Extra! Extra! Extra!


Notícias: umas boas, outras muito ruins e algumas vindouras…

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2012/04/26/planeta-nao-e-sustentavel-sem-controle-do-consumo-e-populacao–diz-relatorio.htm

“O consumo excessivo em países ricos e o rápido crescimento populacional nos países mais pobres precisam ser controlados para que a humanidade possa viver de forma sustentável (…). Entre as recomendações dos cientistas estão dar a todas as mulheres o acesso a planejamento familiar, deixar de usar o Produto Interno Bruto (PIB) como um indicativo de saúde econômica e reduzir o desperdício de comida. “Para onde vamos depende da vontade humana – não é algo predestinado, não é um ato de qualquer coisa fora (do controle) da humanidade, está em nossas mãos” (…). O relatório é da opinião de que a humanidade já ultrapassou as fronteiras planetárias “seguras” em termos de perda de biodiversidade, mudança climática e ciclo do nitrogênio, sob risco de sérios impactos futuros.

Eliminar o desperdício de comida, diminuir a queima de combustíveis fósseis e substituir economias de produtos por serviços são algumas das medidas simples que os cientistas recomendam para reduzir os gastos de recursos naturais sem diminuir a prosperidade de seus cidadãos.

“Uma criança no mundo desenvolvido consome entre 30 e 50 vezes mais água do que as do mundo em desenvolvimento”, disse Sulston. “A produção de gás carbônico, um indicador do uso de energia, também pode ser 50 vezes maior”.

“Não podemos conceber um mundo que continue sendo tão desigual, ou que se torne ainda mais desigual”.

http://br.noticias.yahoo.com/blogs/cartas-amazonia/viva-o-crime-brasileiro-151912467.html

“Fez seis disparos com direção certa e objetivo definido: matar sem piedade, tripudiar sobre a morte. Duas balas atingiram a cabeça da vítima. Outras duas, o pescoço. E mais duas a região do coração.

Sangue espirrou, carregado de massa encefálica, pele e osso. Os tiros não foram apenas para matar: a morte devia servir de mensagem a quem interessar pudesse.

O assassino olhou em torno, disse palavras ameaçadoras para o garçom, que testemunhara estupefato o crime, guardou a arma e saiu com a mesma calma da chegada. Não escondeu o rosto nem teve pressa em fugir.

Não tinha receio em ser identificado nem, talvez, preso. Se for preso, acredita, será por pouco tempo. Tem cobertura — e da grossa.

A vítima, Décio Sá, tinha 42 anos. Era jornalista havia muito tempo. Desde 2006 escrevia um dos muitos blogs criados por maranhenses que não têm onde se manifestar, querem se informar e informar os outros. É a alternativa à grande imprensa, dominada pelos grupos políticos e empresariais que mandam no Maranhão, o Estado mais pobre (alguma relação com o fato de ser, geograficamente, Meio Norte com o Piauí, metade Amazônia e metade Nordeste?).

Ele era um repórter político especial do Sistema Mirante de Comunicação, afiliado à Rede Globo de Televisão. e, em particular, do jornal O Estado do Maranhão, líder dos impressos maranhenses.

Esses veículos são dirigidos de perto pelo maior político do Maranhão, o ex-presidente da república e presidente do Senado, José Sarney. Nada de importante sai nos órgãos de comunicação do também ex-governador sem sua aprovação. O noticiário político, então, é criação sua. Nem sempre para reproduzir a verdade. Às vezes, também, para mandar recados. (…).

A última postagem de Décio no seu blog foi sobre o assassinato de Miguel Pereira de Araújo, o Miguelzinho. Ele foi morto em 1997 e o julgamento seria realizado em Barra do Corda, que forma com Presidente Dutra e Grajaú, o principal reduto de pistoleiros no Maranhão.

