Fotos aéreas revelam extremos da paisagem da Islândia


Imagens feitas a quase 3 mil metros de altura pelo casal de fotógrafos Erlend e Orsolya Haarberg revelam os extremos da paisagem da Islândia.

Para fotografar de vulcões e águas termais à maior geleira da Europa, os dois escalaram montanhas, enfrentaram terrenos difíceis e viajaram em uma pequena aeronave.

“Tivemos de esperar dois meses por um dia que não estivesse nublado ou com chuva. Então, quando acordamos e vimos o sol, sabíamos que tínhamos que voar o mais rapidamente possível, antes que o tempo virasse”, disse Orsolya, que é norueguesa.

Seu marido Erlend tirou as fotografias aéreas, enquanto ela guiava o piloto do fundo do avião. Em cinco horas no ar, eles cobriram o país inteiro.

“Foi uma programação apertada. Num minuto, estávamos fotografando uma erupção no vulcão Eyjafjallajökull, no próximo, estávamos sobrevoando a maior geleira da Europa, Vatnajökull.”

O casal diz que tenta mostrar a Islândia de um ângulo que normalmente não é visto pelos turistas.


“As pessoas ficam impressionadas pelas imagens aéreas abstratas, provavelmente porque elas são quase alienígenas”, diz Orsolya, que junto com o marido, acaba de publicar um livro de fotografias – Iceland: Land of Contrast (ou Islândia: Terra de Contrastes) – para documentar suas viagens pela Islândia.

fonte: http://noticias.uol.com.br/album/bbc/2012/05/16/fotos-aereas-revelam-extremos-da-paisagem-da-islandia.htm?abrefoto=1#fotoNav=9

Like a rainbow in the dark!


…somewhere over the rainbow…nah, DIOOOO!!!! 😛

Obs: aí no meio das fotos tem a tal da “rainbow rose” = rosa arco-íris. Nem sabia que isso existia!!! Vocês já tinham visto?? Só louco pra fazer dessas mesmo 😛

Pra quando eu for a Londres:


London Wheel - London

London Wheel – London (Photo credit: @Doug88888)

Histórias e ilustres da Fleet Street

Ana Gasston – O Estado de S.Paulo

Uma rua histórica, a Fleet Street, liga as cidades de Londres e Westminster, que hoje fazem parte da Grande Londres. Vale a pena caminhar por ela e conhecer as estreitas passagens e pátios onde se encontram casas de moradores ilustres, igrejas e pubs antiquíssimos. Atualmente, o lugar é ocupado por escritórios, mas já foi o endereço de todos os jornais ingleses – ainda é usado como metonímia para a imprensa britânica.

Quem vem de Somerset House em direção ao centro vê os fantásticos prédios do Royal Courts of Justice à esquerda e, à direita, Twinings, a primeira casa de chá de Londres, inaugurada em 1706. Seu proprietário, Thomas Twining, foi responsável pelo sucesso da bebida no país. Dali avista-se o dragão-símbolo da London City, que marca o início da Fleet Street.

Entre a via e o Rio Tâmisa há boas surpresas, caso da Temple Church (templechurch.com), com mais de 800 anos de história, construída pelos Cavaleiros Templários. Ao lado fica o Middle Temple Hall, da época Tudor, e que segue intacto há quase 500 anos.

Do outro lado da rua, pela estreita passagem Wine Office Court, chega-se ao pub mais velho da cidade, Ye Olde Cheshire Cheese, que foi reconstruído após o Grande Incêndio de 1667. De fora, parece ser pequeníssimo, mas tem vários bares e salas no subsolo.

All the monarchs who have reigned in England d...

All the monarchs who have reigned in England during the pub’s time are written to the right of the door. (Photo credit: Wikipedia)

Passe a entrada do pub e siga em frente para chegar na Dr. Johnson’s House (drjohnsonshouse.org), onde Samuel Johnson, autor de um dos primeiros dicionário da língua inglesa, morou e trabalhou no século 18. A casa abre para visitas de segunda à sábado. Perto dali fica a estátua de Hodge, seu gato de estimação, onde se lê a mais famosa citação de Johnson: “Quando o homem está cansado de Londres, ele está cansado da vida”.

Outra atração é a igreja St. Bride’s (stbrides.com), obra do arquiteto inglês Christopher Wren, cuja torre inspirou o tradicional bolo de noiva de vários andares. Para conhecer mais há tours às terças-feiras. Consulte.

