Demorou, mas aconteceu!


Olá!

Cá estou novamente…pensei em aposentar este blog (eufemismo para: fechá-lo), mas dando uma olhadinha por aqui percebi que tem coisas bacaninhas, além das bobagens! hahahhahah E, por incrível que pareça, ele ainda é meu blog que recebe mais tráfego! Digo “por incrível que pareça” porque não escrevo mais aqui desde janeiro de 2014 (aquele post de outubro não conta…).

…deve ser o número de palavras-chave despudoradas 😉 hahahahahahah

Enfim, o fato é que abandonei este blog quando o espaço para imagens acabou (me recuso a pagar uma anuidade para o WordPress só pra poder colocar meus amados wallpapers!), aí eu reativei meu blog antigo

Fiore Rouge, de 2005 e abri mais um (Another Aurora), só de imagens. Acontece que o espaço no Fiore Rouge foi para as cucuias também!!! Já faz meses, aliás…mas ele é meu xodó, mais do que o Janus. Então, apesar de receber poucos visitantes e não ter mais espaço para nada, continuarei ali. E no Aurora. Enquanto o Janus recebe mais visitantes, o Aurora tem mais seguidores. Não entendo a razão, mas tudo bem 🙂

Visitem ambos, caso tenham interesse!!! Ah, e não se esqueçam também do meu blog sobre o Andre Matos

 

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Watch Robert Altman’s long-lost short film, Modern Football


As great moviemakers go, Robert Altman was a late bloomer, making his name with his fifth feature film, M*A*S*H, when he was in his mid-forties. But he didn’t suddenly appear out of nowhere. Before making his first low-budget movie The Delinquents in 1957 and settling in for years of journeyman work in television, Altman churned out several short industrial films starting in 1949. Most of this stuff is lost to history, but now Altman completists can check out one of his earliest works below, the 1951 Modern Football, an educational sports documentary co-sponsored by Wheaties and Wilson Sporting Goods.

Filmmaker and archivist Gary Huggins—a director with his own Kickstarter-funded feature in the works—impulsively bought his discovery along with a bunch of similar instructional films at a flea market in Altman’s hometown of Kansas City. Huggins didn’t know what he had until he finally got around to looking at the movie and recognized the director’s face in a shot. The seeds of Altman’s later greatness may not be readily apparent in Modern Football, but it’s a well-made, fascinating curio—and with its stiff line readings and period haircuts and fashions, ripe material for some Mystery Science Theater 3000 riffing. [via SF Weekly]

Men can stop rape.Los hombres pueden prevenir la violación. Contre le viol.


If you’re an English speaker, visit http://www.mystrength.org

Si hablas español, visite http://www.mifuerza.org

Si vous êtes francophone, vous pouvez aller ici et signer la pétition: http://www.contreleviol.fr/

Cientistas descobrem um quarto exoplaneta potencialmente habitável


Uma equipe internacional de astrônomos anunciou nesta quinta-feira a descoberta de um novo exoplaneta potencialmente habitável, elevando para quatro o número de planetas situados fora de nosso sistema solar detectados pela comunidade científica.

“Este planeta rochoso é o novo e melhor candidato para manter água em estado líquido em sua superfície e pode abrigar vida tal qual nós a conhecemos”, explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalha na Carnegie Institution for Science, em Washington.

Este planeta (GJ 667Cc) está em órbita em torno de uma estrela batizada de GJ 667C, situada a cerca de 22 anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9.460 trilhões de quilômetros).

Ele contorna a sua estrela em 28 dias e tem uma massa mínima 4,5 vezes a da Terra. É também cerca de 50% mais pesado que o nosso planeta.

O planeta se encontra a uma distância de sua estrela em uma “zona habitável”, onde as temperaturas não são nem muito quentes nem muito frias, permitindo que a água permaneça em estado líquido.

Os pesquisadores também descobriram indícios que levam a crer que pelo menos um outro exoplaneta, talvez até três, estão em órbita na mesma estrela.

