Covarde?


Hoje fui comentar no blog da Sofia e…nada. Havia digitado, enviei o comentário e…nada. Nunca me aconteceu dessas aqui no WordPress, que coisa! Vivendo e aprendendo! Bom, enquanto espero a resposta dela (quem sabe o comentário esteja na caixa de entrada dela, invisível aos olhos comuns!), vou escrevendo aqui mesmo sobre este post

Vou resumir bem mal e porcamente aqui, pois recomendo vivamente a leitura (vai, não custa, é só clicar aí em cima, caramba!): ela diz que é daquelas pessoas que vai guardando as coisas ruins para si, pois prefere agir assim do que ter que confrontar as pessoas diretamente assim que elas fazem algo que a desagrade, mas de repente “explode” e acaba magoando essas pessoas, perdendo as amizades e até descontando nos mais próximos, que nada têm a ver com o pato! Claro que estou relatando bem sucintamente, mas no final das contas ela vê essa característica como covardia (tanto é que o post se chama “O meu lado covarde”).

É. Relacionamentos humanos são um porre (desculpem o palavreado, e a agressividade, mas ainda estou chateada – não, chateada não é a palavra…).

Eu também sou assim, mas discordo, não penso ser covardia coisa nenhuma. Talvez essa qualidade seja, isso sim, sinal de boa-fé: você pensa que a pessoa vai se tocar que deu mancada, que ela vai perceber e se retratar perante você. Mas não. Ela não só não reconhece o erro, como tampouco pede desculpas. E ainda por cima repete o erro!!! *rs* De novo e de novo e de novo *afffff* (se bobear, de quebra ainda fala que você enlouqueceu e que não era para tanto!!!!)

…ou então você acha que ao longo do tempo as coisas se acertam por si sós…que a tendência das coisas, e das pessoas, e dos relacionamentos, é melhorar conforme o passar do tempo, a tendência é que as pessoas se afeiçoem cada vez mais, se compreendam melhor conforme forem convivendo e se conhecendo, e que nenhum tipo de intervenção é necessário. Claro que isso é uma tremenda de uma bobagem, pois com o tempo as coisas e pessoas e relacionamentos tendem é a piorar, isso sim!!!! *rs* Não é à toa que existem as famosas “DRs” (que os homens tanto maldizem, vai entender!!) – são intervenções necessárias, mais que necessárias, vitais (o duro é quando se trata de amizade…como ter uma “DR”, ou pior, “terminar” o relacionamento??).

Sem contar que, penso eu, em grande parte essa característica seja uma dificuldade em elaborar, em articular pensamentos e sentimentos em palavras adequadas (e que sigam um raciocínio lógico!).

…também existe a questão que a Sofia apontou no texto dela: de tentar ser uma pessoa “política”, de achar que brigar não vale a pena, enfim…

Bom, como já disse acima, sou assim também. Acumulo durante um tempo – muito tempo. Dou várias chances. Obviamente chega uma hora que não dá mais, e mando a pessoa às favas. Minha “política de covardia” era um pouquinho diferente da dela até recentemente: eu preferia cortar contato do nada, sem aviso prévio, abandonar a pessoa sem maiores explicações. Novamente: para não gerar conflito, por achar que de nada ia resolver, já que a pessoa não mudou, não serei eu que vou fazer diferença; por achar que uma briga não é o melhor  modo de se terminar uma relação pessoal (ou profissional!), para preservar as boas memórias ao invés de ficar com uma muito incômoda, enfim…o problema era que a pessoa às vezes demorava para se tocar que aquele meu afastamento era proposital e definitivo.

Então ultimamente andei mudando de tática. Percebi que coisas entaladas na garganta (e no coração e na mente) não fazem nada bem, demoram muuuito tempo para ir embora e nos envenenam…e que não vale a pena tentar poupar uma pessoa que não pensou em me poupar, e que obviamente estava se lixando para nosso relacionamento (que sequer considerava ser relacionamento!) – quem sabe assim levando uma cacetada necessária e justa (ainda que pequena, ou mesmo insignificante) ela aprenda alguma coisa, e da próxima vez (que será com outra pessoa que não eu, lógico!) ela se lembre disso e pense e fale e aja diferentemente. Falo o que tenho que falar, no lugar que for e no tom que convier (por isso o epíteto “desequilibrada” me vem sendo atribuído ultimamente *rs*) – pena que não planejo com antecedência, e por isso no calor da hora me esqueço da maioria das coisas que gostaria de jogar na cara da outra! O ideal seria listar e esfregar na cara uma por uma, cada coisa, cada deslize, cada comentário-gafe, cada crueldade, cada (perdão pela palavra!) cagada que aquela pessoa me fez.

Vou mudar essa minha conduta e aprimorá-la no sentido de destruir o outro como merece ser destruído. Não, não acho cruel. Não temo magoar ou ferir alguém que foi cruel, me magoou e me feriu primeiro, e muitas vezes (senão todas!) sem razão. E sem pedido de desculpas posterior (claro, quando sequer se reconhece que se errou…!). E que foi até o limite da minha paciência (que, modéstia à parte, é bastante ampla). Portanto, esse tipo de conduta, se querem saber o que acho, não é covarde não. É merecida. Desabafo é desabafo, não é covardia. Afasta as pessoas? Sim. Não leva a lugar nenhum? Tenho minhas dúvidas…eu pelo menos fico aliviada e não me repreendo depois por não ter dito o que queria dizer. Talvez para o outro também sirva para alguma coisa. Vai saber.

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