Meu momento Magritte


(Para quem não sabe quem foi o Magritte, veja abaixo)

Ceci n’est pas une pipe.

Ceci n’est pas un toillete. (desconheço a autoria desse, mas no mínimo deve ser um discípulo do Duchamp ;))

Ceci n’est pas un signe de toillete unisex. (esse é de minha autoria)

C’est un mur. Une division entre les deux sexes. L’incomprehension entre hommes et femmes. Vous ne me croyez pas?? The proof is given by Magritte himself, once again:

(O texto abaixo veio daqui: http://alexandrenegromonte.blogspot.com/2010/05/xxxiv-ceci-nest-pas-une-pipe.html

“Muitos conhecem a famosa inscrição que o pintor belga René Magritte pintou em seu quadro homônimo; “Ceci n’est pas une pipe” quer dizer, em francês, “Isto não é um cachimbo”. A ironia da inscrição e conseqüentemente do quadro reside no curioso fato de que havia de fato um grande cachimbo retratado na intrigante obra desse grande surrealista do início do século XX, o qual eu muito admiro, ao lado de outros grandes como o espanhol Dalí e o italiano De Chirico. Como sempre ocorre na história da arte, sobretudo das artes figurativas, como a pintura, há uma razão de ser para todo suposto absurdo que se ponha numa tela, num palco ou numa cena. Esta aparente incoerência de Magritte na verdade foi um grande manifesto de um artista inconformado com o modo como as pessoas viam a arte em seu tempo. E na verdade muitos até hoje o fazem da mesma forma. A boa e grande arte é classicamente associada a uma fidedigna representação do real. Ou seja: um quadro, uma escultura só é bonita, atraente, artística enfim, se retratar de maneira “bela” e [N. JANUS: supostamente!!!] fiel o objeto representado. A partir do momento em que os artistas do início do século XX começaram a rejeitar esse ideal artístico e imprimiram suas observações subjetivas do que seria o real ou a realidade para eles foi que surgiu na Europa, e depois no resto do mundo, o que hoje se costuma chamar de “arte abstrata”, ou a arte completamente descompromissada em retratar algo que seja de pronto reconhecido por nossos sentidos. O primeiro grande abstracionista foi o russo Vassily Kandinsky. Com suas retas e figuras geométricas e geometrizantes, esse pintor revolucionou a maneira de fazer arte com total liberdade e desvinculado de qualquer obrigação de retratar a realidade “tal como ela era” (se é que isso é possível). Depois vieram os futuristas italianos, os impressionistas franceses e o tresloucado Jackson Pollock, que tornou Nova York a nova Meca da arte abstrata do mundo moderno, com sua arrojada técnica da “action painting”. Magritte lançou o manifesto e os outros detonaram com o modo de ver arte moderna no mundo inteiro. “Ceci n’est pas une pipe” significa isto: você pode até estar vendo algo “parecido” com um cachimbo retratado numa tela à sua frente, mas lembre-se: aquilo não é um cachimbo, mas uma pintura! É arte, é liberdade de espírito, é jogo de cores, luzes e sombras, por vezes até texturas, que tem como objetivo sacudir, perturbar, emocionar e talvez até exaltar o que é belo. Só isso. A grande arte não tem de ser o improvável retrato das coisas que vemos de maneira precisa ao nosso redor (ao menos não um derredor material clássico, sensível). A arte também pode ser a figuração de um mundo “interior”, inquieto e revolto, obscuro e complexo, que é a marca registrada desse perplexo e interiorizado homem da época de Magritte, o homem do século XX, o homem moderno.”)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s