O manuscrito será publicado na internet no site arxiv.org/archive/astro-ph.

Os astrônomos utilizaram dados públicos do Observatório Europeu Austral (ESO) no Chile que analisaram de acordo com um novo método.

Eles incorporaram medidas efetuadas com os telescópios do Observatório Keck no Havaí

via Cientistas descobrem um quarto exoplaneta potencialmente habitável – 02/02/2012 – Ciência e Saúde – AFP.

Prevenção do Aquecimento Global


Trago aqui a tradução de um comentário de Ian Campbell Cree submetido em 16 de junho de 2009 no blog do http://wilderness.org a respeito do aquecimento global.

“A seguir, veja o que seria necessário para a prevenção do aquecimento:

A MAIORES medidas a respeito da prevenção do aquecimento global AINDA NÃO estão sendo feitas:

1. Pesquisa em estações Tidal Power: Litoral leste e oeste da América mostram forças quase ilimitadas das marés a mais de 6000 milhas.

A única estação, como no hemisfério ocidental está na Nova Escócia e que a província já produz 12% de sua energia elétrica proveniente de fontes renováveis.

Quase nada está sendo feito neste sentido nos E.U.A.

2. Portugal foi pioneiro no caminho para a liberdade plena de combustíveis fósseis, utilizando uma combinação de barragens para a energia hidroeléctrica, fazendas solares, parques eólicos e aproveitamento Wave Power (transporte de energia pela superfície das ondas do mar que gera energia) com “Sea Snakes” (Pelamis, o conversor de energia). Esses engenhosos catadores de energia de ondas, inventado na Escócia, medem 150 metros de comprimento e 3,5 metros de diâmetro.

Cada um deles produzem energia suficiente para abastecer cerca de 1500 LARES, gerando energia elétrica pelo movimento de seus 4 segmentos em dobradiças.

Um cabo ao longo do leito do mar carrega a energia de uma sub-estação na margem.

Portugal tinha uma meta em produzir 30% da sua electricidade a partir de fontes renováveis até 2010. Dois anos antes do previsto é de 42%!

[relatado na CBCnews em outubro de 2008, e também na ONU em 24 de outubro.]

A América precisa seguir isso, e rapidamente!

Precisamos mudar o mantra de “Drill baby Drill” (frase de blasfêmia criada como incentivo na política pelos americanos, que nem quero traduzir aqui…) para “Snake Baby Snake”

Onde estão os nossos “Sea Snakes”? O QUE ESTAMOS ESPERANDO?

3. Pesquisa em carros elétricos de baixo custo e de alta velocidade com baterias recarregáveis. Tesla já um excelente veículo, mas de elevado custo. Precisamos de carros elétricos baratos, poderiam ser feitos facilmente, e eliminariam TOTALMENTE a emissão de gases dos carros.

Qualquer fiança ou melhor, empréstimo, deveria ser apenas para a fabricação de carros elétricos – Agora é a hora! Já existem diversos veículos eléctricos no mercado. Uma vantagem de um carro elétrico é que ninguém  morre queimado se ficar preso no carro.

4. Prepare-se para lugares de recarga nos postos de atendimento e nos estacionamentos dos shoppings. Considere uma pickup elétrica através de um encaixe nas principais ruas das cidades (como os velhos bondes).

Agora uma nova pesquisa desenvolveu novas baterias com recarga rápida em 20 segundos. Estas pilhas de lítio de fosfato de ferro foram modificados para permitir que os elétrons viajem através de túneis no lítio em segundos. Estas baterias devem estar no mercado dentro de 3 anos.

5. Proibam imediatamente todas as novas estações de energia de carvão, e respectivamente todos os antigos. Proibam imediatamente todos as explosões nos topos das montanhas de mineração de carvão e toda a poluição industrial nos rios.

6. Proibam imediatamente quaisquer novas estações nucleares, e armas nucleares.

Iniciar a pesquisa de melhores formas de eliminação de resíduos nucleares. Os custos necessários para a construção de estações nucleares é impressionante e muito superior ao custo do desenvolvimento de energia dos ventos, das ondas, das marés, e energia solar.