Por ser um lugar de negócios, muitas atrações da Fleet Street abrem ao público apenas entre segunda e sexta-feira. É sempre bom checar os websites ou telefonar para confirmar horários de visitação.

*É jornalista, paulistana e vive em Londres há 10 anos

Fotos do meu irmão (4) – My brother’s photos (4)


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Londres – London

Glenfinnan Viaduct (and church)


E para encerrar…a igreja de Glenfinnan:

Marcas da pré-história em templos neolíticos


English: Mdina, the old capital of Malta

English: Mdina, the old capital of Malta (Photo credit: Wikipedia)

A primeira celebridade atraída por Malta foi Ulisses. O herói da Odisseia, de Homero, naufragou na costa da ilha de Ogígia, onde vivia Calipso, a ninfa do mar. Ela o manteve preso por sete anos, até Zeus enviar Hermes para libertá-lo. Muitos creem que Ogígia seja a ilha de Gozo, onde uma gruta leva o nome de Calipso.

Se é fato ou versão, pouco importa. A gruta não passa de uma fenda na rocha no topo de uma montanha. Mas o passeio vale pela vista da Baía de Ramla, uma das mais charmosas de Malta. Razão suficiente para Ulisses não sentir saudades de casa.

De um período imemorial, como o de Ulisses, é o templo de Ggantija, também em Gozo. Patrimônio da Unesco, foi construído em 3500 a.C. – 500 anos antes de Stonehenge, na Grã-Bretanha. Em Malta, o visitante desatento tropeça em ruínas neolíticas. Os complexos estão por todas as partes: Hagar Qim e Mnajdra (foto), os templos de Tarxien, Skorba e Ta’ Hagrat, e sua maior joia arqueológica, o Hipogeu de Hal Saflieni.

O santuário é o único templo pré-histórico subterrâneo do mundo. A catedral neolítica data de 3000 a.C. e continha 7 mil corpos quando foi descoberta acidentalmente por pedreiros de um obra, em 1902.

O dióxido de carbono exalado pelos turistas vinha dilacerando os quase 500 metros quadrados de salões e câmaras mortuárias, o que obrigou o governo a fechar o lugar por dez anos. Quando foi reaberto, as entradas foram limitadas a 60 pessoas por dia. Por isso, é fundamental garantir o ingresso com antecedência.

As construções só sobreviveram porque passaram os últimos 5 mil anos enterradas – a maioria foi descoberta por acaso no último século. Expostas ao clima, começaram a definhar. Autoridades travam agora uma batalha para salvá-las. Hagar Qim e Mnajdra já foram cobertos com lona e estrutura metálica. A visão futurística tirou um pouco da grandiosidade dos templos e quase causou uma convulsão social em Malta, mas é o preço que se paga pela guerra desigual contra o vento, o sol e o mar.

Malta: O tesouro da Europa

Com área equivalente a um terço da cidade de São Paulo e apenas três ilhas (do total de seis) habitadas, país localizado entre a Itália e a Tunísia abriga a menor capital do Velho Continente

05 de junho de 2012 | 3h 23
“O quê?” Essa é a reação mais comum dos amigos quando você conta que pretende ir a Malta. A segunda mais comum é “hã?”, seguida de perto por um indignado, porém sincero, “você está louco?”. É possível que alguém de sua família pense que você está se metendo em algum buraco tomado por radicais islâmicos, vá saber.
Diante de Valeta, do outro lado da Baía, fica a trinca Birgu, L-Isla e Bormla, ou The Three Cities - Cristiano Dias/ AE
Cristiano Dias/ AE
Diante de Valeta, do outro lado da Baía, fica a trinca Birgu, L-Isla e Bormla, ou The Three Cities

O bom senso diz que o sujeito que tem uma semana de férias deve usá-la da melhor maneira possível. Então, não faz sentido, segundo os ajuizados, abdicar de Roma, Paris ou Barcelona por um lugar que ninguém sabe sequer se fica na Europa.

Portanto, o único pré-requisito para ir a Malta é a coragem. É preciso ser firme para desfazer-se do lenga-lenga dos roteiros tradicionais e dispensar as visitas de 12 horas oferecidas por cruzeiros de dez dias.

