Censuraram minha prima!!!! >:


Pombas, há um mês minha prima concedeu uma entrevista à Record a respeito da polêmica sobre o dicionário

http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4f4e22cab51a866fcdc639b2&idCategory=59

(se o link acima não funcionar, assista o vídeo diretamente na página original), e aí….puf! Botaram dois segundos da fala dela e, convenientemente, cortaram! Affff, mais um episódio que comprova a imparcialidade do jornalismo brasileiro (tudo bem que essa é uma praga que afeta o jornalismo mundial – aliás, todas as profissões!)

MPF quer tirar Dicionário Houaiss de circulação

Segundo o órgão, publicação teria referências preconceituosas contra ciganos

O MPF (Ministério Público Federal) em Uberlândia (MG) ajuizou ação civil pública contra a Editora Objetiva e o Instituto Antônio Houaiss para a imediata retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição das edições do Dicionário Houaiss.

Segundo órgão, os significados atribuídos pelo Dicionário Houaiss à palavra “cigano” são preconceituosos, o que, inclusive, pode vir a caracterizar crime de acordo com a Constituição Federal.

De acordo com o procurador Cléber Eustáquio Neves, que ajuizou a ação, o dicionário usa de termos pejorativos para definir a palavra.

– A nomenclatura cigano [no Houaiss] significa aquele que trapaceia, velhaco, entre outras coisas do gênero, ainda que se deixe expresso que é uma linguagem pejorativa, ou, ainda, que se trata de acepções carregadas de preconceito ou xenofobia, fica claro o caráter discriminatório assumido pela publicação.

A ação originou-se de investigação iniciada em 2009, quando o MPF em Uberlândia recebeu representação de um cidadão de origem cigana questionando a prática de discriminação e preconceito pelos dicionários de língua portuguesa contra sua etnia.

Para esclarecer os fatos, o procurador enviou ofícios a diversas editoras com pedidos de informações.

Recebidas as respostas, ele expediu uma recomendação às editoras para que fosse suprimida das próximas edições qualquer expressão pejorativa ou preconceituosa nos significados atribuídos à palavra cigano.

As Editoras Globo e Melhoramentos atenderam o pedido. Já a Editora Objetiva, recusou-se a cumpri-la, sob o argumento de que seu dicionário é editado pelo Instituto Houaiss, sendo apenas detentora exclusiva dos direitos de edição.

Diante dos fatos, o procurador afirma que “não teve outra saída a não ser ingressar em juízo para garantir o respeito às leis e à própria Constituição”.

O MPF revela que, desde 2009, empreendeu vários esforços, com a expedição de inúmeros ofícios e recomendações à Editora Objetiva, para que a publicação excluísse as expressões pejorativas e preconceituosas, mas os réus ignoraram todos os pedidos.

Na ação, além da retirada do Dicionário Houaiss de toda e qualquer expressão de cunho preconceituoso ou pejorativo contra os ciganos, o MPF também pediu a condenação dos réus ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 200 mil.

Outro lado

A Editora Objetiva afirmou ao R7, na tarde desta segunda-feira (27), que ainda não havia sido notificada pelo MPF e que aguarda o comunicado oficial para tomar uma decisão com relação à publicação.

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