O problema é que das 25 pessoas sorteadas para integrar o corpo de jurados, que teria sete membros, 25 eram ligadas a Manoel Mariano de Souza. Além de ser prefeito municipal, ele é pai do empresário Pedro Teles, acusado de ser o mandante do crime. Seria represália contra o alegado invasor de suas terras. Pedro é irmão do deputado estadual Rego Teles, do PV. (…)

Apesar do acesso constante ao blog, ainda mais depois do crime, ninguém voltou a se manifestar. O silêncio é a regra de ouro desses acontecimentos, cada vez mais frequentes no Brasil oculto. Quem fala muito morre com a boca cheia de formiga, ameaça uma tirada de humor negro. Muito negro.”

http://www.dgabc.com.br/News/5954578/por-unanimidade-stf-decide-a-favor-das-cotas.aspx

“Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou que as políticas afirmativas não violam o princípio da igualdade e não institucionalizam, como defendeu o Democratas, autor da ação julgada, a discriminação racial (…).

‘Na história não se registra na era contemporânea nenhuma nação que tenha se erguido da condição periférica a condição de potência política mantendo no plano doméstico uma política de exclusão, aberta ou dissimulada, pouco importa, em relação a uma parcela expressiva de sua população’, afirmou Barbosa.

‘A pobreza tem cor no Brasil: negra, mestiça, amarela’, disse Rosa Weber. “Se a quantidade de brancos e negros pobres fosse aproximada, seria plausível dizer que o fator cor é desimportante”, acrescentou.

(…)

Para ele, uma saída seria expandir o número de vagas no sistema público de ensino. Mas isso levaria à necessidade de uma dotação maior de recursos. ‘Se tivéssemos vagas em número suficiente, essa tensão praticamente não existiria’, afirmou.”

http://www.midiamax.com/noticias/794844-codigo+florestal+presidente+dilma+ira+vetar+tudo+representar+anistia+aos+desmatadores+diz+ideli.html

“A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou nesta quinta-feira (26) que tem convicção de que a presidente da República Dilma Rousseff vetará do projeto do Código Florestal, aprovado ontem na Câmara dos Deputados, todos os itens que representarem, na prática, anistia aos desmatadores.

“O que a presidente fará, ela vai avaliar nos próximos dias. Tenho a convicção, até porque ela já manifestou inúmeras vezes, que aquilo que representar anistia não terá respaldo do governo”, disse a ministra em visita ao Senado Federal. “Isso tem grandes chances de sofrer o veto, porque ela já tinha anunciado”, completou.”

“Water water everywhere…


…And all the boards did shrink

Water, water, every where

Nor any drop to drink.”



Earth Hour 2012 – Hora da Terra 2012


É hoje (sábado, 31 de março) às 20:30 (horário local) – apaguem as luzes, por favor.

No Brasil, 24, das 26 capitais estaduais, vão participar do movimento que se espalhou por todas as regiões do país, com três estreantes: Porto Velho/RO, Macapá/AP e Boa Vista/RR . Serão 546 monumentos apagados em 125 cidades. 

No Rio de Janeiro, cidade oficial do movimento no Brasil, as luzes do Cristo Redentor, da orla de Copacana, dos Arcos da Lapa e muitos outros símbolos serão apagadas às 20h30. O evento, organizado pelo WWF-Brasil, acontecerá no Arpoador a partir das 17h, com oficinas, exibição de vídeos, música e apresentações de dança e circo. 

Além disso, em cada cidade, as prefeituras, organizações, empresas e até mesmo os cidadãos engajados estão preparando sua programação. Da pedalada ao jantar à luz de velas são muitas as opções e todo mundo pode participar, desligando suas luzes neste ato simbólico contra o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta. 

Participe da Hora do Planeta; acompanhe as luzes se apagando no mundo inteiro e apague as suas às 20h30. Aproveite este momento para refletir sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável. 

This Earth Hour 2012: 8.30pm, Saturday 31 March, celebrate your action for the planet with the people of world by switching off your lights for an hour, then go beyond the hour.

From its inception as a single-city initiative — Sydney, Australia – in 2007, Earth Hour has grown into a global symbol of hope and movement for change. Earth Hour 2011 created history as the world’s largest ever voluntary action with people, businesses and governments in 135 countries across every continent coming together to celebrate an unambiguous commitment to the one thing that unites us all — the planet.