Sua passagem por Malta não pode ser calculada em horas, de jeito nenhum. Depois de alguns dias, você percebe que o seu tempo na ilha deveria ser contado em semanas e é aí que mora o problema. Depois de um mês, é possível que você não queira mais voltar para casa.

Há um ambiente magnético em Malta. Não importa o quanto dure a viagem, a sensação é que foi pouco. O herói grego Ulisses ficou sete anos. O apóstolo Paulo, três meses. Caravaggio passou um ano. Elizabeth ficou três, antes de se tornar rainha da Inglaterra. Recentemente, o cenário seduziu Steven Spielberg, Ridley Scott e Brad Pitt.

English: Rotunda St. John The Baptist in Xewki...

English: Rotunda St. John The Baptist in Xewkija, Gozo, Malta. Deutsch: Die Rotunda von Xewkija, Gozo, Malta. (Photo credit: Wikipedia)

No mundo globalizado, em que as informações circulam em tempo recorde e paisagens conhecidas viram ímã de geladeira, Malta dá ao turista uma matéria-prima cada vez mais rara: a surpresa. Antes de desvendar o mistério, no entanto, cabe a liturgia da explicação.

Malta não é parte da Itália, não fica no Mar Egeu e não tem nenhuma relação com a Grécia. O segredo mais bem guardado do Mediterrâneo é um arquipélago de meia dúzia de ilhas, apenas três habitadas, entre a Sicília e a África. Ao todo, são 316 quilômetros quadrados, um terço da área da cidade de São Paulo, onde vivem 450 mil pessoas que falam o maltês, um elo perdido do árabe carregado de expressões italianas e inglesas.

Desfeito qualquer mal-entendido, vem a primeira constatação: o passado de Malta é o resumo de tudo o que ocorreu no Mediterrâneo. Apesar do pouco espaço, as ilhas trazem a história ocidental marcada em calcário. Os templos neolíticos, o período romano, os primeiros cristãos, a influência árabe, a civilidade do renascimento e a religiosidade do barroco, os jardins do século 19 e as marcas deixadas pelos bombardeios italianos e alemães na 2.ª Guerra.

Século 1º
MUNDO ANTIGO

Paulo e os cristãos

“Estando já salvos, soubemos então que a ilha se chamava Malta.” É com essa sensação de alívio que o apóstolo Paulo começa o ato 28 da Bíblia. No ano 60 d.C., ele havia sido preso em Caesarea e enviado a Roma para julgamento. Depois de uma tormenta, o barco ficou 14 dias à deriva e naufragou no litoral da ilha. Em apenas três meses, Paulo abriu sua carteira de milagres, multiplicou os cristãos e seguiu viagem para a capital do Império, onde foi sentenciado à morte.

Com o tempo, o cristianismo tornou-se parte da identidade local. Juntas, Malta e Gozo têm 79 paróquias e 365 igrejas. O catolicismo é a religião oficial do Estado, mais da metade da população frequenta a missa, o aborto é ilegal e o divórcio foi aprovado apenas no ano passado. Os primeiros vestígios da fé estão nas catacumbas de San Katald, St. Augustine, St. Paul e St. Agatha (foto), que teria ganhado esse nome por servir de abrigo para umas das primeiras mártires cristãs.

Século 9º
A IDADE MÉDIA

Os árabes e Mdina

Mdina é a cidade mais charmosa de Malta. Apesar de o lugar ser habitado há 3 mil anos, foram os muçulmanos, no século 9º, que começaram moldar sua silhueta atual – “medina” significa “cidade fortificada”, em árabe. As muralhas pesadas e o fosso fizeram a fama do lugar que conquistou a aristocracia e foi a capital da ilha durante todo o período medieval.

Quando a Ordem dos Cavaleiros de São João chegou a Malta, no século 16, o centro do poder passou para o litoral e Mdina se encolheu. A Città Nottabile da Idade Média virou a Cidade Silenciosa da renascença. Hoje, pouco mais de 200 pessoas vivem dentro de suas muralhas.

A melhor maneira de conhecer Mdina (foto) é se lançar sem direção por suas vielas estreitas. Percorrê-las de cima abaixo não leva mais do que meia hora. No entanto, quanto mais devagar a caminhada, melhor. Algumas paradas são obrigatórias. O Palazzo Falson, magnífica mansão onde viveu o colecionador de arte Olof Gollcher, a catedral de St. Paul e o Xara Palace, um dos hotéis mais requintados do país. Se não for possível passar a noite, vale a pena simplesmente sentar-se no restaurante e comer apreciando o vaivém dos turistas.

