos.

Está sempre em busca da sabedoria, do conhecimento e da perfeição. Muito intuitivo, inspirador e retraído. Sonha em usar a mente, ser intelectual, científico, filósofo ou místico. Por não conseguir isolar-se sem sentir solidão sente-se constantemente melancólico e tem tendência a depressão. Faz sempre bom julgamento e possui um forte senso de valor. Não sente-se bem em locais agitados, nem gosta de trabalhos servis e de confusão.

NUMEROLOGIA – ANSEIOS DA ALMA 3

ANIMA – O QUE MOVE VOCÊ? A vibração da ANIMA mostra a impressão que você transmite às pessoas e os efeitos que lhes causam. Deve ser considerado um dos número mais importantes na sua vida. Conhecendo-o poderá entender o planejamento da sua vida. Compreendendo este plano e buscando viver de acordo com seu significado trará mais sentido à sua vida, e a fará mais útil e feliz. Ter consciência dessa vibração ajuda a reconhecer o porquê de suas aversões e gostos.

Não desperdiçará um dia sequer de sua vida, e jamais a sentirá inutil ou sedentária na velhice se viver de acordo com as vibrações deste número. 3 – Deseja ser cheia de energia, com entusiasmo e criatividade, ser popular e chamar atenção. Gosta de dias ensolarados, sentindo o sol no rosto, gosta de roupas coloridas e de sair por aí. Fazer compras e gastar comprando objetos de decoração é um grande prazer. Não gosta de solidão, nem de ser preso a um ideal, tem aversão por obrigações e horários fixos a cumprir. O casamento o enfraquece, mesmo que o atraia; na realidade prática acaba se sentindo sem energia, por isso costuma ser mais namorador e infiel.

ARCANOS DO TAROT

Arcano 1 – O Mago

SIMBOLOGIA

O arcano do Mago traz em si muitos aspectos masculinos, fala da comunhão entre consciente e inconsciente, representa também o conhecimento esotérico, ensina que as coisas vêm do alto para criar tudo o que há sobre a terra. Aponta o talento e a concretização dos esforços criativos. É um guia interior que percebe a vida como um jogo da sorte. Sua simbologia também indica os desbloqueios da sexualidade.
ASPECTOS POSITIVOS

Sabe aproveitar as oportunidades da vida; não perde a noção de realidade, ao mesmo tempo em que sabe ter como meta o infinito; e recomenda que usemos armas que estão ao nosso alcance, principalmente a originalidade, criatividade e habilidade em qualquer tarefa. Aponta para as possibilidades de sucesso, a versatilidade, o esforço incansável e a capacidade de influenciar pessoas. Força de vontade é o que não lhe falta para conquistar seus objetivos, sempre com caminhos novos pela frente. Para saber que rumo seguir, utilize a intuição e auto confiança.
ASPECTOS NEGATIVOS

Indecisão, falta de habilidade, desânimo, dissimulação, descontrole emocional, pobreza de espírito, covardia, charlatanice, fraude, trapaça, falsidade, desequilíbrio, são as tendências contrárias às características positivas deste arcano.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:


MENTAL: Facilidade de combinar as coisas, apropriação inteligente dos elementos e dos temas que se apresentam ao espírito.
EMOCIONAL: Psicologia materialista; tende para a busca das sensações, do vigor, da qualidade criativa. Generosidade unida a cortesia. Fecundidade em todos os sentidos.
FÍSICO: Muita vitalidade e poder sobre as enfermidades de ordem mental ou nervosa, neuroses e obsessões. Esta carta indica uma tendência favorável para questões de saúde, mas não assegura a cura. Para conhecer o diagnóstico é necessário considerar outras cartas.
PALAVRAS SÁBIAS

Observe que a principal mensagem deste arcano é a relação entre o esforço pessoal e a realidade espiritual. Domínio, poder e auto-realização; fala da capacidade de conquista e do impulso criador.
Pela criatividade e bom uso daquilo que já possui, conquistará o seu desejo ou achará a solução que procura.
“Seja em tuas obras, como és em teus pensamentos…”
INFLUENCIA NA SUA VIDA

Esse arcano influencia positivamente 70% de sua vida.

