Paisagens 2


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English: fall leaves wallpaper, fall season wallpapers, fall wallpaper hd, fall colors wallpaper, fall harvest wallpaper (Photo credit: Wikipedia)

Como não dá mais para postar figuras aqui (exceto as que já salvei como rascunho), coloquei diversos papeis de parede no meu outro blog, confiram…

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Given the fact that I can no longer post images here (except for those that have already been saved as drafts), I have posted several wallpapers in my other blog, check them out in the links above!

Uma…folheta ou borbolha?!?


Algo muito engraçado aconteceu ontem conosco: estávamos no quintal – fim de tarde, aquele mormaço gostoso, meu pai na rede, minha mãe lendo no banco de pedra, a cachorra indo e vindo agitada, e eu zanzando entre a cozinha (nossa, que sede esses dias!) e eles. Numa determinada hora, eu e meu pai resolvemos dar uma olhadinha nas orquídeas – recentemente ele dividiu um pé de orquídea que estava enorme e a amarrou em outro lugar, e fomos ver como estava…de repente vejo uma…folha?? Nada mais normal do que ver folhas quando se está num jardim! hahahahahah

Vão me chamar de retardada, mas achei tão bizarra aquela folha específica, não era para ela estar ali!!!! 😉 Comecei a apontar maravilhada e meu pai não entendeu nada! Depois de esperar algum tempo para ver se ele ia se tocar, e vendo que não se tocava, finalmente apontei novamente e disse que era uma borboleta. Só faltou ele me mandar pro hospício *rs* Comecei a dar muita risada, mas ao mesmo tempo queria muito ir pegar minha câmera para tirar fotos daquela borboleta tão diferente. Nisso minha mãe chegou e viu também, adorou tanto quanto eu, mas meu pai continuava “boiando” “ONDE? ONDE?????” “Aquiiii, óóó!!” e ele dizendo teimosamente que não passava de uma folha, afinal, até “cabinho” tinha *risos* Ele queria dar um peteleco na pobre coitada para nos provar que era uma folha…e eu querendo pegar a máquina, mas com receio de que ele fosse espantar a bichinha! Nota 10 de camuflagem para essa borboleta! 😀 Só não dou 11 porque meus olhos, apesar de ceguinhos, conseguiram percebê-la mesmo em seu habitat natural 😉

[Bom, no final das contas consegui filmar e tirar fotos. É uma pena que minha câmera seja uma dessas bem porcaria…:( Sai de foco o tempo todo, distorce as cores absurdamente e só tem 4X de zoom 😦 Se meu irmão tivesse aqui, teria tirado fotos maravilhosas!!!!! Pelo menos uma dessas fotos que achei aqui na net foi tirada com uma câmera decente, e dá para ver em detalhes :)]

Não conformado, e mais descrente que São Tomé *rsrsrs* meu pai teve que botar o dedo na bichinha…como era de se esperar, ela saiu voando, óbvio! Mas nos deu um susto! hahahaha O legal foi que ela continuou voando ao nosso redor, e foi parar numa outra árvore do nosso jardim. E eu continuei tentando filmar e tirar foto, LÓGICO!  Não podia perder a oportunidade, nunca vi nada igual, e nem tão “exótico” assim…talvez seja caipirice de menina da cidade, mas fiquei encantada e abismada com essa borboleta que parecia mais folha que as folhas das nossas plantas 😛 hahahahha

E ó, só para deixar registrado, meu pai, apesar de morar aqui na “cidade grande” há décadas, nasceu e morou metade da vida dele no campo e nunca tinha visto uma. Portanto…se sou caipira da cidade, sou tão caipira quanto o caipira real 😛

Enquanto estou carregando o(s) vídeo(s) (depois vou ver se saíram bons, razoáveis ou horríveis), fui pesquisar e parece que é uma espécie bastante “normalzinha” pelo jeito…mas sinceramente, nem sabia da existência disso – assim como não sabia da planta que dá ovo! (sim, meu pai viu um pé de ovo na feira e a comprou – foi a outra situação recente em que me senti abestalhada/criança de novo! hahahhaah)