“If we were flowers we would worship the sun…”


Aproveito a ocasião para enfatizar o quão bacana acho o projeto Flor Gentil (http://www.florgentil.com.br/) – se/quando puderem doar, favor fazê-lo, parece uma coisa meio bobinha mas acreditem, faz diferença. Flower power, babyyy!!!! 😉

Black roses are truly a thing of beauty. They can express a variety of meanings, and have deep symbolism due to their dark, mysterious color. They are commonly associated with black magic, anarchy, and witchcraft. However, they can also be used to convey rebirth or to express profound love (due to their rarity). Unfortunately, true black roses do not occur in nature. This is probably because no bee would want to fly into a black rose. Kidding! Ok, I honestly don’t know why we don’t have black roses. Regardless, there are some great alternatives out there:

True Black Roses

These are made by injecting black dye it the stem of a (typically) red rose.  The tint will not rub off the petal, however if a stem or petal is cut it can stain clothes, so be careful using them at formal events.  These are the closest thing to a truly black rose.

Baccara Black Rose

These are the closest you will get to a natural black rose.  They are darkest before they bloom, and open to a deep dark red color, with hints of dark blue.  A burgondy/blackberry/blueberry mix of colors, if you will.  They look deceptively black, especially when viewed under low light.  Baccara roses are unique in that they don’t have a flowery smell.  However, the gene that gives roses their botanical smell also takes away from their shelf life.  Because of this, Baccara roses will last a very long time in a vase.

Black Magic Rose

Black Magic roses are another natural rose of the hybrid tea variety.  They have a deep, velvety red color and are highly sought after for weddings and bridal showers.  Not quite as black as the Baccara but still extremely beautiful.

When to Give a Black Rose?

Black roses can be great for Halloween or other types of scary parties. They can also go well with black tie events, as a gift to someone interested in Gothic culture, or even to someone whose favorite color is black. A great way to give black roses is to mix them in with other colors, that way the black will contrast nicely with the lighter, more flowery colors. No matter what the occasion, black roses will be sure to make a beautiful and interesting gift.

 

In the presence of (Yes)

Deeper than every ocean
Deeper than every river
That’s what your presence brings to me

Revealing the words I listen
Seeing you in my silence
Learning I’m with you constantly
As I was before

If we were flowers
We would worship the sun
So why not now?
This high is shining brightly
Brighter than before

As the door was open wide
There inside was a diamond chair
Where I sat when I was young
I wrote down the words

Only when the young at heart
Can enter the real world
This chance I’ve waited for
For you to see

If I had chances I would spend them with you
To hold you close and let your love surround me
Deeper than before

(Deeper than every ocean)
And I know this love is real
(Deeper than every river)
Realize this is meant to be
That’s what your eyes they say to me
You are listening to how I feel
So expectedly
(Brighter than every morning)
From the ocean to the sky
(Beautiful as the sunset)
Every river to the sea
Nature surrounds me constantly
We can hear love constantly
This is for you and me

Turn around and come deeper now
So what happens when I touch you there
You feel the words roll over you
Thinking of the better scenes
The memories
As everybody else just
Hasn’t got the time
To help you anymore

‘Cause if the reason for
The things that pleasure us
To please ourselves
Not pressure us
To give our ego
Some pleasure time

Can you imagine
Any reason
To know you’re only fooling yourself
And then you’ll understand why
You’ll understand why

So if we choose to realize
All existence is a dream
This perfect resume to you
From me

Just had a tough time with magic
The death of ego
The moon
It was just coming through

Send me such a good time
In a letter form, tell me
The pleasure, no pressure
Pure imagination in a metaphoric dream

I get amazed like a true beginner
I get amazed like a true believer
I get amazed when I see you there
And I come alive

I believe I’m a true beginner
I believe I’m a true beginner
In your arms I can see it all
I can see it all

If we were flowers
We would worship the sun
So why not now?
This light is burning brightly
This light is burning brightly
Brighter than before
Brighter than before
Brighter than before
Brighter than before

Turn around and remember that
When it gets so low
As you finally hit the ground

Turn around and remember that
Now I’m standing tall
Standing on my sacred ground

Turn around and remember that
When it gets so low
As you finally hit the ground

Turn around and remember that
Now you’re standing tall
Standing on sacred ground
Standing on sacred ground
Standing on sacred ground

Falha faz a reportagem que a Folha não fez – O que você não vê na mídia


(…) Uma senhora mostra o dedo médio para um rapaz de bicicleta, sem camisa, que parece lhe pedir calma. Foto de capa da Folha de S.Paulo de 25/11/11, a imagem era da passeata dos estudantes na USP na avenida Paulista que havia acontecido no dia anterior. Mais de 5 mil pessoas tomaram a via para pedir, entre outras reivindicações, a saída da PM do Campus e o afastamento do reitor João Grandino Rodas.

