Nas garras do Magnífico – Estadão


Shamere é uma sobrevivente do tráfico humano, um crime que afeta 50 mil pessoas nos Estados Unidos, segundo o Departamento de Estado. Elas estão nas ruas e bordéis das grandes cidades, nos campos de tomate da Flórida ou nas plantações de maçã do Estado de Washington, nas casas de famílias nos subúrbios americanos e nas de diplomatas e altos funcionários de organizações internacionais em Washington, D.C. A Organização Internacional do Trabalho fala em 12,3 milhões de pessoas traficadas no mundo inteiro. O lucro gerado é de US$ 31,7 bilhões por ano. Livre de impostos. Isso faz do tráfico de pessoas a terceira modalidade mais lucrativa do crime organizado internacional, atrás somente do tráfico de drogas e armas.

leia mais aqui: Nas garras do Magnífico – suplementos – aliás – Estadão.

Want to help? Quer ajudar?


http://www.humantrafficking.org/

http://www.traficodepessoas.org.br/

http://www.actionaid.org.br/

http://www.actionaid.org

http://msf.org/

http://msf.org.br/

http://www.locksoflove.org/

http://sites.google.com/site/doesuasmolduras/Home

http://www.foodtodonate.org/

http://www.unicef.org.br/

http://www.unicef.org/

http://www.unodc.org/unodc/index.html (United Nations Office on Drugs and Crime)

http://www.unodc.org/southerncone/pt/

“Assumindo uma postura firme contra o tráfico de pessoas, especialmente contra o tráfico de crianças, no setor de turismo, os líderes de duas agências das Nações Unidas se comprometeram em acabar com este flagelo oculto por meio de esforços conjuntos. Yury Fedotov, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), e Taleb Rifai, secretário-geral da Organização Mundial para o Turismo (UNWTO), também pediram uma ação global concertada em todos os níveis da sociedade.

“Hoje, as nossas duas organizações transmitem uma mensagem forte para o mundo de que nós não faremos parte das atividades que exploram mulheres e crianças”, disse Fedotov, durante a 21ª Comissão das Nações Unidas sobre Prevenção do Crime e Justiça Criminal (CCPCJ).

“Estamos aqui para reiterar o compromisso do setor do turismo no combate ao tráfico de pessoas, uma afronta inaceitável aos direitos humanos e à dignidade, e para estabelecer passos claros para uma cooperação mais estreita na luta contra um dos crimes mais terríveis de nossos tempos”, disse Rifai.

Na segunda-feira, o UNODC e a UNWTO assinaram um memorando de entendimento para intensificar a cooperação contra essa forma de exploração. As duas organizações vão trabalhar juntas em áreas de interesse mútuo, incluindo a compra ilegal de artefatos culturais, o reforço de políticas contra a corrupção no setor privado e, crucialmente, na prevenção ao tráfico de seres humanos no setor do turismo.

Estarrecedores 1 bilhão de turistas, ou uma em cada 7 pessoas no mundo, vai viajar para o exterior – e o setor está se expandindo. Enquanto essa expansão gera crescimento econômico, criação de emprego e desenvolvimento há evidências de que a infraestrutura do turismo também está sendo utilizada para a exploração e o tráfico de pessoas – as crianças são especialmente vulneráveis.

As vítimas do tráfico são frequentemente escravizadas para propósitos sexuais, mas também podem ser encontradas em cozinhas ou pensões, restaurantes e bares. A infraestrutura do turismo pode, ainda, criar mercados para a mendicância forçada e com fins de exploração, bem como para a venda ambulante. Inclusive os órgãos de vítimas do tráfico são utilizados atualmente para atrair pessoas que precisam de um transplante.

O setor do turismo pode e deve ter um papel vital na prevenção ao tráfico de pessoas relacionado ao turismo, incluindo a exploração sexual, disse Fedotov. Códigos de conduta para companhias de turismo têm sido desenvolvidos – com base no Código Global de Ética para o Turismo aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2001 – e leis têm sido promulgadas para permitir o julgamento, no país de origem, de turistas que se envolvem em condutas sexuais com crianças. Estes esforços devem ser reforçados e desenvolvidos, acrescentou.

Na Índia, por exemplo, o Ministério do Turismo, o UNODC, o setor privado e a organização Save the Children juntos desenvolveram e adotaram um Código Nacional de Conduta para o Turismo Seguro e Honorável, com base no Código Global. Hoteleiros e operadores turísticos se comprometeram em seguir o Código para se certificar de que ninguém envolvido na indústria hoteleira seja forçado a usar drogas ou seja explorado sexualmente. O modelo está pronto para ser replicado em outros países.

O UNODC também implementa o Projeto Infância (Project Childhood), uma inciativa de quatro anos financiada pela Austrália que combate a exploração sexual de crianças em quatro países do sudeste asiático – Camboja, Laos PDR, Tailândia e Vietnam – focando o turismo na sub região do Grande Mekong.

Empresas hoteleiras estão implementando campanhas de conscientização e oferecendo treinamento vocacional para vítimas do tráfico de pessoas. O Marriott International, por exemplo, tem adotado uma abordagem abrangente em relação a esse tipo de abuso dos direitos humanos por meio de compromissos com políticas e treinamento de pessoal. O Marriott implementa programas de sensibilização da comunidade nos quais ajuda jovens vulneráveis, incluindo vítimas de tráfico de seres humanos resgatadas, oferecendo oportunidades de uma nova via e treinamento nos seus hotéis.”

Informações Relacionadas:

UNODC e o tráfico de pessoas