Nós certamente não precisamos mais de Chernobil e Three Mile Islands, e resíduos nucleares não irão embora só porque queremos isso. É sábio que o transporte de resíduos nucleares são perigosos e estão sujeitos a acidentes! O horror da irradiação contínua dos habitantes das ilhas Marshall e de inúmeras mortes e doenças devastadoras vindos de testes nucleares de bomba a milhas de distância, e longe de um reconhecimento tranqüilizador que a terra continuará radioativa por 1500 anos não provê nenhuma razão por complacência em relação a acidentes de transporte, em depósitos de lixos em áreas vulcânicas, ou em usinas de energia, por eles mesmos!

Recentes revelações expuseram o fato de que o reator nuclear de Virgínia tinha sustentado vários acidentes, incluindo um em que um tanque de armazenamento derramou resíduos nucleares num terreno próximo de um rio e espalhou níveis perigosos de radiação no solo e no ar.

A maior área de limpeza ambiental no mundo em Hanford, Washington (uma forma fácil de produção de armas nucleares e a maior área nuclear contaminada nos E.U.A.) produziu mais de 53 milhões de litros de resíduos nucleares em tanques subterrâneos, quase 40% do que vazaram para o solo e água.

Estudos recentes sobre as populações de animais em torno do local da explosão do reator de Chernobyl revelou acentuada diminuição da população animal e numerosas anormalidades e deformidades.

Há ainda mais recentes revelações de que a radioatividade do desastre de Chernobyl ainda está poluindo os campos da Inglaterra a milhares de quilômetros, e os agricultores estão tendo restrições impostas em suas ovelhas devido a resistência de radioactividade da terra.

7. Iniciar a construção de parques eólicos e grandes fazendas solares (Os últimos são melhor situados nos estados desertos do sul).

Dinamarca demonstrou a viabilidade da construção de parques eólicos sobre o mar com turbinas suportadas por torres cravadas no fundo do mar. Mesmo agora, muito pouco está sendo feito a respeito, nos E.U.A..

8. Cuidadosa construção de barragens para hidrelétricas utilizam a tecnologia para evitar um impacto negativo sobre a fauna e abastecimento de água potável.

9. Acelerar o tempo requer aumento de métodos das milhas percorridas por veículos a gás. O encontro dos “Big Three” (os três maiores fabricantes de automóveis) mostraram um passo na direção certa, mas ficou aquém do alvo previamente determinado de 35 milhas por litro.

10. Plantando novas árvores e reduzindo o desmatamento da indústria madeireira. Revela que a maioria das florestas do sul estão em mãos privadas e sugere a necessidade de algumas negociações para proteger estas florestas.

11. Ajude as nações estrangeiras na necessidade de alcançar os objetivos acima.

‘Cap and trade’(programa criado para controlar a poluição) “não tem feito nada para reduzir os gases com efeito estufa, e é meramente um caminho mais fácil para as indústrias do carvão e de combustíveis fósseis.

Precisamos agir agora! O aquecimento global já está acontecendo! A ameaça de abastecimento de água inadequado já está acontecendo!

Determinações recentes têm projetado aumento substancial do nível do mar na área de Boston e Nova Escócia, do derretimento das geleiras na Groenlândia. Há todos as demais tolerâncias que ainda acreditam que as grandes catástrofes devido ao aquecimento global, não irão acontecer até 2050! ELAS JÁ ESTÃO ACONTECENDO BEM DEBAIXO DO NOSSO NARIZ!

Não deixe como numa tentativa única de conseguir um lugar. Big Oil (o petróleo) está nos segurando e arrastando-nos para baixo! Nós perdemos o nosso poder de inovação!

Podemos fazer isso? Yes we can! Si se puede!

Todas as alternativas acima dará emprego abundante e será mais do que suficiente para reativar a economia.

Por 8 anos temos administrado uma economia de cabeça pra baixo, que acumulou uma dívida tremenda nacional e internacional.

