A minha definição de amor


Outro dia um desafio foi feito – escrever minha própria definição de amor. Gosto muito da definição do Machado: “A melhor definição de amor não vale um beijo de moça namorada”. Abaixo vão alguns textos do Alexandre Inagaki que dão uma ideia do que penso sobre amor (mas quem não quiser ler, pule para o final do post *rs*) Ah, sim…o filme que contém minha definição de amor (dele por ela…ela é uma sem-vergonha fdp que não merece o amor dele!!! TUDO BEM QUE o Chaplin era, ele próprio, o maior mulherengo salafrário, provavelmente havia levado um grande e merecido pé na bunda de uma mulher, e por isso construiu a personagem feminina assim, interesseira) é o Luzes da Cidade, do Charles Chaplin: 

VII

Amar é jogar os dados na mesa.
Uns querem apenas amizade.
Outros, sexo.
Alguns entram para o mosteiro.
Amar emburrece. Não amar também.

Amar é sangrar uma torrente
de formigas vermelhas e raivosas.
Pois apaixonar-se
é construir uma imagem da pessoa amada
sem avisá-la antes.

Amar é mito.
Mito é aquela mulher que nunca se entregará para você.
E se o fizesse, não aconteceria nada,
porque na hora H você broxaria.

Amar platonicamente
é amar apenas do pescoço para cima:
que desperdício!

Amar sem ser amado
é combate sem tréguas.
Coiote apaixonado
perseguindo o papa-léguas.

Amar é renunciar
a muitas coisas,
mas também a maior transcendência
que podemos almejar
nesta vida.

Amar não é bicho de sete cabeças;
no mínimo, tem umas sete mil.

VI

Eterno o tempo inscrito no centro do teu olhar verde prata e céu
Beleza que ao tempo desacata o teu sorriso sombra de um véu
Desenho de giz o vento apagou mas e a cicatriz de um amor?
Restrito jogo sem regra ou juiz que fere alegra seduz desnorteia
Feliz de quem resistir decifrar tua teia estrela em noite negra

V

Noites de insônia e ciúmes estúpidos.
Promessas, promessas voláteis e inúteis.
Flores. Bombons. Jantares. Motéis. Traições.

Vozes enferrujadas:
– Você me ama? Você me ama? Você me ama?

O terror indelével das desculpas decoradas:
– Você merece alguém melhor. Não quero estragar nossa amizade.
O sofrimento descascando, despojando o coração.

Amor é um disco riscado de blues.
Amor arma a arapuca, esfrega as mãos, afia os dentes.
Amor faz de nossos corações marionetes,
e gelatina de nossos cérebros.
Amor é foda.

O mundo não foi feito para inocentes.

IV

Somos náufragos do mesmo barco
Anjos traídos em busca da mesma cruz
Duas cabeças ocas que não pensam
Que buscam pela mesma efêmera bênção

Gestos gastos e mal fingidos
Sempre as mesmas rimas e metáforas
Piadas ridas, beijos babados
Como ecos vagos, vácuos de passado

Nossos olhos estão prenhes de farpas
Faíscas que rebrilham em gumes de frases
Vagas rompendo com falésias e mares
Traduzidas em francas ironias lapidares

Com amarga sabedoria e dissabor
Constatamos quão vãs foram nossas palavras
Míticas mímicas, joguetes do amor
Que nos enredou em trevas e trovas

Compositores da mesma canção
Dançarinos da mesma coreografia
Amantes no mesmo colchão
Sorrisos na mesma fotografia

Parceiros da mesma eterna solidão

III

Três palavras tão repetidas,
tão banalizadas.
Por que me é tão difícil dizê-las?

II

Vida:
piada amarga que ri de nós.

Amor:
válvula de escape à qual recorremos com desespero e esperança.

I

Amar fragiliza
Mais do que eu gostaria de sentir
Mais do que eu me permitiria
Admitir.

Antes eu era mais livre
Mais estúpido
Mais inocente
Quiçá mais feliz.

Agora estou em tuas mãos:
Sentes o peso?
Sentes minhas aflições?
Minhas angústias caladas?

Estou em tuas mãos:
Estou tão frágil,
Estou mais feliz,
Mais temeroso deste mundo.

Cuida bem de ti,
Cuida bem de mim.
Porque já não sei me cuidar.

