Era uma vez…


…um gato xadrez. Ele tinha dona e veio escrever no meu mural, sabe-se lá por quê! Se gostava tanto assim da dona, não teria razão alguma para procurar outra. Se fosse mera questão de sexo daria até para entender, só que o gato gosta mesmo é de conversar. Até estando numa feira erótica, ao olhar gatinhas e coelhinhas, ele pensava em conversar (!!!). Mas tudo bem, cada um com suas psicopatologias!

Eu – uma dona que estava solitária havia muito – disposta a adotar um gato ainda que momentaneamente, fui. Afinal, não se tratava de um gato qualquer – era um gato *XADREZ*, pombas, do jeitinho que eu (e todos os meus preconceitos) gostava, queria e desejava! O gato me arranhou, claro. Qualquer retardado poderia prever isso. Me afastei. Me reaproximei. Me afastei de novo, etc.

Segundo o gato, fui eu que corri atrás, e o problema nunca foi e nem é dele. Tão fácil acusar exclusivamente o outro! Bem Pilatos esse gato, você não acha? Porque se é verdade que corri atrás em mais de uma ocasião, também é verdade que esse gato deu sinais no mínimo dúbios (também em mais de uma ocasião) e correu atrás de mim – ele estava louco para ter mais de uma dona, ainda por cima uma que gostasse de conversar e de mimá-lo.

Tentei adotar o gato de novo a partir do momento que foi definitivamente abandonado. Ele adorou se aconchegar num novo lar *rs* Engraçado que na hora de se aninhar, ele curtia minha pele, mas na hora de andar na rua…aaah, não só não podia encostar um centímetro (ele achou ruim quando o acariciei discretamente em público), como ainda queria que eu andasse a 100 metros de distância – ontem andei a 100 metros de distância dele o tempo todo, espero que ele tenha gostado da experiência 😉

Lógico, no final da história saí mais arranhada do que nunca. Agora sim a coisa vai ficar do jeito que ele gosta – um não-vínculo completo, sem interlocução, comigo a quilômetros de distância (sugiro a ele que se mande para Curitiba, que aí fica mais longe ainda, sem contar que lá ele terá a dona que merece, aquela mulher forte *rs* que vai destrui-lo em todos os sentidos). Preciso parar com essa mania de ser teimosa e insistente (onde já se viu, achar que com o tempo e a convivência o gato fosse  ter um pouco de respeito ou carinho, ou se afeiçoar minimamente a mim!) – aliás, preciso saber reconhecer e distinguir melhor gatos de cachorros (cachorros pelo jeito são mais honestos, carinhosos e companheiros que gatos, diga-se), e de homens de verdade – são estes últimos que realmente me interessam. Resta saber se existem, ou se são uma espécie em extinção! *rs*

PS – Continuo sem entender porque um homem desprezaria alguém só porque percebeu que esse alguém está nas mãos dele, e  gostaria de entender por que – inversamente – gosta apenas daquelas que o desprezam, maltratam, humilham e sugam (no mal sentido ;)). Psicopatologia, só pode ser…

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2 pensamentos sobre “Era uma vez…

  1. […] navigation ← Anterior Next […]

  2. […] inclusive o de não-viver). Nem profissionais, nem de dinheiro, nem de bichinhos de estimação (como gatos!), muito menos de gente. Talvez por isso mesmo fico sempre observando como os outros lidam com ela, […]

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