Mdina é fotogênica. Para qualquer lugar que se aponte a câmera, ela devolve uma bela imagem. A dica é arriscar um passeio no fim de tarde e começo de noite, quando o sindicato dos turistas já deu no pé e os velhos candeeiros dão um aspecto ainda mais bucólico aos becos.

Século 16
RENASCIMENTO

A Ordem de Malta

A Ordem dos Cavaleiros de São João foi fundada no século 11, durante as Cruzadas, para proteger peregrinos cristãos na Terra Santa. Os muçulmanos expulsaram a organização do Oriente Médio em 1291 e ela buscou refúgio na ilha de Rodes. No século 16, o sonho de retomar Jerusalém ficou mais distante quando os otomanos botaram todos para correr do Mar Egeu. Em 1530, sem ter para onde ir, aceitaram a sugestão do imperador Carlos V e se mudaram para Malta.

Prevendo novos conflitos contra os turcos, o grão-mestre Jean Parisot de la Valette construiu uma linha de fortes: St. Angelo, St. Elmo e St. Michael, que até hoje dominam a paisagem do porto. A frota turca chegou na primavera de 1565 com 30 mil soldados. O sultão Suleiman pretendia cercar a ilha, matar a população de fome e usar Malta como base para invadir a Europa. Entre ele e o sul da Itália, porém, estavam 700 cavaleiros e 5 mil malteses, que resistiram por seis meses e fizeram o sultão bater em retirada.

Em gratidão, monarquias europeias enviaram dinheiro para construir Valeta (foto) – homenagem ao grão-mestre La Valette. Foi a primeira cidade planejada da Europa, com traçado em xadrez, sistema de água subterrâneo e um conjunto de muralhas. Hoje, com 7 mil habitantes, é a menor capital do continente. Após se consolidar na ilha, a Ordem de Malta trouxe o renascimento da Itália, que deixou de herança o Palácio do Grão-Mestre e a catedral de St. John. Os prédios renascentistas, porém, foram atropelados pelo barroco, que tomou a decoração interna e dominou o país.

Século 17
BARROCO

O legado de Caravaggio

Malta ainda deitava na fama de salvadora da Europa quando recebeu o pintor Michelangelo Merisi, em 1607. Conhecido pelo nome de sua cidade, Caravaggio, ele era um encrenqueiro com longa ficha corrida. Depois de matar um jovem durante um jogo de tênis, fugiu de Roma e foi parar em Malta, onde teve recepção de gala. Na ilha, o gênio da luz e da sombra pintou alguns de seus melhores quadros, incluindo a Decapitação de São João Batista (foto), exposto na catedral de St. John. Após se meter na enésima briga, Caravaggio feriu um cavaleiro da Ordem e foi expulso de Malta.

Século 19
O SÉCULO 19

Um jardim e 3 cidades

Diante de Valeta, do outro lado da baía, está a trinca Birgu, L-Isla e Bormla. Depois do cerco a Malta, as três cidades foram rebatizadas de Vittoriosa, Senglea e Cospicua, mas os malteses costumam se referir ao lugar como Cottonera ou simplesmente The Three Cities (As Três Cidades). As ruas apertadas, o casario e suas sacadas, as igrejas, fortes e museus são um convite para uma caminhada sem direção.

De lá, é possível tomar um pequeno cruzeiro pelo porto. Do outro lado da baía estão as docas de Valeta, as fortificações da capital e o Upper Barrakka Gardens, magnífico jardim aberto ao público no século 19. Localizado em um dos pontos mais altos da capital, ele tem a vista mais deslumbrante de Malta. Antigo refúgio dos cavaleiros, hoje o local é uma dádiva para quem quer folhear um livro, tomar um sorvete ou apenas olhar os últimos 500 anos de história no horizonte.

No centro do parque há um monumento dedicado ao almirante Alexander Ball, primeiro governador de Malta. No terraço abaixo, a fileira de canhões (foto) lembra o período em que navios eram saudados com um disparo ao entrarem no porto. Desde 2004, todos os dias uma trupe de guardas paramentados descarrega um dos canhões, britanicamente, ao meio-dia.

