A estupidez humana…e seus efeitos nefastos (2)


Uma briga generalizada entre torcedores de dois clubes rivais no Egito assustou o mundo do futebol nesta quarta-feira. O confronto campal e nas arquibancas entre fãs do Al-Masri e Al-Ahli resultou em 74 mortes e 188 feridos. A informação é atualizada a todo momento pelo governo egípcio, por meio da tv estatal.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que esta quarta-feira é um “dia negro” para o futebol. “Estou atordoado e lamento muito saber que, nesta noite, um grande número de torcedores de futebol morreu em uma partida no Egito”, comentou.

O prefeito de Port Said, El-Amiry, disse que as mortes foram causadas pelo tumulto e por sufocamentos. Um médico de um necrotério da cidade disse que alguns dos mortos eram agentes de segurança. O vice-ministro da Saúde, Hesham Sheiha, já decretou: “É o maior desastre da história do futebol do Egito”.

FEDERAÇÃO SUSPENDE CAMPEONATO EGÍPCIO

A Federação Egípcia de Futebol decidiu suspender o campeonato nacional por tempo indeterminado após as mortes ocorridas na partida entre Al-Masri e Al-Ahli, nesta quarta-feira. O presidente da entidade, Samir Zaher, anunciou o cancelamento e pediu “uma investigação urgente dos acontecimentos por um comitê de investigação para mostrar a verdade ao público”.

As declarações sobre o evento impressionam. O jogador egípcio Mohamed Abou-Treika relatou as cenas fortes e criticou as autoridades locais.

“As forças de segurança não nos protegeram. Um fã acaba de morrer no vestiário diante de mim. É culpa nossa, porque jogamos esse jogo. As autoridades estão com medo de cancelar o campeonato porque só se preocupam com dinheiro, não importa a vida das pessoas”, disse.

O confronto começou quando um torcedor levantou uma faixa insultando os rivais no segundo tempo. Após o apito final quando os torcedores do Al Masry, que venceu o jogo por 3 a 1, invadiram o campo para agredir os jogadores e a comissão técnica do Al Ahly. Os vândalos começaram a jogar pedras, fogos de artifício e garrafas sobre os rivais.

Muitos dos presentes apontaram completa falta de segurança e ausência de policiais no local. Outras testemunhas disseram que os policiais permitiram a entrada de torcedores do Marsy no espaço reservado aos fãs do Ahly nas arquibancadas.

O chefe do Conselho Supremo de decisão das Forças Armadas, Hussein Tantawi, enviou dois aviões militares para transferir os feridos junto com o pessoal técnico da equipe Ahly para Cairo. Até a noite desta quarta-feira, 47 pessoas haviam sido detidas em função dos episódios de violência.

A televisão estatal do Egito anunciou que os parlamentares irão se reunir em regime de urgência para tratar da violência em Port Said

Outra confusão aconteceu em em um estádio de futebol em Cairo. Os torcedores atearam fogo dentro do estádio do Cairo durante o duelo entre Zamalek e Ismaili. O jogo foi suspenso a pedido das equipes.

OUTRAS TRAGÉDIAS NO FUTEBOL

Ano Tragédia
1964 Peru e Argentina se enfrentaram em Lima (PER) no Torneio Pré-Olímpico. Os visitantes ganhavam por 1 a 0, e o juiz anulou um gol legítimo do time local, revoltando os 54 mil torcedores, que passaram a atirar pedras e garrafas no campo, além de invadir o gramado. Mais de 120 morreram e outros 90 ficaram feridos na confusão.
1968 No clássico argentino entre River Plate e Boca Juniors, a torcida causou um incêndio ao botar fogo em uma pilha de papel. O fogo afastou os torcedores, que correram e se tumultuaram a saída. 74 morreram e cerca de 150 se feriram.
1989 No jogo entre Nottingham e Liverpool, pela Copa da Inglaterra, o estádio estava lotado e muita gente ficou para fora. As cerca de 5 mil pessoas forçaram a entrada, derrubaram o portão e invadiram o estádio, que ficou superlotado. Na confusão, aproximadamente 100 mortos e 200 feridos.
1996 Guatemala e Costa Rica duelariam pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. A capacidade do estádio era de 45 mil pessoas, mas foram vendidos 60 mil ingressos. Na confusão, muita gente ficou prensada contra o alambrado, morreram 84 pessoas e 150 ficaram feridos. O jogo acabou suspenso.
2001 Em Gana, torcedores do Hearts of Oak e Kumasi Kotoko, dois times de maior rivalidade do país, se enfrentaram na arquibancada. Mais de 120 pessoas morreram e outras 90 ficaram feridas após os conflitos.
2007 Ao menos 50 pessoas morreram em um atentado contra torcedores do Iraque, que festejavam uma vitória da seleção local na Copa da Ásia.