Vídeos que fiz: 

EDITADO: hoje ela ainda estava aqui!! Agora, com bastante sol, ela voou bem baixinho e pousou, deu pra ver que ela é laranja por dentro, e por fora aquele marrom-folha 🙂

Incluí umas fotos da borboleta-folha que achei na internet…tem uma inclusive que é verde! Ela parece folha de parreira hahahahha 😛

Borboleta-folha
Quando suas asas estão abertas, a borboleta-folha é uma verdadeira explosão de cores. Mas quando o bichinho fecha as asas, sua camuflagem acontece: ela fica idêntica a uma folha morta. Elas vivem em áreas florestais na região de Madagascar e Nova Guiné [e pelo jeito aqui em SP e no RJ também!].

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Ah, quer saber? Vou aproveitar e colocar fotos de borboletas bonitas em geral (e de quebra um inseto-folha também, pronto!) 😛 Mas outro dia publico wallpapers de borboleta…achei aqui:

Borboleta transparente
Conhecida também como “asas-de-vidro”, como seu nome diz, suas asas são transparentes e o tecido entre as veias parece vidro. Podem ser encontradas no México.

Mariposa lunar
Tecnicamente é uma mariposa, mas não deixa de ter um padrão incrível.

Borboleta 88
O padrão diferente de suas asas deu a ela esse nome. As listras formam claramente o número 88. Elas vivem por aqui, no pantanal brasileiro.

Borboleta coruja
Essa, com certeza, você já viu em fotos. Suas asas possuem olhos muito similares ao de uma coruja. Elas normalmente são muito grandes e sua envergadura pode chegar a 16 centímetros. Vivem na América do Sul e na América Central.

Borboleta Rainha Alexandra [credo, olha só essa descrição!! cruel, hein :P]
É a maior borboleta do mundo e sua envergadura pode chegar a 30 centímetros. Quando está na fase de larva, ela come plantas venenosas e, quando passa pela metamorfose, ela própria fica venenosa e um predador que a coma vai passar mal. Vive em florestas tropicais em Papua Nova Guiné.

Esmeralda cauda-fina
Uma das poucas borboletas verdes do mundo, conhecida pelo formato de sua cauda e pela sua cor vibrante. É encontrada no sudeste da Ásia.

Borboleta zebra
Possui longas asas com listras amarelas e chamativas. Pode habitar diversos ambientes, desde florestas até jardins. É comum na Flórida e é considerada a borboleta – símbolo do estado.

Borboleta branca camuflada
Uma borboleta tropical que vive no México e nas Índias Ocidentais. Possui uma série de “olhos” na parte inferior das asas.

Borboleta-pavão
Outra que você, provavelmente, já viu em fotos. É conhecida pelos “olhos” violetas e chamativos que possui nas asas.

Borboleta branca da madeira
Conhecida pela sua aparência delicada e pelo seu tom branco-creme com veias cinzentas.

Borboleta mórmon
Papilio memnon é uma grande borboleta com cores contrastantes, bastante comum no sul da Ásia. As fêmeas conseguem se camuflar com bastante facilidade.

Borboleta “estranha”
Uma estranha borboleta ainda sendo pesquisada, encontrada no nordeste do Brasil.

Puxa, essa aí é lindona, hein! Será que já descobriram mais a respeito dela e a nomearam? Alguém sabe?

Falha faz a reportagem que a Folha não fez – O que você não vê na mídia


(…) Uma senhora mostra o dedo médio para um rapaz de bicicleta, sem camisa, que parece lhe pedir calma. Foto de capa da Folha de S.Paulo de 25/11/11, a imagem era da passeata dos estudantes na USP na avenida Paulista que havia acontecido no dia anterior. Mais de 5 mil pessoas tomaram a via para pedir, entre outras reivindicações, a saída da PM do Campus e o afastamento do reitor João Grandino Rodas.