Cuida bem do meu coração
Que está atrelado ao teu riso;
Quando vigio teu sono
Tenho toda a paz do mundo.

Cuida bem de ti, meu amor,
Que já não sei mais
Viver sem teus olhos.

Amor tem sete faces,
e todas me amedrontam.
O mundo, sete mil faces,
e só uma me ilumina.

* * * * *

P.S. 1: Escrevi este poema em, hmm, meados de… 2001, se não me engano. De lá pra cá, mexi em um e outro verso e na ordem de algumas das estrofes. Coisas de escriba insatisfeito e poeta bissexto que há tempos não comete versos inéditos.

P.S. 2: Concordo com a visão do amor segundo mestre Laerte.

O amor segundo Laerte.

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&
Pertencemos a uma geração de cínicos cênicos. De gente que, em público, enche a boca para criticar o sexo oposto e falar jocosamente de casais que andam de mãos dadas (e com os braços balançando), emocionam-se ao assistir a comédias hollywoodianas e tratam um ao outro por apelidos babões como “fofucho”, “gatesouro” e “pudinzim”. São pessoas que vislumbram apenas conotações negativas em adjetivos como “sentimental” e “romântico”, e meneiam a cabeça em claro sinal de concordância ao ouvirem a definição cunhada por um dos personagens de Charlie Kaufman: “o amor nada mais é do que um agrupamento bagunçado de carência, desespero, medo da morte, insegurança sobre o tamanho do pênis e a necessidade egoísta de colecionar o coração de outras pessoas“. No entanto, quem perscrutar os sentimentos ocultos sob as fachadas de ironia saberá que estes mesmos céticos alimentam em segredo toda uma plêiade de esperanças românticas em seus peitos.

Uma nova infância.Todos os enamorados sabem (ou deveriam saber) da importância de trocar palavras melosas com o ser amado. Porque a sintaxe da paixão é assim, composta por bobagens liricamente deliciosas que são dirigidas para apenas uma pessoa. E, se essa linguagem faz com que casais aparentem regredir suas idades mentais, é porque quando estamos apaixonados passamos a agir como se vivêssemos uma nova infância. Uma criança percebe o mundo como uma constante inovação, guardando dentro de si a invejável capacidade de ainda se surpreender com o universo à sua volta, assim como de questionar hábitos que repetimos mecanicamente no script há tempos decorado da rotina diária. Por isso, ainda é capaz de enxergar em uma nuvem girafas que dançam macarena, ou de questionar por que cargas d’água o céu é azul, ou de transformar bolhas de sabão em planetas gravitando ao redor de um novo sistema solar. Pois bem: amar resgata de dentro da gente essa criança inquiridora e deslumbrada. Passamos a vislumbrar o cotidiano com olhos generosamente atentos, capazes de resgatar graça onde antes não havia nada além do banal.

Porém, como tudo neste mundo, o amor está sujeito a expirar. Eros e Tânatos são duas faces da mesma moeda. Discorrendo sobre sua natureza, Joseph Campbell afirmou: “a vida é dor, e o amor, por ser a mais intensa manifestação da vida, é responsável por nossas maiores alegrias e tristezas“. Há quem diga que o ideal seria sobreviver à base de amizades coloridas, prescindindo, pois, de toda a vulnerabilidade e sentimento de dependência surgidos a partir do Big Bang de emoções catalisadas por certos olhos. Mas restringir-se a noites de sexo descompromissado não traz um certo vazio, obrigando o coração a viver da pobre dieta das relações McDonald’s que enchem a barriga mas não nutrem?

Clique aqui e saiba como adquiri-lo.Mas tergiverso, tergiverso. E pensar que escrevi todo esse preâmbulo só para tentar descrever todo o deslumbramento que senti ao ler Vestido de Flor, o maravilhoso romance de Carlos Eduardo Lima, o CEL. Em uma “dica” dada pouco antes de iniciar sua narrativa, Carlos afirma que seu romance é mais um livro sobre o amor, e que muitas das situações remeterão a histórias familiares a todos que já foram alvejados por este sentimento. Aparentemente, nada que já não tenha sido devidamente escrutinado por inúmeros poemas, canções, filmes, peças de teatro. Alerto: trata-se de crasso, crasso engano. Porque a relação entre Flora e Bernardo, única como cada história de amor que já vivemos ou testemunhamos, é a força motriz de um livro pertencente à restrita gama de obras capazes de falar de sentimentos com o que eu poderia definir como um “romantismo realista”, esta aparente contradição em termos.