* Com agências internacionais

* Atualizada às 21h11

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Editado:

Mais duas pessoas morreram nesta sexta-feira durante um protesto, no Cairo, pela morte de 74 pessoas, na quarta-feira (1), após uma partida de futebol em Port Said. Com isso, o número de mortos em confrontos envolvendo a polícia e manifestantes, hoje, chega a quatro, já que duas pessoas morreram nos confrontos em Suez.

A primeira morte foi confirmada por um médico voluntário que acompanhou os confrontos no Cairo. Segundo a testemunha, que falou à Associated Press na condição de anonimato, o homem morreu após ser atingido por tiros, nas proximidades do ministério do Interior, no centro do Cairo. A vítima chegou a ser levada ao hospital mas não resistiu. Não há informações sobre a outra vítima, apenas que ela também foi ferida a  bala.

Milhares protestaram no Cairo durante o dia, acusando o conselho militar, que tomou o poder depois da queda do ex-presidente Hosni Mubarak um ano atrás, de administrar mal o país em meio a uma frágil transição.

Aproximadamente 1.689 pessoas ficaram feridas nos confrontos que ocorreram na capital, principalmente após inalar gás lacrimogêneo, e em Suez.

Os manifestantes protestavam por conta da violência desatada na quarta-feira entre torcedores do time de Port Said, o Al-Masry, e do Cairo, o Al-Ahly, um dos incidentes mais sangrentos da história do futebol.

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‘Guerra’ entre torcedores de São Paulo e Guarani em Campinas termina com 61 detidos

O jogo aconteceu no Morumbi, na capital paulista, mas torcedores de Guarani e São Paulo proporcionaram na noite desta quinta-feira, em Campinas, cenas de vandalismo que tomaram conta da Avenida Prestes Maia, localizada na cidade do interior paulista.

De acordo com a Polícia Militar, as torcidas das duas equipes entraram em conflito enquanto Guarani e São Paulo jogavam pela quarta rodada do Paulistão. O encontro havia sido previamente marcado pela internet e terminou com 61 pessoas detidas e uma arma de fogo apreendida.

Um torcedor são-paulino deu entrada no pronto-socorro São José com a suspeita de ter sido baleado no braço, mas após avaliação de um médico perito do Instituto Médico Legal (IML) foi constatado que o ferimento foi causado por uma pedra ou uma paulada.

Na briga, segundo a PM, foram usados rojões, pedaços de pau, e quatro disparos foram efetuados por um torcedor bugrino.

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Editado de novo:

Para brasileiro que mora no Egito, confronto entre torcidas foi político

“Este é um conflito inteiramente político.” A afirmação é de Aldo Sauda, brasileiro que mora no Cairo, sobre a briga entre as torcidas do Al Ahly – a maior do Egito – e Al Massry, ocorrida na última quarta-feira (1º), que deixou 74 mortos e centenas de feridos no estádio de Port Said, norte do país.

Sauda estudou Relações Internacionais em São Paulo e, no ano passado, decidiu ir ao Egito para acompanhar de perto as transformações no país. Segundo ele, os torcedores do Al Ahly foram massacrados em plena arena, por estarem na linha de frente da oposição à junta militar que entrou no poder no Egito após a queda do ex-ditador Hosni Mubarak, ocorrida em fevereiro de 2011.

“Quando os torcedores do Al Ahly souberam do massacre, a reação espontânea das pessoas, que se reuniram na porta do clube, foi chamar pela execução do general Tantawi [chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito]. Ninguém nem mencionava a torcida do Massry”, justificou.

Sobre as acusações de que a polícia está por trás do massacre, o brasileiro conta que o prédio do Ministério do Interior – que controla a polícia –foi cercado por manifestantes. “Inclusive, o muro erguido em novembro pela polícia na Mohamad Mahmoud, rua que fica entre a [praça] Tahrir e o Ministério, foi derrubado.”

“A situação no Cairo está muito tensa, principalmente nas redondezas da praça Tahrir”, continua Sauda. As forças de segurança estão reprimindo os protestos de forma violenta, e a conjuntura é incerta. “Ninguém sabe o que vai acontecer, mas acho que a oposição não tem organização suficiente para derrubar a junta”, analisou.

As manifestações que se seguiram ao massacre no Egito já deixaram quatro mortos e mais de 1.500 feridos.

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