A imagem espalhou-se pela internet rapidamente e retrata, de certa forma, o racha na cidade em torno dessa discussão que mistura estudantes da USP, invasão da reitoria, liberdade, polícia e preconceito.

(…)

A fAlha achou Guilherme Folco, protagonista da foto. Diferentemente do que a Folha disse, não é estudante da USP, mas acha a discussão importante e por isso foi lá. Guilherme também trabalha, ao contrário do que afirmam centenas de comentários na internet – apesar de que, na opinião deste blog, o fato de a pessoa trabalhar ou não nada tem a ver com seu direito de protestar.

Quando vi ela assim xingando todo mundo fui lá explicar que se tratava de um protesto para pedir a mudança do reitor, que falta diálogo com a reitoria, que o orçamento de R$ 3,6 bilhões da USP é suficiente para garantir a segurança sem depender da PM… Enfim, ela não escutou e só gritava “Vocês só querem fumar maconha, não querem estudar! Têm que sair e dar a vez pra outro!”. Fiquei mal de ver como é tão superficial o pensamento geral… eu só queria falar que ela estava equivocada, sendo mal influenciada… eu tentava argumentar que aquilo não era um “ato de vagabundo que queria fumar cannabis”, como ela dizia, aos gritos loucos.

O que será que a deixou tão brava?… Ela era motorista, moradora da região?

Não sei, de repente tava atrasada… vai ver ela assistiu Datena e o Jornal Nacional e chegou à mesma conclusão que a maioria dos paulistanos chega. É lamentável, mas entendo… se eu estivesse no ponto esperando o ônibus, de repente iria ficar puto também. E pode ser que a ela só reste assist ir TV, mas e aos jovens que se voltam contra os alunos e aprovam a ação da PM? Isso sim é muito triste!

(…)

fiquei triste de saber que eu tava ali botando a cara pra bater literalmente enquanto todos contra o movimento são acomodados. Me preocupei de verdade quando entrei na internet na manhã do dia seguinte e já tinha 469 compartilhamentos da notícia no Facebook [fora quem compartilhou só a foto etc] cheios de comentários rasos e reacionários, como se a causa dos outros não fosse a sua também. Ninguém quer sair da zona de conforto, mas isso tem que mudar, né?

Muita gente disse que você é vagabundo e não trabalha por estar numa manifestação numa quinta à tarde…

Eu trabalho! Hoje mesmo daqui há pouco [domingo] estou indo trabalhar. Sábado trabalhei o dia todo num evento, e geralmente descanso na segunda. Faço meus próprios horários e às vezes tenho janelas em horários durante o dia, como na tarde da manifestação. Eu tinha acabado de fazer dois testes para publicidade, um de manhã e outro à tarde, quando encontrei com um pessoal seguindo pra lá. Como é uma causa que me interessa, engrossei o caldo.

E você usa bicicleta sempre?

Só não uso se preciso levar muita bagagem. Senão, to sempre de bicicleta, máscara contra poluição e capacete. Naquele dia estava indo da Mooca pra Vila Mariana. De carro eu levaria quase meia hora a mais. Bike é o futuro! Temos que nos impôr na faixa da direita, fazer com que os carros desviem e não te atropelem. Há um medo geral pela violência dos motores, arrancadas, freadas e noticiários sanguinolentos, mas dá pra pedalar em São Paulo sim, é só se acostumar.