Tentativas recentes de relançar a economia por fianças descontroladas resultaram em fracasso inevitável e as consequências altamente previsíveis: A obra de doações dos contribuintes. Isto tem sido uma volta ao esforço anterior.

Para restaurar a economia, o PRIMEIRO OBJETIVO DEVE SER A CRIAÇÃO DE EMPREGOS: Trabalho produz produtos e ganha dinheiro. Para produzir produtos, materiais devem ser comprados e transportados, criando assim mais empregos. Transporte requer alimentação de combustível, óleo, manutenção e reparação de caminhões, vagões, trens, trilhos e estradas. Salários de todos esses trabalhadores pagam por comida das lojas e dos agricultores – mais trabalhadores e mais salários para gastar em aluguéis e hipotecas de baixo interesse em propriedades com preços baixos. Compra de imóveis exige agentes e advogados. Assim, o ciclo é reiniciado. Um estímulo ao impulso inicial pode ser necessário para iniciar a criação destes empregos e pode exigir uma adição inicial para a dívida nacional.

Foi um erro enorme permitir a Administração Bush de ter o controle total e secreto da fiança bancária, que deveriam ter sido sob o controle absoluto de um Conselho nomeado, e supervisionado pelo Congresso, resultado no dinheiro que está sendo jogado no buraco negro.

Ao contrário, usando uma fiança ou empréstimo para criar trabalho produziria fluxo de caixa. Uma vez que o fluxo de caixa é iniciado ele acelera e ativos acumulados liberados pagam por funcionários, e produtos. A liberação de recursos acumulados estimula o investimento e aumentos no valor das ações no mercado que

abastece. Novas empresas são abertas. Carros elétricos são produzidos e vendidos. Uma vez que a economia é restaurada, a dívida pode ser gradualmente liquidada.

A obra prevista pelos bancos, previsivelmente continua, enquanto o Congresso fica falhando como se não houvesse nada que pudesse fazer! Tudo o que precisa é um ideal!

Fornecer finanças em quantias mensais. Antes do pagamento do mês seguinte requer um certificado que o pagamento do mês anterior foi dado para X de Y:

Onde X é igual a uma lista de hipotecas de casa em seus preços reduzidos, e em uma taxa de juro reduzida de 1,9% para 2,9%. O proprietário da casa então reembolsa a conta.

Y é igual aos donos da casas e seus endereços.

A hipoteca é gradualmente paga em quantias pequenas durante um longo período.

Algumas propriedades podem ser alugadas por preços bem baixos, com a opção de comprar, dando preferência aos antigos proprietários. É muito melhor para ambos interessados do que permitir que propriedades barradas permanecam vazias e se deteriorem ou sejam vandalizadas.

POR QUE ISTO NÃO ESTÁ SENDO FEITO NO MUNDO?????

As mesmas medidas podem ser aplicadas para restauração de negócios corporativos, tais como a indústria automobilística. É simplesmente um método de forçar os bancos a abrirem seus cofres e colocar dinheiro inútil em circulação.

Os bancos devem ser obrigados a liberar seus bens armazenados por qualquer número de vezes, como colocar um limite máximo de investimentos acumulados. (Operação “Tight Fist”)

Os bancos que não respeitam os direitos dos trabalhadores ou tentam obstruir os sindicatos não seria dado finanças.

Aqueles que ocultarem a distribuição do primeiro TARP devem ser intimados e testemunharem sob juramento exatamente o que foi feito com este dinheiro. A América tem o direito de saber. 8 anos de sigilo é mais que suficiente.

O que você pensa?

Atenciosamente,

Ian Campbell Cree, MB (Hons.), MS, FRCS (Port. & C.), FACS, LRCP”

Tradução: Eliana Lara Delfino

Fonte: http://elianalara.wordpress.com/2010/02/21/prevencao-do-aquecimento-global/

Fonte da fonte 😛 http://wilderness.org/content/beyond-polar-bears-glimpse-many-species-threatened-global-warming

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Contra aquecimento, Nasa propõe meios para ‘esfriar’ a Terra

RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON

Uma ação abrangente para combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem reduziria o aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050, indica um novo estudo liderado pela Nasa (agência espacial americana).

Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.

Segundo o trabalho, publicado na revista “Science”, se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias (leia mais abaixo), combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.

O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão –grande fonte de poluição em países pobres– até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.

Combater a emissão desse gás, que também é subproduto da agropecuária, ajudaria os próprios produtores rurais, porque o metano estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, prejudicando a respiração das plantas.

A produção mundial de alimentos teria um incremento de 30 milhões a 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente por meio do combate ao metano.

“As colheitas seriam o fator do qual países como o Brasil mais se beneficiariam”, disse àFolha Drew Shindell, do Instituto Goddard, da Nasa, que liderou o trabalho.

“Em países como China e Índia, o principal benefício seria na saúde pública, porque o problema de poluição por fuligem é muito maior lá.”

DIPLOMACIA

Segundo Shindell, como a maior parte dos países que tendem a se beneficiar são também grandes emissores de fuligem e metano, uma política eficaz não iria requerer um acordo internacional como aquele que o planeta está buscando contra o CO2 (dióxido de carbono), principal vilão do aquecimento global.

“No caso do combate a essas outras substâncias, temos mais chance de progresso se ele for implementado por ações locais”, diz o cientista.

“Iniciativas globais, porém, podem estimular ações locais, como o financiamento de bancos de desenvolvimento para alguns projetos.”

Mesmo não tendo potencial de aquecimento no longo prazo, a fuligem contribui para a mudança climática, sobretudo quando se acumula sobre a neve e o gelo em regiões frias. De cor escura, ela atrapalha a capacidade da água congelada de refletir radiação para fora da Terra.

Já o metano é o gás-estufa mais forte, apesar de não ser o mais abundante.

O combate a esses dois poluentes, porém, não serviria como compensação para o atraso do planeta em reduzir as emissões de carbono.

“Se adiarmos mais o acordo do clima, mesmo acabando com todo o metano e a fuligem, veríamos um enorme aumento no aquecimento, causado só pelo CO2, na segunda metade do século.”

CONTRA O METANO

1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão
2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo
3. Reduzir vazamentos em gasodutos
4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa
5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações
6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco
7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas

CONTRA A FULIGEM

1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais
2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel
3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre
4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa
5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás
6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes
7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1033909-contra-aquecimento-nasa-propoe-meios-para-esfriar-a-terra.shtml

Soluções mágicas e ônibus superlotados


São Paulo deve adotar o pedágio urbano?

NÃO

Sobre a proposta, três pontos:

1) É uma medida equivocada.

De tempos em tempos, a possibilidade de adoção do pedágio urbano reaparece como solução mágica para a solução dos crescentes congestionamentos em São Paulo e outras cidades brasileiras. A medida visa restringir o acesso (não a circulação) de automóveis aos centros urbanos. Os exemplos são Londres, Milão e outras cidades europeias.

O que se omite é que essas cidades possuem amplos e eficientes sistemas de transporte público. Isto é, existem alternativas para o cidadão.

Não é nosso caso, em que as carências e deficiências do transporte público fizeram o carro representar metade dos deslocamentos diários.

Defensores do pedágio urbano reduzem a mobilidade urbana (e o planejamento) a uma questão de “mercado”: como o espaço no sistema viário é exíguo e não acomoda todos os veículos, a possibilidade de sua utilização tem algum “valor”. Assim, para usar o sistema viário da área central, o condutor terá de pagar. Mas quanto? (Em Londres, são R$ 25,00 por dia).

Atualmente, a atividade econômica predominante na cidade é a de comércio e serviços. Dada a complexidade territorial de metrópole, centenas de milhares de pessoas, por falta de alternativas, são levadas a empreender diversos deslocamentos diários por automóvel para viabilizar sua atividade profissional.

A liberação da circulação mediante pagamento, nas condições atuais, poderá, ao contrário do pretendido, estimular o uso do automóvel.