A imagem espalhou-se pela internet rapidamente e retrata, de certa forma, o racha na cidade em torno dessa discussão que mistura estudantes da USP, invasão da reitoria, liberdade, polícia e preconceito.

(…)

A fAlha achou Guilherme Folco, protagonista da foto. Diferentemente do que a Folha disse, não é estudante da USP, mas acha a discussão importante e por isso foi lá. Guilherme também trabalha, ao contrário do que afirmam centenas de comentários na internet – apesar de que, na opinião deste blog, o fato de a pessoa trabalhar ou não nada tem a ver com seu direito de protestar.

Quando vi ela assim xingando todo mundo fui lá explicar que se tratava de um protesto para pedir a mudança do reitor, que falta diálogo com a reitoria, que o orçamento de R$ 3,6 bilhões da USP é suficiente para garantir a segurança sem depender da PM… Enfim, ela não escutou e só gritava “Vocês só querem fumar maconha, não querem estudar! Têm que sair e dar a vez pra outro!”. Fiquei mal de ver como é tão superficial o pensamento geral… eu só queria falar que ela estava equivocada, sendo mal influenciada… eu tentava argumentar que aquilo não era um “ato de vagabundo que queria fumar cannabis”, como ela dizia, aos gritos loucos.

O que será que a deixou tão brava?… Ela era motorista, moradora da região?

Não sei, de repente tava atrasada… vai ver ela assistiu Datena e o Jornal Nacional e chegou à mesma conclusão que a maioria dos paulistanos chega. É lamentável, mas entendo… se eu estivesse no ponto esperando o ônibus, de repente iria ficar puto também. E pode ser que a ela só reste assist ir TV, mas e aos jovens que se voltam contra os alunos e aprovam a ação da PM? Isso sim é muito triste!

(…)

fiquei triste de saber que eu tava ali botando a cara pra bater literalmente enquanto todos contra o movimento são acomodados. Me preocupei de verdade quando entrei na internet na manhã do dia seguinte e já tinha 469 compartilhamentos da notícia no Facebook [fora quem compartilhou só a foto etc] cheios de comentários rasos e reacionários, como se a causa dos outros não fosse a sua também. Ninguém quer sair da zona de conforto, mas isso tem que mudar, né?

Muita gente disse que você é vagabundo e não trabalha por estar numa manifestação numa quinta à tarde…

Eu trabalho! Hoje mesmo daqui há pouco [domingo] estou indo trabalhar. Sábado trabalhei o dia todo num evento, e geralmente descanso na segunda. Faço meus próprios horários e às vezes tenho janelas em horários durante o dia, como na tarde da manifestação. Eu tinha acabado de fazer dois testes para publicidade, um de manhã e outro à tarde, quando encontrei com um pessoal seguindo pra lá. Como é uma causa que me interessa, engrossei o caldo.

E você usa bicicleta sempre?

Só não uso se preciso levar muita bagagem. Senão, to sempre de bicicleta, máscara contra poluição e capacete. Naquele dia estava indo da Mooca pra Vila Mariana. De carro eu levaria quase meia hora a mais. Bike é o futuro! Temos que nos impôr na faixa da direita, fazer com que os carros desviem e não te atropelem. Há um medo geral pela violência dos motores, arrancadas, freadas e noticiários sanguinolentos, mas dá pra pedalar em São Paulo sim, é só se acostumar.

O que você acha de interromper o trânsito na Paulista? Isso foi muito criticado…

Foi necessário, para haver um conhecimento geral da questão, mesmo que estejam levando para um lado negativo e pejorativo. É assim que se protesta, com um mínimo de provocação e fechamento da rua, pacificamente. Achei bem organizado e bem humorado, tinha até a “tropa rosa choque” [sátira a tropa de choque da PM]. Mas, vendo por outro lado, o que eu sempre tento fazer, se eu tivesse tentando pegar ônibus e tivesse 60 anos ia ficar bem p. da vida também. Até entendo aquela senhora, coitada… Mas foi necessário fechar a Paulista sim.