Arcano 7 – O Carro

SIMBOLOGIA

O arcano do carro fala do domínio do homem sobre os quatro elementos vitais: terra, ar, água e fogo. O carro indica o ser humano em equilíbrio e bem-sucedido, que foi capaz de decidir corretamente. É a promessa de realização e sucesso em todos os sentidos. Representa a submissão dos elementos da natureza e da matéria ao talento e a inteligência do homem. Este arcano é uma mensagem indiscutível de sucesso, aponta para viagem e novos rumos.
ASPECTOS POSITIVOS

É demonstração da capacidade humana de através da mente controlar o corpo (carro) num rumo certo e definido, apesar das emoções. Representa o equilíbrio, segurança, amparo material e moral, domínio, realização, sucesso, discernimento e triunfo, preocupação e interesse pelo futuro e pelos mistérios da vida.
ASPECTOS NEGATIVOS

O carro mostra que é necessário tomar as rédeas e controlar as forças psíquicas para conduzir a vida ao caminho que nós escolhemos; não tomar estas rédeas nos empurra para a fraqueza, egocentrismo, descontrole, irreflexão, orgulho, brutalidade, fracasso, desengano e doenças.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:


MENTAL: As coisas se realizam, mas falta ainda montar as peças de conjunto.
EMOCIONAL: Afeto manifestado; protetor, serviçal.
FÍSICO: Grande atividade, rapidez nas ações. Boa saúde, força, atividade intensa. Do ponto de vista do dinheiro: gastos ou ganhos, movimento de fundos.
PALAVRAS SÁBIAS

Podemos interpretar esta arcano como a mensagem de conciliação dos antagonismos, condução de forças divergentes. Progresso, mobilidade, e anuncio de viagens. Significa também notícia inesperada e conquista.
O tato, a educação, a diplomacia e a firmeza de propósitos são importantes ferramentas para se controlar as forças conflitantes.
“Quando a ciência entrar em teu coração e a sabedoria for doce em tua alma, pede e te será dado…”
INFLUENCIA NA SUA VIDA

Esse arcano influencia positivamente 70% da sua vida.

Arcano 3 – A Imperatriz

SIMBOLOGIA

A Imperatriz traz em si os aspectos matronais. Mostra que traz no seu íntimo a segurança e a tranqüilidade, e as emoções em perfeito equilíbrio, tem força de vontade e sutileza. Traz uma afirmação de fé e esperança na vida. E simboliza a multiplicação. Mais humana e terrena que a Papisa e sugere a produtividade feminina, ela é o ciclo da vida.
ASPECTOS POSITIVOS

Aponta para o progresso real da vida, tanto profissional, quanto social e especialmente pessoal. A compreensão, a descoberta do corpo como algo valioso, a vaidade atuando como força positiva. É o prazer em todas as suas manifestações. Liderança, representa a alma do homem, sua compreensão, elegância e domínio, a feminilidade como forma de expressão, de criação e de poder exercido com sutileza. Talento e habilidade são seus instrumentos para enfrentar os obstáculos.
ASPECTOS NEGATIVOS

Para conquistar progresso em todos os setores da vida, é preciso que tenha sempre os pés bem firmes no chão pois quando apresenta os aspectos negativos leva à esterilidade, desinteresse, infidelidade, vacilação, pobreza de espírito, fracasso, frivolidade, vaidade, falta de senso prático, perda de bens materiais, futilidade e abandono.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:


MENTAL: Penetração na matéria por meio do conhecimento das coisas práticas. Os problemas vêem à tona e podem ser reconhecidos.
EMOCIONAL: Capacidade para penetrar na alma dos seres. Pensamento fecundo e criador.
FÍSICO: Esperança, equilíbrio. Soluciona os problemas. Renova e melhora as situações. Poder continuo e irresistível nas ações.
PALAVRAS SÁBIAS

Este arcano traz em si o sentido da Sabedoria. O discernimento e o idealismo como armas. É o arcano da Magia Sagrada, instrumento do poder divino.
Os frutos da semeadura amadurecem e logo podem ser colhidos. Tudo tem um ciclo certo. Cada coisa a seu tempo. Na natureza nada se perde, tudo está em evolução.
“É a tecelã, ela faz telas para seu uso e telas que não irá usar…”
INFLUENCIA NA SUA VIDA

Esse arcano influencia positivamente 80% de sua vida.