2) O pedágio urbano é uma medida preguiçosa e imediatista.

Antes de propor uma medida que pune o cidadão e alivia a pressão sobre o administrador público incompetente, é preciso percorrer um caminho longo e árduo, mas viável.

Por um lado, implantar um sistema de transporte público de qualidade e sustentável: novas linhas de metrô, modernização dos trens metropolitanos e mais corredores de ônibus, integrados operacional e tarifariamente numa grande rede.

Por outro lado, melhorar a gestão da circulação urbana, que abrange inúmeras políticas públicas. Por exemplo: a circulação segura de pedestres, ciclistas e motociclistas; a restrição ao uso do automóvel via restrição ou cobrança de estacionamento; e a restrição à circulação de veículos de carga, a partir de centros logísticos nas intersecções do Rodoanel com as rodovias e ferrovias.

Além disso, como convencer o contribuinte, asfixiado por impostos e taxas, a pagar o pedágio urbano?

Isso numa cidade onde, nos últimos seis anos, não se implantou um único metro linear de corredor de ônibus. Ou onde a implantação de uma linha de metrô demora de 15 a 20 anos, da concepção à operação.

Ou, ainda, num país onde se estimula a utilização do automóvel com a manipulação dos preços dos combustíveis, a pretexto de combater a inflação. E onde se concede, continuamente, benesses fiscais a uma indústria automobilística altamente lucrativa -e se estimula a aquisição de veículos com crédito abundante.

3) O pedágio urbano é uma medida elitista e excludente.

Imaginemos que o pedágio urbano começasse na próxima segunda ou em um ano. O que aconteceria?

Aqueles que pudessem e quisessem pagar circulariam sem restrições (não haveria rodízio), entupindo as vias, exatamente como agora. E contribuiriam, ainda, para abarrotar os cofres municipais ou os de um provável concessionário privado.

E quem não quisesse ou não pudesse pagar? Esses seriam remetidos, de imediato, a um sistema de transporte superlotado e lento (no caso dos ônibus). E como acomodar esses novos usuários involuntários do transporte público? Provavelmente, ficarão pendurados nas janelas e portas dos ônibus, como nas cidades africanas. Ou, então, no teto dos trens, como ocorre na Índia.

JAIME WAISMAN, 67, doutor em engenharia de transportes pela USP, é professor da Escola Politécnica da USP e consultor na área de transportes e mobilidade urbana

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/46301-solucoes-magicas-e-onibus-superlotados.shtml

Deprimente….mas compreensível


Quase metade dos brasileiros aceita tortura de criminosos em alguns casos

Pesquisa do Núcleo de Estudos da Violência mostra que tolerância a agressões contra estupradores e traficantes subiu de 1999 a 2010

O número de pessoas que discordam claramente da tortura para obtenção de provas caiu de 71,2% para 52,5% entre 1999 e 2010. Isso significa que quase a metade dos entrevistados (47%) em 11 capitais brasileiras toleraria a violência contra suspeitos em determinados casos. Os números fazem parte da “Pesquisa nacional, por amostragem domiciliar, sobre atitudes, normas culturais e valores em relação a violação de direitos humanos e violência”, divulgada ontem pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP).

O estudo revela que aproximadamente um terço dos entrevistados defende ameaçar verbalmente, bater, dar choques, queimar com pontas de cigarro, ameaçar parentes e deixar sem água ou comida suspeitos acusados por crimes como estupro e tráfico de drogas, por exemplo.

Para a coordenadora da pesquisa, Nancy Cardia, isso mostra que as pessoas não acreditam na prisão como uma forma de reabilitar ou punir de forma eficaz quem cometeu um crime. “Aceitam a tortura não para a obtenção de provas, mas porque na verdade acreditam que é uma pré-punição. Apoiam por não acreditarem na pena de prisão, que apontam como nada mais do que um depósito de gente.”