Você protestava pelo direito de poder fumar maconha livremente na USP, como disse aquela senhora e tantos outros?

Não, imagina… Não dá pra termos uma lei dentro e outra fora do Campus. Mas acho que a descriminalização é o futuro, diminuiria ou resolveria o problema. O mundo todo está voltado para uma nova visão na questão das drogas, o plantio caseiro reduziria o poder do tráfico, há muitos políticos falando disso. Mas essa é uma outra discussão.

Você é filiado a algum partido político?

Não! Brasil Unido Governa sem Partido [repete uma das palavras de ordem da manifestação]. A corrupção começa com os partidos políticos e o financiamento de campanhas. Sou pela diminuição do Legislativo. Esse sistema bilionário de assessores, verbas e imunidade parlamentar não é eficiente e tem que mudar já!

E o que você acha de tudo que aconteceu na USP recentemente?

Pra começar, falta segurança em qualquer lugar, e é inadmissível os roubos no campus e a morte de um aluno. A entrada da PM foi uma atitude emergencial, mas deveria ter sido avisado antes, e combinado, ter data marcada data pra sair. Isso porque a PM lá dentro, segundos os alunos, não ajuda em nada. Enfim… PM numa universidade? Isso é um absurdo, não existe!

E você estuda ou já estudou na USP?

Não, nunca estudei. Mas, por conta de eventos de teatro, já fui várias vezes à USP, UFRJ, UFBA, Federal de Sergipe e algumas particulares. Mas estudei Artes Cênicas numa particular daqui de São Paulo, a Universidade São Judas Tadeu.

Se você não é estudante da USP, por que foi ao ato?

Passei ali perto por acaso, conhecia a questão e acabei indo. Acho uma causa nobre sim! Diferente da maioria dos paulistanos… Fui no protesto contra o código florestal e Belo Monte, sou contra a corrupção do sr. Kassab na Prefeitura… Estamos vivendo um caos no Brasil e no mundo, não falta motivo para protestar: tem problema no preparo da Copa, quedas de ministros, um coronel assassino no massacre do Carandiru assumindo o comando da Rota… Estamos perdidos e a população não tem coragem de fazer nada, só fica acomodada assistindo suas TVs criticando quem está nas ruas tentando mudar algo. Lamentável.

via Falha faz a reportagem que a Folha não fez | Viomundo – O que você não vê na mídia.

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Aula de Democracia na Paulista (comentário de Vinícius Marques no Facebook)

COMENTÁRIO SOBRE A MANIPULAÇÃO DA IMPRENSA:

Hoje abro o Estadão e sem surpresa constato mais uma vez a rotina de manipulação pela mídia das informações referentes ao movimento estudantil pela Democracia na Universidade:

1) A “Aula de democracia”, que foi o título da passeata na Paulista e do Ato Público no MASP simplesmente foi ignorado – não foi mencionado!; o jornalista afirma que foi um “protesto contra o que eles chamaram de ‘falta de democracia na Universidade'”.

2) Não se menciona que se tratou de um protesto coordenado com alunos de outras universidades em toda a América Latina em favor da Educação gratuita de boa qualidade e contra a privatização, precarização e mercantilização da educação.

3) Foram estimados “cerca de 700 estudantes” pelo jornal, enquanto a PM estimou 1.000 e os organizadores 3.000 (me corrijam se esse número estiver errado).

4) O jornal, em box de destaque, afirma de modo enganoso que “A maconha levou à manifestação”, sendo que isso não foi nem pauta do Ato.

5) Só se fala da presença de estudantes da USP, e não se menciona a presença de alunos de outras universidades, sindicatos, Movimento LGBT, Movimento dos Catadores de Rua, Ocupa Sampa, além de visitantes de sindicatos e organizações estrangeiras, entre outros.