Relationships


Before I forget, let me recommend you a book by a sociologist called Zygmunt Bauman. The book I’m talking about is entitled Liquid Love: on the frailty of human bonds. Even if the title may appear to be kitsch/cheesy/obvious/shallow/self-help style, there is absolutely nothing in this man’s work that can be qualified with those adjectives.

Zygmunt Bauman argues in Liquid Love that in the consumer age, human relationships are caught between our irreconcilable needs for security and freedom. Stuart Jeffries fears he may be right:

We’re torn, as Freud recognised, between freedom and security, and Bauman’s book is about how we try to create a livable balance between the two. Those who tilt the balance too far to freedom, are often to be found by Bauman rushing for home, desperate to be loved, eager to re-establish communities. But that’s not to say that the liquid moderns want their old suffocating security back. They want the impossible: to have their cake and eat it, to be free and secure.

Sisyphus had it easy. The work of the liquid modern is likewise never done, but it takes much more imagination. Bauman finds his hero working everywhere – jabbering into mobile phones, addictively texting, leaping from one chat room to another, internet dating (whose key appeal, Bauman notes, is that you can always delete a date without pain or peril). The liquid modern is forever at work, forever replacing quality of relationship with quantity. (…)

We are inveterate shoppers and we insist on our consumer rights: love and sex must give us what we have come to expect from our other purchases – novelty, variety, disposability. In these times, even children become objects of emotional consumption, argues Bauman: the big question for liquid moderns considering having a family is this: can the investment in children be justifiable or is the risk-exposure too great? It’s very difficult for liquid moderns to find that there are things – the most fundamental ones – like families, love and sex, that don’t obey economic rules.

Take sex. We talk about sex endlessly and read manuals to give us the necessary information to maximise the return on our investment. Bauman cheerfully quotes a sex therapist: “Today everyone is in the know, and no one has the faintest clue.” We want sex to be more like shopping, for it to be transparent and easily gratifying. But, Bauman argues, it isn’t. We are trying to make it into a technique to be mastered. “Concentration on performance leaves no time or room for ecstasy,” he counsels.

You can read Jeffries’ entire review of Liquid Love here.

After the following pics (some of which are true, some of which are funny, others are sad or simply just didactic – click on them if you wish to see them bigger), I posted an old little joke on how men and women (and I suppose it can also be applied to same-sex relationships) expect each other to behave and act, but even if the joke is old, exaggerated and probably very stereotypical, it *is* somehow true 😉 (and there are also serious texts after that joke, but please don’t let the size of this post discourage you :P)

  • How to make a woman happy?

It’s not difficult. 
To make a woman happy, a man only needs to be:


1. a friend 


2. a companion 


3. a lover 


4. a brother


5. a father


6. a master 


7. a chef 


8. an electrician 


9. a carpenter 


10. a plumber


11. a mechanic 


12. a decorator


13. a stylist 


14. a sexologist


15. a gynecologist 


16. a psychologist 


17. a pest exterminator 


18. a psychiatrist 


19. a healer 


20. a good listener 


21. an organizer 


22. a good father


23. very clean 


24. sympathetic


25. athletic 


26. warm 


27. attentive 


28. gallant 


29. intelligent


30. funny 


31. creative


32. tender


33. strong 


34. understanding 


35. tolerant 


36. prudent 


37. ambitious


38. capable


39. courageous 


40. determined 


41. true 


42. dependable


43. passionate

WITHOUT FORGETTING TO:


44. give her compliments regularly 


45. love shopping 


46. be honest (white lies okay)


47. be very rich 


48. not stress her out


49. not look at other girls

AND AT THE SAME TIME, YOU MUST ALSO:


50. give her lots of attention, but expect little yourself 


51. give her lots of time, especially time for herself 


52. give her lots of space, never worrying about where she goes

IT IS VERY IMPORTANT: 


53. to never forget: 
* birthdays 
* anniversaries 
* arrangements she makes

  • 
How to make a man happy?