Segundo a pesquisa, 50% das penas mais lembradas pelos entrevistados não estão no Código Penal. Entre elas estão prisão perpétua, pena de morte e prisão com trabalhos forçados. O levantamento aponta também que os jovens são os que escolhem a pena de morte com mais frequência – de forma geral, é considerada inaceitável por 51% dos entrevistados.

Coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo, Daniela Skromov diz que a queda no número de pessoas que discordam claramente de tortura como método de investigação é preocupante. “Tem um pouco a ver com a moda de que o bacana é ser flexível, como se isso implicasse abrir mão de valores fundamentais.”

Nas capitais pesquisadas, houve também uma melhora na avaliação positiva das instituições de segurança pública. A Polícia Militar, por exemplo, foi apontada como boa ou muito boa por 38,7% das pessoas em 2010 – eram 21,2% em 1999.

Em contrapartida, caiu o porcentual dos que discordam totalmente que a polícia possa “invadir uma casa” (de 78,4% para 63,8%), “atirar em um suspeito” (de 87,9% para 68,6%), “agredir um suspeito” (de 88,7%, para 67,9%) e “atirar em suspeito armado” (de 45,4% para 38%).

Vítimas. Houve entre os pesquisados diminuição no porcentual daqueles que ficaram expostos diretamente à violência, mas cresceu o número dos que testemunharam ou ouviram de pessoa próxima casos de violência. Também foi maior em 2010 a quantidade de entrevistados que disseram ter presenciado em seus bairros uso de drogas, prisão, assalto e agressão, em comparação com 1999.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,quase-metade-dos-brasileiros-aceita-tortura-de-criminosos-em-alguns-casos-,882485,0.htm

42% acham ‘justificável’ governo censurar a mídia

Para pesquisadora, esperava-se que após 30 anos de redemocratização País já tivesse avançado nesse tipo de questão

A pesquisa desenvolvida pela Núcleo de Estudos da Violência (NEV) mostra também que a grande maioria dos entrevistados considera inaceitável a violação dos direitos de manifestação (86,5%) e da liberdade de os meios de comunicação criticarem o governo (81,4%). Porém, quando questionados especificamente a respeito de alguns pontos, 42,1% concordam totalmente ou em parte que é justificável que o governo censure a imprensa e 40% aceitam que pessoas sejam presas por posições políticas, com a finalidade de manter a ordem social, como acontecia no regime militar (1964-1985).

Para a coordenadora da pesquisa, Nancy Cardia, era esperado que, quase 30 anos depois do processo de redemocratização, o País já tivesse avançado nesse tipo de questão. “De forma geral, vários indicadores têm melhorado, mas há vulnerabilidades que não desaparecem, há focos muito pouco democráticos que sobrevivem, como apoio à tortura, questões sobre dissidência política (opinião contrária à dos governantes) e liberdade dos meios de comunicação como cláusula pétrea. Esperava um maior consenso a respeito dessas questões, mas parece que é uma mudança muito lenta.”

A defensora pública Daniela Skromov aponta algumas causas para a existência de um “núcleo duro” de resistência aos avanços democráticos. “O retrocesso sempre ronda. A democracia não se dá por decreto, ela é uma vivência. Temos vivido tempos em que a participação e discussão públicas são raras. A cidadania se restringe atualmente ao voto. Não fizemos a transição democrática a contento, e essas opiniões refletem uma baixa participação cidadã.”

Segundo a pesquisa, 40,4% das pessoas ouvidas concordam que, para a segurança do governo, o País tem o direito de retirar a nacionalidade de alguém. O levantamento mostra também que 43% dos entrevistados apoiam que o País expulse quem tenha posições políticas que ameacem o governo.

A maioria dos entrevistados (64,9%) apontou também que “o Judiciário se preocupa demais com os direitos dos acusados”. A pesquisa ouviu 4.025 pessoas residentes em 11 capitais (entre elas Rio e São Paulo), com 16 anos ou mais, selecionadas pelo perfil demográfico, em 2010. / W.C.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,42-acham-justificavel–governo-censurar-a-midia-,882486,0.htm