Século 20
2ª GUERRA

A gratidão britânica

Desde o Congresso de Viena, em 1814, que os britânicos perceberam a importância estratégica de ter uma base no Mediterrâneo, entre o litoral italiano e o africano, para garantir a passagem de mercadorias da Índia e, mais tarde, do petróleo do Oriente Médio. Assim, na 2ª Guerra, Malta tornou-se uma flecha apontada para a Sicília e para as divisões Panzer do general Erwin Rommel, a Raposa do Deserto, no Norte da África.

Tomá-la foi uma das prioridades do comando de guerra nazista e os bombardeios começaram no dia 11 de junho de 1940, um dia depois que a Itália entrou na guerra. A ilha foi sistematicamente atacada nos dois anos seguintes pela Força Aérea italiana, que, nos últimos meses do conflito, contou com o apoio dos esquadrões de bombardeiros Stuka, enviados por Hitler à Sicília. “Sem Malta, o Eixo perderá o controle do Norte da África”, alertava Rommel, em 1941.

A essa altura, as operações britânicas em Malta já haviam começado a afetar o envio de suprimentos de combustível para os tanques do Afrika Korps, de Rommel, e as marinhas mercantes italiana e alemã sofriam pesadas baixas em ações de submarinos estacionados em Valeta. Foi quando Hitler tomou a dramática decisão de sufocar a ilha.

Assim como os turcos otomanos no século 16, a ideia do Führer era sustentar um cerco a Malta, tentar matar a população de fome e destruir o moral do inimigo com uma sequência neurótica de violentos ataques aéreos. A ilha foi bombardeada por 154 dias consecutivos.

Em apenas um mês, entre 20 de março e 28 de abril de 1942, os alemães realizaram 11,8 mil missões aéreas e lançaram 6,5 mil toneladas de bombas – nenhum outro lugar da Europa foi tão violentamente atacado durante a 2ª Guerra. Para evitar a rendição de Malta, os britânicos planejaram a Operação Pedestal, em agosto de 1942, e enviaram comida e combustível em 14 cargueiros acompanhados por uma escolta de 2 couraçados, 7 cruzadores, 3 porta-aviões e 24 destróieres.

Durante cinco dias, a frota esteve sob fogo pesado. Apenas cinco cargueiros chegaram a Valeta, mas salvaram a ilha. Em gratidão pelo papel decisivo na guerra, os britânicos concederam a todos os malteses a Cruz de Jorge, a mais alta condecoração civil do reino.

Hoje, a insígnia está em exibição no Museu Nacional da Guerra, em Valeta e na bandeira maltesa. Em Vittoriosa, Sanglea e Cospicua estilhaços de bombas ainda marcam as paredes de vários edifícios.

O que levar

Ferramentas do ócio
Livro, óculos escuros e parafernália de praia.

Máscara e snorkel
Nadadeiras e equipamento de mergulho podem ser alugados, mas as duas peças não pesam na mochila e são úteis em qualquer praia.

Ingresso do Hipogeu
A entrada é restrita, mas o ingresso pode ser comprado no site da Heritage Malta (booking.heritagemalta.org). Reserve com pelo menos um mês de antecedência.

O que trazer

Artesanato de vidro
Vidro é arte em Mdina. Em uma curta caminhada é possível encontrar belos jarros, potes e copos coloridos.

Vinhos
Malta tem bons vinhos, mas a produção é voltada para o mercado interno. Ter um rótulo maltês é um luxo.

Camisas de futebol
Nada mais exclusivo do que levar para um fã do esporte bretão a camisa da seleção de Malta ou de um de seus melhores clubes: Valletta, Hibernians ou Floriana.

Saiba mais

Aéreo: São Paulo-Malta- São Paulo desde US$ 1.979 na TAM (tam.com.br); US$ 2.061 na TAP (flytap.com); e US$ 2.125 na Emirates (emirates.com), com duas paradas. Com uma parada: US$ 2.209 na Alitalia (alitalia.com) e US$ 2.530 na Lufthansa (lufthansa.com)

Pacotes: veja em blogs.estadao.com.br/viagem

Hospedagem vip para quem não tem paciência de procurar


Jennifer Conlin – THE NEW YORK TIMES

Enquanto os amigos mais organizados reservam quartos à beira-mar ou em oásis urbanos para a perfeita fuga de férias, sigo procrastinando, esmagada pelas intermináveis listas de opções de hospedagem. Para mim, entrar em sites como o VRBO.com, Hoteis.com e Airbnb.com é ficar prestes a desistir da viagem. Até que deparei com o DesignTripper.com, um site com 200 lindas fotografias de pequenos hotéis, pousadas e casas. Uma curta lista de propriedades tão bem projetadas que o destino em si se torna secundário.