O que você acha de interromper o trânsito na Paulista? Isso foi muito criticado…

Foi necessário, para haver um conhecimento geral da questão, mesmo que estejam levando para um lado negativo e pejorativo. É assim que se protesta, com um mínimo de provocação e fechamento da rua, pacificamente. Achei bem organizado e bem humorado, tinha até a “tropa rosa choque” [sátira a tropa de choque da PM]. Mas, vendo por outro lado, o que eu sempre tento fazer, se eu tivesse tentando pegar ônibus e tivesse 60 anos ia ficar bem p. da vida também. Até entendo aquela senhora, coitada… Mas foi necessário fechar a Paulista sim.

Você protestava pelo direito de poder fumar maconha livremente na USP, como disse aquela senhora e tantos outros?

Não, imagina… Não dá pra termos uma lei dentro e outra fora do Campus. Mas acho que a descriminalização é o futuro, diminuiria ou resolveria o problema. O mundo todo está voltado para uma nova visão na questão das drogas, o plantio caseiro reduziria o poder do tráfico, há muitos políticos falando disso. Mas essa é uma outra discussão.

Você é filiado a algum partido político?

Não! Brasil Unido Governa sem Partido [repete uma das palavras de ordem da manifestação]. A corrupção começa com os partidos políticos e o financiamento de campanhas. Sou pela diminuição do Legislativo. Esse sistema bilionário de assessores, verbas e imunidade parlamentar não é eficiente e tem que mudar já!

E o que você acha de tudo que aconteceu na USP recentemente?

Pra começar, falta segurança em qualquer lugar, e é inadmissível os roubos no campus e a morte de um aluno. A entrada da PM foi uma atitude emergencial, mas deveria ter sido avisado antes, e combinado, ter data marcada data pra sair. Isso porque a PM lá dentro, segundos os alunos, não ajuda em nada. Enfim… PM numa universidade? Isso é um absurdo, não existe!

E você estuda ou já estudou na USP?

Não, nunca estudei. Mas, por conta de eventos de teatro, já fui várias vezes à USP, UFRJ, UFBA, Federal de Sergipe e algumas particulares. Mas estudei Artes Cênicas numa particular daqui de São Paulo, a Universidade São Judas Tadeu.

Se você não é estudante da USP, por que foi ao ato?

Passei ali perto por acaso, conhecia a questão e acabei indo. Acho uma causa nobre sim! Diferente da maioria dos paulistanos… Fui no protesto contra o código florestal e Belo Monte, sou contra a corrupção do sr. Kassab na Prefeitura… Estamos vivendo um caos no Brasil e no mundo, não falta motivo para protestar: tem problema no preparo da Copa, quedas de ministros, um coronel assassino no massacre do Carandiru assumindo o comando da Rota… Estamos perdidos e a população não tem coragem de fazer nada, só fica acomodada assistindo suas TVs criticando quem está nas ruas tentando mudar algo. Lamentável.

via Falha faz a reportagem que a Folha não fez | Viomundo – O que você não vê na mídia.

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Aula de Democracia na Paulista (comentário de Vinícius Marques no Facebook)

COMENTÁRIO SOBRE A MANIPULAÇÃO DA IMPRENSA:

Hoje abro o Estadão e sem surpresa constato mais uma vez a rotina de manipulação pela mídia das informações referentes ao movimento estudantil pela Democracia na Universidade:

1) A “Aula de democracia”, que foi o título da passeata na Paulista e do Ato Público no MASP simplesmente foi ignorado – não foi mencionado!; o jornalista afirma que foi um “protesto contra o que eles chamaram de ‘falta de democracia na Universidade'”.

2) Não se menciona que se tratou de um protesto coordenado com alunos de outras universidades em toda a América Latina em favor da Educação gratuita de boa qualidade e contra a privatização, precarização e mercantilização da educação.

3) Foram estimados “cerca de 700 estudantes” pelo jornal, enquanto a PM estimou 1.000 e os organizadores 3.000 (me corrijam se esse número estiver errado).

4) O jornal, em box de destaque, afirma de modo enganoso que “A maconha levou à manifestação”, sendo que isso não foi nem pauta do Ato.

5) Só se fala da presença de estudantes da USP, e não se menciona a presença de alunos de outras universidades, sindicatos, Movimento LGBT, Movimento dos Catadores de Rua, Ocupa Sampa, além de visitantes de sindicatos e organizações estrangeiras, entre outros.