1. Feed him up 


2. screw him  up


3. and shut up.

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No, seriously now…I think the following text is one of the best, most reasonable advice on relationships I’ve ever read:

On relationships (by Dan Millman)

“I don’t claim to be a relationships expert (so few of us are). Sometimes I think the extent of my knowledge can be summed up as: Men are from Sears, Women are from Nordstroms. Still, I’ve been around the track — married young, divorced after eight years; then married to Joy, the love of my life for over thirty years and it’s getting better all the time. Point is, I’ve seen the lows and the highs, the difficulties and delights of relationship, and I have a few perspectives to share.

Relationships prove that God has a sense of humor. After all, it’s difficult enough for any two egos to get along — but add to the mix some differing world-views and communication styles and voila! — we have the human drama. As the saying goes, “Women need a reason, men only need a place. Men use love to get sex; women use sex to get love.” Generalities, of course, but with grains of truth.

The demands of relationship — for compromise, sacrifice, openness, vulnerability — all provide a primary arena of personal growth. Committing to a relationship means losing face, feeling frustrated and downright incompetent at times. Committed relationships are a form of shadow work, seeing ourselves as we are — clearly and realistically. (How many of us, in the face of a relationship difficulty, have seen parts of ourselves we’re not too proud of?)

Mating is easy; intimacy is more difficult. The work of relationship is both humbling and humanizing — a demand to mature (or flee). Relationship calls us to let go of exclusive self-interest and move from “me” to “we” (at least some of the time). Relationship teaches us to forgive ourselves and one another.

Those who have difficulties with intimacy may favor disposable relationships — enjoying the initial fun and excitement, then leaving after the first big fight. Or “falling out of love” and moving on to the next wonderful person who, in a few weeks or months, no longer seems so wonderful after all. And serial relationships grow old after the fifth or sixth or twelfth time we get to know someone and tell your life story and run the usual numbers.

Our new love-interest may end up having the same flaws as the last one (especially if we’re seeking someone like Mom, or Dad, without realizing it). Or the new person may be blissfully free of the last partner’s problems, only to reveal a whole new set of issues. (All travelers carry some baggage.)

Some of us jump into a commitment with blinders on, basking in a romantic glow (love being blind and all). We discover that we love the same song or movie, but forget to explore fundamental compatibility questions about religion, children, aspirations, sex, values, politics.

Most of us are ready to mate long before we really know ourselves. We project onto our prospective mate our hopes and dreams and images, expecting them to fulfill our fantasies and change to suit us. Maybe you’ve heard the saying: “She hopes that he’ll change, but he doesn’t. He hopes she won’t change but she does.”

The years have taught me that the most important quality in sustaining a long-term relationship (whether male-female or same gender) is FRIENDSHIP. Over the long term, friendship is more important than sex; more important than ease of communication. (Marriage is a marathon, not a sprint. Sex and communication are certainly important at first, but won’t take you the distance.)

Friendship means you have each other’s back; you are in each other’s corner; you can be YOU with that person; you can go beyond role-playing or trying to live up to someone else’s expectations; you can speak your truth; you can listen as well as talk; you are elevated by that special person and you also lift their spirits in times of need.

True friends are collaborators, not competitors. They aren’t constantly comparing work-loads or weighing how much one brings to the relationship in terms of money, energy, work. (But if one of you is the driver and the other total hitch-hiker, it’s not going to last for long.) In a true friendship, you WANT to help, to give, to contribute, to support one another. That person’s happiness is as important to you as your own. Sometimes, even more so.

I once attended a traditional, religious wedding ceremony that began with a ritual: She carried her candle, the flame burning brightly, and he did the same. They came together, joined their flames and together lit a third candle, representing the joining of their separate flames. Quite beautiful.