Neste pequeno grande tratado sobre o amor nestes tempos de Orkut, SMS e one-night stands, Carlos Eduardo Lima emociona sem precisar recorrer a clichês apelativos ou pieguismos retóricos, graças à sua capacidade de caracterizar personagens tão vivos, tão reais, tão próximos do nosso cotidiano a ponto de fazer com que visualizemos em Bernardo e Flora tantos dos sorrisos, neuras, tropeços, viagens maionésicas e borboletas no estômago sentidos nos momentos em que fomos engalfinhados pelo vértice da paixão. Porque Vestido de Flor flui com a naturalidade de uma conversa descompromissada de mesa de bar, trazendo personagens que logo nos primeiros parágrafos parecem fazer parte de nosso círculo de amigos de infância, cativando o leitor como uma daquelas canções pop que já na primeira audição nos hipnotizam, obrigando-nos a ouvi-las ad infinitum em nossos fones de ouvido.

Quando acabei a leitura de Vestido de Flor, ainda mesmerizado com a beleza de seu final, logo me veio à cabeça um parágrafo que o escritor francês Benjamin Constant cunhou há quase dois séculos, e que considero ser a melhor descrição avant la lettre deste romance que marca a estréia mais do que promissora de CEL nos campos da literatura: “o amor é só um ponto luminoso. Contudo, parece apoderar-se do tempo. Há poucos dias não existia; logo mais, deixará de existir. Mas, enquanto existe, esparge sua claridade sobre o tempo precedente e sobre o tempo que o sucederá“. Ninguém que já viveu uma história de amor passará impune por este livro. Porque Carlos Eduardo Lima é um cara que escreve com a paixão de quem ouve uma música com os olhos fechados, as asas abertas feito um coração dependurado na corda bamba.

Leia no volume máximo.

Texto engraçadinho:

“…um singelo livro escrito por David Levy, especialista em inteligência artificial, que, em sua obra Amor + Sexo com Robôs – A Evolução das Relações entre Humanos e Robôs, vaticinou a seguinte previsão: humanos começarão a fazer sexo com autômatos daqui a 5 anos, e os primeiros casamentos, hmm, interespécies serão realizados em meados de 2050.

Em entrevista concedida a Marcela Buscato, da revista Época, David Levy afirma que solidão será o principal motivo pelo qual pessoas se apaixonarão e farão sexo com máquinas: “Há milhões de pessoas solitárias no mundo porque são tímidas, têm uma personalidade difícil ou não obedecem a padrões estéticos… Elas poderiam ser muito mais felizes se tivessem alguém para amar e para amá-las”. Mais adiante, Levy não hesita em dizer que o sexo passará a ser ainda melhor: “Os robôs serão os melhores amantes do mundo, porque nós poderemos programá-los com todos os manuais e guias sexuais que já foram escritos”.

Embora soem heréticas e aberrantes, não posso deixar de pensar que as palavras de David Levy fazem certo sentido. Afinal de contas, robôs poderão ser moldados de acordo com as predileções estéticas do seu dono. Além disso, a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis provavelmente diminuiria. Em sua entrevista, Levy afirma ainda que robôs poderiam ser uma alternativa para a redução de crimes sexuais como pedofilia; uma ideia que, por mais que possua alguma lógica, soa extremamente repulsiva para mim. Mas o caso é que, digressões éticas e filosóficas à parte, não creio que muitas pessoas descompromissadas conseguiriam resistir incólumes ao sex appeal de espécimes como aNúmero 6 de Battlestar Galactica ou o Gigolô Joe do filme A.I.

E é pensando em uma cena de A.I., o filme originalmente concebido por Stanley Kubrick e dirigido por Steven Spielberg em 2001, que chego a um dos grandes temas universais: o amor. Apesar de W.H. Auden ter lembrado, em um de seus versos, que “milhares viveram sem amor, nenhum sem água”, o fato é que amar sem ser correspondido é um dos maiores sofrimentos desta vida, além de representar interminável motivo de inspiração para músicas sertanejas, baladas emo e poemas sofríveis.