6) Se afirma que a manifestação durou duas horas, quando na verdade ocorreu das 15:30 às 18:30 na avenida, e depois até as 21:00 hs no vão livre do MASP. Definitivamente, está faltando um movimento contra a mídia manipuladora no Brasil.

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Antonio Candido: USP trouxe revolução cultural e social
TERÇA, 23 DE JUNHO DE 2009
Na exposição feita no Ato de Protesto contra a invasão policial no campus da USP, o crítico literário e professor emérito da USP Antonio Candido fez várias referências aos primeiros tempos da universidade.A imprensa noticiou com grande destaque a presença de Antonio Candido no Ato, até mesmo os órgãos que se posicionaram favoravelmente à presença da polícia no campus. Este mesmo noticiário não deu, no entanto, a essa parte da sua fala o destaque que ela merece.

Considerando a relevância das referências desse grande intelectual aos primeiros tempos da USP para a retomada do sentido maior de uma universidade pública, o Correio da Cidadania obteve de Antonio Candido um depoimento exclusivo, que os leitores podem acompanhar a seguir.

‘Fui ao ato com uma finalidade precisa: associar-me aos protestos contra a invasão, mesmo porque, quanto ao restante, não concordo com algumas palavras de ordem do movimento grevista.

Falei de improviso, informando que o fazia como diplomado de uma das primeiras turmas da Faculdade de Filosofia (a 6ª, para ser exato), com o propósito de lembrar aos estudantes alguns traços que me parecem importantes na história da instituição, a fim de combater certo pessimismo injustificável com relação a ela, em particular, e à USP, em geral. O objetivo foi dar subsídios para o que a meu ver é o mais importante e virá depois do movimento grevista, isto é, a reflexão e a ação destinadas a solucionar os seus graves problemas.

Neste sentido, mencionei dois fatos que me parecem positivos na sua tradição. Primeiro, que na USP começaram, em nosso país, a pesquisa e o ensino em nível superior das disciplinas denominadas humanas, coisa que não havia antes: filosofia, sociologia, história, estudos literários etc. Foi uma verdadeira revolução cultural, que entre muitas outras coisas abriu para as mulheres as portas da formação universitária, graças sobretudo à Faculdade de Filosofia. Pensando no papel crescente da mulher em todos os setores da vida social, é fácil avaliar a importância desse fato.

Em segundo lugar, mencionei que o ensino das disciplinas humanas em nível universitário ampliou sensivelmente o campo dos estudos sobre a sociedade brasileira. Antes, estes focalizavam sobretudo a elite social, como se vê nas obras de Oliveira Viana e Gilberto Freyre. Com a Escola de Sociologia e Política e a Faculdade de Filosofia da USP, passaram a ser estudadas também as classes subalternas.

Isso contribuiu para democratizar as atitudes mentais, o que ilustrei com a minha experiência pessoal, pois nos anos de 1930 e 1940 cursei, além da Faculdade de Filosofia, a de Direito. Pela sua própria natureza, esta formava tradicionalmente os quadros dirigentes da nação, de maneira que os estudantes, independentemente da sua origem social, saíam com uma visão de classe dominante, enquanto na de Filosofia ocorria algo diferente: fosse qual fosse a sua origem, os diplomados saíam com um senso mais vivo da existência e dos problemas das classes dominadas. A minha tese de doutorado, por exemplo, não foi sobre o fazendeiro, mas sobre o parceiro rural. A essa tendência dei faz muito tempo a designação insatisfatória (não encontrei outra melhor) de “radicalidade de classe média”, para sugerir que não se tratava de socialismo nem de revolução, mas de consciência mais aguda a respeito dos problemas sociais, devido à análise efetuada pelas disciplinas humanas.

Terminei (aí, como socialista) dizendo que os jovens deveriam ter sempre em mente a busca de maior igualdade e justiça social. Curiosamente, houve quem visse nessas considerações e no protesto contra a invasão policial do campus uma apologia à violência’.

Antonio Candido: USP trouxe revolução cultural e social