6) Se afirma que a manifestação durou duas horas, quando na verdade ocorreu das 15:30 às 18:30 na avenida, e depois até as 21:00 hs no vão livre do MASP. Definitivamente, está faltando um movimento contra a mídia manipuladora no Brasil.

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Antonio Candido: USP trouxe revolução cultural e social
TERÇA, 23 DE JUNHO DE 2009
Na exposição feita no Ato de Protesto contra a invasão policial no campus da USP, o crítico literário e professor emérito da USP Antonio Candido fez várias referências aos primeiros tempos da universidade.A imprensa noticiou com grande destaque a presença de Antonio Candido no Ato, até mesmo os órgãos que se posicionaram favoravelmente à presença da polícia no campus. Este mesmo noticiário não deu, no entanto, a essa parte da sua fala o destaque que ela merece.

Considerando a relevância das referências desse grande intelectual aos primeiros tempos da USP para a retomada do sentido maior de uma universidade pública, o Correio da Cidadania obteve de Antonio Candido um depoimento exclusivo, que os leitores podem acompanhar a seguir.

‘Fui ao ato com uma finalidade precisa: associar-me aos protestos contra a invasão, mesmo porque, quanto ao restante, não concordo com algumas palavras de ordem do movimento grevista.

Falei de improviso, informando que o fazia como diplomado de uma das primeiras turmas da Faculdade de Filosofia (a 6ª, para ser exato), com o propósito de lembrar aos estudantes alguns traços que me parecem importantes na história da instituição, a fim de combater certo pessimismo injustificável com relação a ela, em particular, e à USP, em geral. O objetivo foi dar subsídios para o que a meu ver é o mais importante e virá depois do movimento grevista, isto é, a reflexão e a ação destinadas a solucionar os seus graves problemas.

Neste sentido, mencionei dois fatos que me parecem positivos na sua tradição. Primeiro, que na USP começaram, em nosso país, a pesquisa e o ensino em nível superior das disciplinas denominadas humanas, coisa que não havia antes: filosofia, sociologia, história, estudos literários etc. Foi uma verdadeira revolução cultural, que entre muitas outras coisas abriu para as mulheres as portas da formação universitária, graças sobretudo à Faculdade de Filosofia. Pensando no papel crescente da mulher em todos os setores da vida social, é fácil avaliar a importância desse fato.

Em segundo lugar, mencionei que o ensino das disciplinas humanas em nível universitário ampliou sensivelmente o campo dos estudos sobre a sociedade brasileira. Antes, estes focalizavam sobretudo a elite social, como se vê nas obras de Oliveira Viana e Gilberto Freyre. Com a Escola de Sociologia e Política e a Faculdade de Filosofia da USP, passaram a ser estudadas também as classes subalternas.

Isso contribuiu para democratizar as atitudes mentais, o que ilustrei com a minha experiência pessoal, pois nos anos de 1930 e 1940 cursei, além da Faculdade de Filosofia, a de Direito. Pela sua própria natureza, esta formava tradicionalmente os quadros dirigentes da nação, de maneira que os estudantes, independentemente da sua origem social, saíam com uma visão de classe dominante, enquanto na de Filosofia ocorria algo diferente: fosse qual fosse a sua origem, os diplomados saíam com um senso mais vivo da existência e dos problemas das classes dominadas. A minha tese de doutorado, por exemplo, não foi sobre o fazendeiro, mas sobre o parceiro rural. A essa tendência dei faz muito tempo a designação insatisfatória (não encontrei outra melhor) de “radicalidade de classe média”, para sugerir que não se tratava de socialismo nem de revolução, mas de consciência mais aguda a respeito dos problemas sociais, devido à análise efetuada pelas disciplinas humanas.

Terminei (aí, como socialista) dizendo que os jovens deveriam ter sempre em mente a busca de maior igualdade e justiça social. Curiosamente, houve quem visse nessas considerações e no protesto contra a invasão policial do campus uma apologia à violência’.

Antonio Candido: USP trouxe revolução cultural e social