But then they blew out their own candles. DON’T EVER BLOW OUT YOUR OWN CANDLE! You are both an “I” AND a “we.” You each bring your own resources, destiny, process and treasures into a relationship. This is the paradox of relationship. Two become one, but the stronger each one, the better the two are together.

Enrich one another’s life by keeping your own center, values, and interests. Continue to play a leading role in your life; don’t just become an extra in someone else’s. You come together to form a whole that is greater than the sum of your individual parts. So remain equals and respect one another’s individuality. Rather than total dependence or independence, strive for interdependence.

Our choice of life-partner is one of the most important we ever make. This doesn’t mean that we have to find “the perfect match” or “one true soul-mate.” Even the best relationships take work. So when a difficulty arises, you WORK THROUGH IT TOGETHER.

Some couples, however, are “working through it” nearly all the time — fighting and making up — one slams the door and walks out; the other goes ballistic. Or one walk on tip-toes to avoid making the other angry or moody. For such difficult relationships, you may need a third party to help you to stay together (or to go your separate ways, because commitment is not the same as masochism).

In choosing a mate, apply the Goldilocks Principle: Avoid someone too similar to you (no friction or growth) or too different (constant friction) in favor of someone who is different (and challenging) enough to keep things interesting.

Also, consider your partner’s relationship with his or her parents: If it is relatively open and close and friendly, that’s a good sign. If your partner never speaks with one or another parent (even with good reason) it’s a possible red flag. Bear in mind that (if you choose to marry) you are not just marrying your partner; you are joining that partner’s family (mother, father, close relations) as well. If that is nice news, you’re good to go. But if you have a serious problem with your partner’s family, you’ll have to deal with it now or later.

For most of us, relationship is a work in progress, always under construction, like a house or a life. Over time, you’ll build deeper levels of communication and intimacy, and freshly discover who you are, together, at each new phase of your lives — even as you make mistakes, learn from them, mature and evolve.

When you’ve formed a relationship you intend to build for many years into the future, nourish it as you would any growing thing: Remember to say “Thank you” and “I’m sorry” often — you’ll have cause to do both. Appreciate your partner out loud; acknowledge his or her skills and any small acts of service and kindness.

In this creative and sometimes challenging arena of intimacy, I have found both growth and Joy. I wish the same for you.”

taken from: http://www.danmillman.com/blog/

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On the other hand, one of the most stupid, vulgar, chauvinist and plain ridiculous advice on relationships I’ve ever seen (and of course this is just an example among many, and this type of advice has unfortunately been very common for too long!) – was, of course, voiced by a man 😉 It’s a song called Pick Em-Lick Em-Stick Em (the lyrics, for non-native speakers, are under the video):

I was 15 going on 20 when I met up with the soul

man he was quite a lover of the cards and of the dice

and he had whores and he had ladies

he made love and he made babies

he could tell some damn good stories and give some good advice

you gotta learn how ta pick em son

learn how ta lick em son

learn how to stick em son

between the thighs

and you got to try not to beat em too much

try not to teach em too much

try not to feed em to much bull shit and lies

He sat down and poured some whisky

and he mixed it up with water

here’s a picture of my daughter

he would say and he would sigh

and he would drink and laugh a little

as he picked up that old fiddle

that same old riddle I never did know why

you gotta learn how ta pick em son

learn how ta lick em son

learn how to stick em son between the thighs

and you got to try not to beat em too much

try not to teach em too much

try not to feed em to much bull shit and lies

now the years I’ve seen him burried

his daughter and me married

I was sure he raised her right

an taught her how ta fuck

when i asked her what he told her

she’d said he’d never scold her

he would always hold her

but he never told her much

well, he told her men were plain and simple

told her love was like a pimple

once you squeez the juices out it just goes away

he taught her how ta hold on tighter and

taught her not to let men fight her

and then there was this poem he taught her on his dyin days

you got to learn how ta suck em daughter

learn how ta fuck em daughter

learn how ta take their money

and learn how ta cry

you got to try not to hold em too much

try not to scold em too much

try not to feed em too much bull shit and lies

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Curiously, I’ve just found out there is a Museum of Broken Relationships (yes, you’ve read correctly!) in Croatia:

The Museum of Broken Relationships (CroatianMuzej prekinutih veza) is a museum dedicated to failed love relationships. Its exhibits are personal objects left over from former lovers which are accompanied by brief descriptions. At first a traveling collection of donated items, the museum has since found a permanent location in ZagrebCroatia. In 2011, the Museum of Broken Relationships received the Kenneth Hudson Award for the most innovative museum in Europe.