O resort brasileiro Ponta dos Ganchos, em Santa Catarina, está entre as opções dos sites - The New York Times
O resort brasileiro Ponta dos Ganchos, em Santa Catarina, está entre as opções dos sites

Ele é apenas um dos vários sites recentemente criados como alternativa para as enormes listas dos tradicionais. Se você, assim como eu, está cansado delas, confira seis opções com portfólio sob medida de hospedagens peculiares e elegantes. Esteja avisado: há enormes variações nos preços e localizações – alguns nem sequer incluem valores.

Designtripper.com

Fotografias incríveis e opiniões compõem a avaliação de hotéis, pousadas e cama & cafés. Dentre as opções – são 200 espalhadas por 39 países – está o Podere Palazzo, uma casa de fazenda com cinco quartos e piscina de borda infinita na Toscana, por a partir de US$ 4.450 dólares a semana.

Como funciona: as imagens são cativantes e os comentário atenciosos, mas a reserva não é feita ali – há links que levam aos sites de cada local, muitas vezes escondidos nos textos.

Designhotels.com

Criado em 1993 como empresa de marketing de 10 hotéis, agora enumera aqueles com design artístico. Recentemente, iniciou uma nova experiência, os pop-up hotéis. O de Mykonos fica até outubro e é um tipo de clube de praia renovado. Diárias dos quartos começam em 120.

Como funciona: é facílimo de usar: escolha o destino e datas e uma lista de hotéis aparecerá com preços e link para reserva – no total, são 220 hotéis em 41 países. Os vídeos e fotos são sedutores. A desvantagem é que não há avaliações de clientes.

Boutique-homes.com

Com o bordão “hospedagem temporária para nômades chiques”, traz opções incomuns: são 166 casas para alugar e 35 hotéis em 33 países. Você pode reservar um trailer restaurado com estilo vintage no Texas por a partir de US$ 110 a diária, ou um quarto no hotel onde paredes de vidro dão vista para as montanhas da Noruega por desde US$ 210 a noite.

Como funciona: com descrições, fotos e comentários de hóspedes, há pouco que você não saberá sobre o imóvel antes da reserva – feita por um formulário online. Vale ressaltar que nem todas as opções contam com as informações completas.

Mrandmrssmith.com

É mais antigo, de 2005, e conta com uma equipe que visita as propriedades e faz relatórios sobre hotéis, spas e pousadas listadas: são 950 opções em 65 países. Dentre elas, uma casa de pedra do século 18 com design sofisticado localizada no País de Gales (a semana custa desde 480 libras).

Como funciona: selecione destino e datas para receber uma lista de opções, com preços e disponibilidade. As resenhas ali apresentadas parecem não conter críticas. Para efetuar reserva é preciso ligar na central: (800) 464-2040.

Uniquehomestays.com

Casas luxuosas e finas opções de cama & cafés são o foco do site. Há 140 propriedades em 14 países – só na Grã Bretanha são 14 opções de cama & cafés e uma mansão em Cotswolds que custa 50 libras por noite para um casal.

Como funciona: galerias de fotos, valores e depoimentos de clientes são superúteis. Apesar de permitir reservas online, às vezes é preciso fazer uma pré-reserva e aguardar confirmação.

Welcomebeyond.com

Fundado por dois irmãos, oferece cerca de 100 alojamentos em 30 países, todos com personalidade: uma casa de seis quartos, na beira de um penhasco em Phuket, na Tailândia, sai por 1.338 a noite, com chef incluído.

Como funciona: a busca pode ser feita por localização ou temas de interesse – esse é mais divertido, com categorias como “destinos incomuns” e “comida e vinho”. Para fechar a reserva é preciso entrar em contato com o gerente do local pelo próprio site.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,hospedagem-vip-para-quem-nao-tem-paciencia-de-procurar-,882460,0.htm