Frances O’Connor e Haley Joel Osment em uma cena de A.I.Pois bem: na trama de A.I., há um cientista que cria David, um pequeno robô que possui a capacidade de amar seus pais para “todo o sempre”. Para que esse amor seja “acionado”, basta que o comprador dessa criança-robô pronuncie uma série de sete palavras, que devem ser verbalizadas dentro de uma sequência programada: cirro, Sócrates, partícula, decibel, furacão, tulipa e golfinho. Feito isso, o robô estará fadado, até o fim dos dias, a nutrir um amor incontestável, interminável e irrestrito por quem pronunciar essas palavras.

Não posso deixar de imaginar quantas dores de cotovelo, sofrimentos amorosos e crimes passionais seriam evitados se o tal do Amor pudesse ser catalisado a partir de uma simples e banal sequência de palavras. Por outro lado, essa artificialidade mecânica no gênese de um sentimento não tiraria a graça, a complexidade e toda a poderosa gama de ações e reações catalisadas por um flerte, uma conversa casual, um encontro agendado (ou não) pelos acasos da vida? Onde ficariam os amores surgidos a partir da fagulha de uma paixão, que posteriormente são construídos e solidificados pela amizade, pelo carinho, pelo convívio, pela cumplicidade? Poderia ser chamado de amor um sentimento sem brechas para fissuras, discussões e discordâncias, que obrigam as duas metades de um casal a aprenderem a fazer pequenas renúncias e concessões, em nome da maior transcendência que pode ser conseguida neste mundo?

Penso em como seria se esses robôs surgissem nos dias de hoje. Por certo não faltariam pessoas maravilhadas com a oportunidade de adquirir, através de cartões de crédito ou boletos bancários em até 36 vezes sem juros, máquinas programadas para dar amor sem a necessidade de qualquer recíproca; suportando traições, bebedeiras, desprezo, atos violentos e tudo que há de mais desprezível na índole humana. Diante de tamanha passividade, temo pela sensação crescente de impunidade que fomentariam em pessoas mimadas, egocêntricas, habituadas a relacionamentos descartáveis e que nunca sabem exatamente o que desejam. E não é difícil prever que ferros velhos logo estariam abarrotados de robôs mutilados, vilipendiados e escorraçados por gente como a gente; humanos, demasiadamente humanos.
Quem me dera que os avanços tecnológicos pudessem ser capazes de eliminar relacionamentos robotizados.

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&

 

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.

O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.

Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e Seus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.

Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “ – Meus filhos, foram 55 bons anos… Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.” Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:

“ – Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal, e perdoamos nossos erros…

Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “

Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.” E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo,e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar. Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam. O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada. “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe…”

Fonte: Grandes Mensagens 

Conhecem aquela famosa história de que duas mulheres foram ao palácio do rei Salomão? Eu até ia contar, mas já achei na Wikipedia pronta e estou preguiçosa, então…:P

Duas mulheres tiveram filhos juntos, um dos filhos morreu e a mãe do que morreu pegou o filho da outra mulher. De manhã, ela percebeu que aquele que tinha morrido não era seu filho e começaram a discutir. Foram até o palácio do Rei Salomão e contaram-lhe a história. Ele mandou chamar um dos guardas e lhe ordenou: “Corte o bebê ao meio e dê um pedaço para cada uma”. Falado isso, uma das mães começou a chorar e disse: “Não, eu prefiro ver meu filho nos braços de outra do que morto nos meus”, enquanto a outra disse: “Pra mim é justo”. Salomão, reconhecendo a mãe na primeira mulher, mandou que lhe entregassem o filho. (1 Reis 3:16-28)

O famoso lema “O amor verdadeiro liberta” vem sendo usado pelos putos que querem dar por aí impunemente, usando os corpos alheios; daqueles que esperam que suas namoradinhas se resignem, convencidas por essa frase cujo significado – bem se vê nos duas atuais – está completamente distorcido. O real significado da frase é esse da história das mães, e não o oba-oba que está em voga, oras!

Amor verdadeiro é desejar, acima de tudo, a felicidade da pessoa amada (seja filho, seja amante), nem que essa felicidade tenha como resultado – ou até dependa – da própria infelicidade do ego. O duro é saber que, além da sua própria infelicidade, o fato de você se retirar de cena não resultará na felicidade da pessoa amada…que pena.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s