You can find more information on this curious museum in good old Wikipedia… OR you can visit the museum’s Official website

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I’ve also found an interesting post on the so-called polyamorous relationships. Here goes an excerpt (you can read all the other very cool posts related to the subject “relationships” here – I haven’t read any yet, but I plan on doing that soon! I’ve also found a looooottt of texts on love/hate relationships here):

He says: Polyamory can mean a lot of things, depending on the situation. A couple may incorporate a third (unicorn) into their already-strong relationship, or one member of the couple may maintain extra-curricular “dating” relationships outside of their main one. Further, relationships could hypothetically span a wide range of people, each having their own bond with one another. The trend, though, is not toward stability.

Because polyamory is only starting to spread, I hesitate to make a general statement about it that might offend its staunch supporters, but alas, I must be honest. The only successful long-term polyamorous relationships I’ve seen have been triads that start out as a solid companionship between two people. Every other aspect of polyamory that I’ve seen has been fleeting and temporary. That isn’t to say that it can’t happen, but the lifestyle lends itself more to exploration than longevity.

Personally, the thought of kindling another relationship on top of the one I already have makes my palms sweat. Maybe I’d feel differently if Dorkys wasn’t such a handful. Who knows? As it is, I wouldn’t turn down the opportunity to flirt and play with others together with no strings, but franchising the relationship would stretch my resources too thin.

She says: My first thoughts when I hear about polyamorous relationships deal with jealousy. How don’t the people involved feel threatened? I’m sure it could work, but only if every link in the chain is safe, honest and checks their ego at the door otherwise girls will end up crying when he spends more time with one instead of the other. Or at least I know I would.

I also wonder how deeply they can all love one another in the initial stages. Where do they find the time and energy it takes to build something meaningful in multiple relationships? I know some poly people feel restricted by idea that once you fall in love with someone, you’re forbidden to feel the same for another person. I understand that, but at the end of the day, I like having my one go-to person and learning how to compromise and figure out the puzzle that is this sole relationship. Because I’ve no other choice (other than breaking up and finding someone else, of course), I’m forced to learn what makes him tick, what ticks me off and how we can become a better fit for each other. This isn’t to say other things are off limits, just that at the end of it all, we’d rather just come home to each other.

Still, it’s beautiful to see people pursuing and giving love with no qualms about what society deems appropriate or not and I admire their ability to put aside any insecurities to do so. The first time I attended one of their events, I smiled at the thought that everyone’s just trying to find what suits them and makes them happy whether it’d be for the moment or something long-lasting. It’s obviously not for everyone, but just because it’s not doesn’t mean it’s wrong.

What do you think about polyamory? What would it take for a consensual non-monogamous relationship to truly work?

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And finally…the best song by Erasure: I love to hate you 😉 (again: non-anglophones, scroll down to read the lyrics!)

 
I’m crazy flowing over with ideas
A thousand ways to woo a lover so sincere
Love and hate what a beautiful combination
Sending shivers up and down my spine

For every Casanova that appears
My sense of hesitation disappears
Love and hate what a beautiful combination
Sending shivers up and down my spine

And the lovers that you sent for me
Didn’t come with any satisfaction guarantee
So I return them to the sender
And the note attached will read

How I love to hate you
I love to hate you
I love to hate you
I love to hate you

Oh you really still expect me to believe
Every single letter I receive
Sorry you what a shameful situation
Sending shivers up and down my spine

I like to read a murder mystery
I like to know the killer isn’t me
Love and hate what a beautiful combination
Sending shivers make me quiver
Feel it sliver up and down my spine

How I love to hate you
I love to hate you
I love to hate you
I love to hate you